domingo, maio 21, 2006

XXIX CONGRESSO DO PSD
A SONOLÊNCIA DA POLÍTICA
Termina hoje, na Póvoa do Varzim, o XXIX Congresso Nacional do PSD.
A apatia só foi quebrada quando Alberto João Jardim apresentou 17 propostas para vencer a “psudo-esquerda comuno-socialistas”. Segundo reza o Jornal de Notícias, por minutos, o movimento incessante de entrada e saída dos congressistas abrandou. Houve quem desligasse o telemóvel, pousasse o jornal e interrompesse as conversas com o vizinho. Por breves minutos, os congressistas prestaram atenção ao conteúdo das intervenções.
Por aqui já se pode ver o interesse demonstrado pelos congressistas ao conteúdo das restantes intervenções e proposta.
Luís Filipe Menezes, também deu algum ânimo ao Congresso segurando os congressistas com quatro citações muito críticas em relação a reformas sociais e atentados aos direitos laborais da autoria de um "português com pouca memória" José Sócrates. Foi o mote para uma crítica feroz à "receita errada" deste Governo, assente na subida dos impostos e na retirada de direitos aos trabalhadores. A continuar assim, prevê Menezes, daqui a um ano, o país estará afundado em conflitualidade social e o Cartão Único (inovação introduzida por Sócrates) servirá apenas identificar os milhares de portugueses que engrossarão as taxas de desemprego e as filas para a sopa dos pobres.
Manuela Ferreira Leite lembrou que é preciso mudar o estilo de fazer oposição de forma a que, a opinião pública, perceba claramente a diferença entre o Governo socialista e as propostas sociais-democratas. A presidente da Mesa do Congresso acusou o Governo de apropriar-se das ideias do PSD e de seguir uma "política baseada na propaganda".
É assim quando se é alternância ao poder e não uma alternativa.
Congressos e congressistas sonolentos, apáticos e sem tema para discussão.
Nada disto é de admirar, porque a politica do sistema é isto mesmo.
Manuel Abrantes
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