Sábado, Novembro 07, 2009
UM ESCLARECIMENTO
Como os leitores(as) notaram este blogue esteve mais de uma semana parado.
Não foram afazeres profissionais. Foram afazeres políticos.
Não tendo sido eleito para a Assembleia de Freguesia do Pinhal Novo – como independente nas listas do CDS/PP – os companheiros desta jornada de luta politica contra o poder – absoluto! - comunista no Concelho de Palmela, não quiseram deixar de possuir a minha colaboração na elaboração dos diversos projectos que se apresentarão como alternativa à maioria absoluta comunista assim como à oposição do “bota-abaixismo” socialista.
O CDS/PP conseguiu, e pela primeira vez neste Concelho – eleger dois deputados municipais e um representante na Junta de Freguesia de Palmela e outro na Quinta do Anjo.
Não elegeu um vereador por uns “míseros” 40 votos.
Muito trabalho há pela frente neste Concelho. Não podemos esquecer-nos que é aqui, bem perto, que irá ser construído o novo aeroporto, assim como o Pólo Logístico do Poceirão tal como o ponto mais importante para o TGV. Estes últimos, no Concelho de Palmela.
Pinhal Novo – freguesia maioritária ( em número de habitantes) neste Concelho - irá possuir novo impulso populacional e um novo crescimento que se quer controlado e programado.
È este grupo de companheiros – CDS e independentes – que se propõem apresentar projectos credíveis e constituir uma corrente de opinião que leve todo o Concelho a enfrentar os desafios de amanhã.
Um trabalho politico que tem de ser feito no terreno e junto das populações.
È este o verdadeiro, e único, trabalho credível.
È uma vasta equipa de gente com valor e com créditos firmados na opinião pública.
Aqui, neste grupo de trabalho, não se pergunta. “quem foste”. Pergunta-se: “quem és e o que queres para o teu Concelho”.
Um grupo de gente com valor que quer o melhor para a sua terra e o melhor para a sua Pátria.
È uma pequena explicação por este interregno “bloguista” mas que vou fazer todos os possíveis para manter o ritmo a que os leitores(as) se habituaram.
Manuel Abrantes
Quarta-feira, Outubro 28, 2009

O RENDIMENTO SOCIAL DE INSERÇÃO
15,3 por cento é o aumento do numero de pessoas a receber o Rendimento Social de Inserção até Setembro. Isto, face a igual período do ano passado.
Segundo dados oficiais, até Setembro ùltimo, existiam 148,377 pessoas a receber esta prestação.
De acordo com os dados da Segurança Social, cerca de 40 por cento das famílias beneficiárias (60.898) não apresentam qualquer tipo de rendimento.
Isto quer dizer: ninguém trabalha lá em casa.
Também cerca de 40 por cento dos beneficiários (144.504) têm menos de 18 anos, enquanto 2,5 por cento (9.528) têm 65 ou mais anos.
Ainda, e segundo dados oficiais, o maior número de beneficiários situava-se no distrito do Porto (126.958), seguido de Lisboa (63.845) e Setúbal (24.848).
O problema não está neste tipo de subsidio ( ou o que lhe queiram chamar). Está na sua forma e no tipo de pessoas que o usufruem.
Podemos ver a disparidade dos números (oficiais: repito) entre os beneficiários com menos de dezoito anos e os com mais de 65 anos. È uma diferença entre 2,5 por cento para 40 por cento.
Isto quer dizer que, praticamente, metade dos beneficiários situam-se na casa dos dezoito anos de idade.
Eu sei que é difícil arranjar trabalho. Mas um jovem com dezoito anos não consegue arranjar um meio de vida, pelo menos, para o seu sustento ?
E também podemos ver onde estão situados esses beneficiários. A esmagadora maioria no Porto, Lisboa e Setúbal.
Não tenhamos dúvidas, o RSI é importante e necessário. Mas não para sustentar o ócio de alguns, ou a “xica-espertiçe” de outros.
Estes números falam por si.
Não é necessário fazer mais comentários
Manuel Abrantes
Domingo, Outubro 25, 2009

UM NOVO/VELHO GOVERNO SOCIALISTA
José Sócrates apresentou o seu “novo” governo. Algumas caras novas mas a linha dura socrateana continua. E, isto, só quer dizer uma coisa: as politicas vão ficar todas na mesma.
Não é difícil governar em minoria parlamentar. Isto é uma verdade, já com experiências com alguma positividade. Contudo, com Sócrates e a sua linha dura não acredito, nem prevejo, grande sucesso.
As manobras politicas sujas vão continuar. Senão vejamos:
José Sócrates convocou todos os partidos com assento parlamentar propondo-lhes uma coligação.
Bem! Então um partido de governo está disposto a qualquer tipo de coligação ?
Não tem uma politica de princípios em que qualquer coligação só é possível com outro alguém com os mesmos princípios ?
È preciso é manter o governo e governar como quiser. Todo o resto não conta.
Este governo socialista começa assim. È preciso governar a qualquer custo.
Por aqui podemos tirar as ilações necessárias: Sócrates quer governar e não interessa como nem com quem.
No fundo o que Sócrates pretende – e vai faze-lo – é criar as condições para se vitimar aos olhos do eleitorado a criar as condições necessárias para novas eleições e assim tentar uma nova maioria absoluta.
Sócrates e a sua linha dura não sabem governar em dialogo. Só conhecem o poder do “quero posso e mando”.
Eu gostaria de estar enganado mas, infelizmente, não estou.
Manuel Abrantes
Segunda-feira, Outubro 19, 2009

Os disparates de Saramago
PERDOA-LHE PAI
PORQUE ELE NÃO SABE O QUE DIZ.
E mais não acrescento….
Manuel Abrantes
Domingo, Outubro 18, 2009
A QUESTÃO DO VOTO ÙTIL
É uma polémica que se levanta em todos os actos eleitorais, especialmente vinda dos chamados pequenos partido.
Contudo, este efeito não se repercute apenas nos pequenos partidos. No último acto eleitoral para as Legislativas ficou bem patente pelos resultados que o eleitorado não quis dar a maioria absoluta ao PS, reforçando a votação quer no partido mais à esquerda (BE) quer no mais à direita (CDS/PP).
E, isto, não foi por acaso. O leitorado entendeu que o reforço nos partidos mais acutilantes nas suas posições políticas era a solução para o equilíbrio no Parlamento.
E teve razão. Hoje, o Parlamento está mais equilibrado e nenhum partido se pode arrogar do absolutismo político.
Hoje, para se governar é necessário ter capacidade de diálogo. O Governo socialista só não conseguirá governar se não tiver capacidade para dialogar, respeitando – o que não fez na anterior legislatura – as opiniões e propostas da oposição.
E isto ficou bem patente em muitas propostas do CDS/PP, e até do PCP, as quais Sócrates as acusou de “demagogia politica “ e de “irrealistas” tendo, mais tarde, vindo a coloca-las em prática reivindicando-as como sendo suas.
São as manobras politicas que, agora, com a distribuição no Parlamento, ficam impossibilitadas de aplicação prática.
O eleitorado percebeu isso.
Quanto aos chamados pequenos partidos. Muito se queixam do eleitorado os colocar à margem por aplicação do voto útil.
O “problema” não está nos eleitores. O “problema” está nesses mesmos pequenos partidos que não conseguem incutir no eleitorado que se identifica com os seus princípios a credibilidade necessário para que cada voto se traduza em voz activa na politica Nacional.
O eleitorado quando vota fá-lo para que a sua voz chegue às instâncias do poder.
Então, o “problema” não reside – nem podia… - nos eleitores. O “problema”reside na incapacidade politica desses mesmos partidos.
Cabe a cada um desses pequenos partidos sair dessa situação e impor-se na politica Nacional. São eles que têm de encontrar as soluções estratégicas para se imporem e fazer ouvir a suas opiniões e soluções.
O problema é que, esses mesmos partidos, normalmente, têm opiniões mas não apresentam soluções. Criticam muito mas não apresentam alternativas. Apenas se limitam a criticar .
E o que está mal – isso – toda a gente sabe. O que nem todos sabem é apresentar alternativas e soluções para a resolução dos problemas.
È esta a diferença.
Manuel Abrantes
Segunda-feira, Outubro 12, 2009

RESULTADOS AUTÁRQUICAS PALMELA
Mais uma vez, no concelho de Palmela, a CDU venceu com maioria absoluta. Dos sete mandatos para a Câmara meteu cinco (Presidente + 4 vereadores) e o PS dois.
O PSD perdeu o seu vereador fruto da enorme subida do CDS/PP.
O CDS/PP, que nas ùltimas eleições apenas tinha conseguido 1,34 % do eleitorado à Câmara passou, agora, a ser a terceira força politica mais votada no concelho com 9,76 %. e à frente do PSD.
Pela primeira vez conseguiu eleger autarcas em Palmela. Dois deputados municipais e representantes nas freguesias de Palmela e Quinta do Anjo.
O CDS/PP passou a ter voz (mais do que uma) nos destinos autárquicos desta região.
È certo que esta vitória eleitoral do CDS/PP muito se deve à figura carismática de Otávio Machado. Não conseguiu (por muitos poucos votos) ser eleito vereador, mas conseguiu por o CDS/PP no mapa politico em Palmela.
Isso conseguiu!
As listas do CDS/PP conseguiram outra coisa: - Juntar no mesmo objectivo gente de diferentes quadrantes da chamada direita.
Foi o meu caso pessoal que não sou de esquerda nem de direita mas sim: Nacionalista.
E não vou deixar de me intitular como isso.
Num concelho dominado por internacionalistas comunistas há mais de trinta anos uma (???) voz Nacionalista tem muito trabalho pela frente.
E eu quero encabeçar essa luta.
Manuel Abrantes
Quinta-feira, Outubro 08, 2009

AS AUTÁRQUICAS EM PALMELA
Com a aproximação das Eleições Autárquicas não podia deixar de fazer um apelo ao Voto.
Cada município e cada freguesia são situações diferentes.
Nas autárquicas o voto é canalizado para pessoas que conhecemos de perto e que, muitas vezes, convivemos.
No caso do Concelho de Palmela não tive relutância nenhuma em aceitar o convite do CDS/PP de ingressar a sua lista à Freguesia do Pinhal Novo e à Assembleia Municipal.
Fi-lo com consciência. E fi-lo por três razões:
-A primeira por reconhecer que, nos últimos tempos, o CDS/PP tem apresentado soluções e criticas coniventes com as ideias que sigo.
-A segunda pelo apreço que nutro pelo cabeça de lista à Junta de Freguesia do Pinhal Novo, Dr Madeira Amorim.
Homem de forte empenho de militância politica e grande conhecedor dos problemas desta freguesia.
- A Terceira pelo mesmo apreço que nutro pelo candidato à presidência da Câmara, Octávio Machado, pelo excelente trabalho que realizou à frente do pelouro da Saúde.
Por tudo isto o meu apelo ao voto em Palmela no CDS/PP
Manuel Abrantes
Sábado, Outubro 03, 2009

JÁ ESTÃO A “FAZER A CAMA” AO CAVACO
Depois da intervenção pública do Presidente da República sobre as hipotéticas escutas, os analistas do sistema aproveitaram o “desaire” e já estão a “fazer a cama” ao actual Presidente. Isto, caso ele entenda candidatar-se a novo mandato.
Pessoalmente, posso dizer que tenho muitas dúvidas sobre uma hipotética recandidatura do professor Cavaco Silva.
Quem acompanha a vida politica e tem paciência para ouvir e ler o que dizem e escrevem os comentadores do sistema, pode constatar que já se iniciou uma campanha jornalística para “diabolizar” Cavaco Silva de forma a que este recuse uma nova candidatura.
È a Maçonaria no seu melhor. Cavaco Silva não representa os seus interesses na destruição da sociedade tradicional.
Cavaco é um patriota, defensor da moral e da família tradicional. E, isto, são “coisinhas” que nada interessam a essa gente.
O problema é quem vão apresentar.
Claro! Ninguém melhor – para eles, claro – que Jorge Sampaio.
Deu provas na defesa dos interesses do poder socialista, que é o mesmo que dizer da Maçonaria.
Como presidente aceitou muito bem a saída de Durão Barroso para Bruxelas. Na altura não lhe convinha convocar eleições devido aos inúmeros problemas à volta do seu PS, com o envolvimento de alguns dos seus dirigentes no “caso Casa Pia” .
Isto, também, quando o PS era chefiado por Ferro Rodrigues. O PS não estava em condições de ir a votos.
Aceitou o governo de MAIORIA ABSOLUTA de Pedro Santana Lopes e destitui-o quando já tinha a casa arrumada no seu PS .
Ainda hoje estão por explicar quais os argumentos para a destituição de um governo que tinha o apoio d e uma maioria Parlamentar.
Isto é que foi um presidente.
Não foi ?
Só que agora aos socialistas levanta-se um problema (já velho…) : Manuel Alegre
Se for candidato do PS – o que eu não acredito – jamais terá o apoio declarado do BE ou da PCP. Só terá sucesso se for candidato independente. E ele sabe disso.
Por isso, para os socialistas, nada melhor do que um candidato que já foi presidente.
Mas lembrem-se da caso “Mário Soares”.
Por todos estes factores ao PS só lhe resta a esperança que Cavaco não se recandidate.
Dentro disso, nada melhor do que iniciar, desde já, uma campanha para a difamação politica de Cavaco Silva.
Para os analistas do sistema, Cavaco Silva, a partir de agora vai ser o culpado de tudo e de todos os males. Tudo o que correr mal vai ser culpa de Belém.
Em S. Bento vai estar um “santinho” que só quer servir o País, mas que não o deixam fazer o que quer.
Não estou a fazer futurologia. Estou a ser realista..
Aguardemos o desenrolar desta telenovela.
Manuel Abrantes
Quarta-feira, Setembro 30, 2009

A COMUNICAÇÃO DO PRESIDENTE
O Presidente da República acusou os socialistas de o tentarem colar ao PSD na ùltima campanha eleitoral para as Legislativas.
O Presidente tem suspeitas sobre a invulnerabilidade do sistema informático da Presidência da República.
Foram estas as declarações ao País, efectuadas ontem.
O chamado “tabu” do Presidente sobre as “escutas” terminou ontem – depois das eleições Legislativas - tal como Cavaco Silva anunciou.
Sobre o timing da comunicação , na minha opinião, só peca por tardia. Não o deveria ter feito agora mas à muito tempo atrás. Isto, seguindo a estratégia do Presidente em pretender vir a público sobre o assunto.
Estratégia que, pessoalmente, tenho muitas dúvidas sobre a sua pertinência.
Aliás, uma comunicação ao País deste teor é desnecessária e só deixa dúvidas nas mentes das populações.
Uma comunicação ao País por parte do Órgão Supremo da Nação não merece assuntos deste teor.
Este tipo de assuntos deve ser discutido entre os intervenientes nos locais próprios.
Que eu saiba o Presidente não chamou ninguém do Governo – especialmente o primeiro-ministro – para expor as suas dúvidas e obter os esclarecimentos necessários.
Se a Presidência tem, ou não, vulnerabilidades no seu sistema informático, isto é um assunto técnico e não motivo de uma comunicação ao País.
O Presidente pode ter muitas razões, mas vir ao País expô-las desta forma, entendo, que é desnecessária e surrealista.
Cavaco Silva que me desculpe mas , desta vez, não estou solidário com as suas estratégias.
Estive no caso dos “Estatutos dos Açores” pela gravidade – como se veio a provar juridicamente – das suas preocupações.
Ao contrário da maioria dos analistas, Cavaco Silva teve toda a pertinência em denunciar ao País as incoerências desses Estatutos.
Está assim aberta mais uma clivagem entre órgãos de soberania.
Só espero que isto não sirva para “vitimizar” os socialistas aos olhos das populações e abrir caminho ao futuro governo minoritária para alegar não ter condições de governação e abrir o jogo para novas eleições.
Nestas condições podemos ter a certeza que iremos ter Sócrates para mais quatro anos de maioria absoluta.
Manuel Abrates
Terça-feira, Setembro 29, 2009
FUTURO, ESPERNÇA E TOLERÂNCIA
Vamos lá:
A ilação que se pode retirar destas eleições é que o pensamento Nacionalista existe. No subconsciente de cada um - é certo. Mas existe!
E, quando se fala em pensamento Nacionalista, é o mesmo que falar em temas como a defesa Nacional, a segurança dos cidadãos a questão da imigração descontrolada o abuso do intitulado Rendimento Mínimo e outras questões que a maioria do políticos não quer aflorar.
Estas são as questões práticas; são questões do dia a dia.
Contudo, para o Nacionalismo existem questões de fundo. Ou sejam: os valores Pátrios, a moral cristã e a família como base social.
São os pilares de base da politica Nacionalista.
Quantos cidadãos não apoiam estes princípios ?
Provavelmente a maioria.
O problema reside no facto de ainda não lhe ter chegado esta mensagem de forma clara e com rostos credíveis.
E, mesmo assim, não vai ser de “um dia para o outro”. Vai levar anos.
Mas isto não se consegue com mensagens que colidam com os sentimentos dos cidadãos, por mais razão que exista nelas. As mensagens têm de ser claras e aplicadas no timing certo e no locar certo.
Qualquer partido que se assuma como Nacionalista não pode viver contra tudo e contra todos. Não pode viver num “buraco” politico como se fosse uma fera enjaulada.
Um partido nacionalista não pode – não deve….- criar em seu redor uma imagem de radicalismo e de ódios. E mais: não pode ser imagem de passados políticos que nada têm a ver com o momento actual.
E, ainda, mais : o Nacionalismo de futuro não pode ser conotado com regimes de partido único. Ninguém, nos dias de hoje, aceita isso.
Eu defendi o Estado Novo no seu tempo mas não aceito esse tipo de regime para os dias de hoje. O Estado Novo dever ser estudado e reflectido, mas não serve de dogma para os dias que correm.
O Nacionalismo é futuro.
O Nacionalismo tem de se pautar por uma mensagem de futuro, de esperança e – acima de tudo – de tolerância. E enquanto os Nacionalista não souberem passar esta imagem não vão a lado nenhum.
Eu acredito que ainda é possível alcançar esses objectivos.
FUTURO, ESPERANÇA E TOLERÂNCIA
Manuel Abrantes
Segunda-feira, Setembro 28, 2009

QUANDO O VENCEDOR É TAMBÉM O DERROTADO
O PS ganhou as eleições para as Legislativas com 36 por cento dos votos. Contudo, perde a maioria absoluta passando dos 45 % (2005) para os 36 % do eleitorado. Isto representa uma perca de mais de meio milhão de eleitores.
È uma vitória com sabor amargo, até porque terá de governar na base de acordos com os partidos da oposição. Isto não será fácil para Sócrates que granjeou, pela sua arrogância e prepotência, anti-corpos com todos os lideres da oposição.
Sócrates pensava que seria um eterno rei e senhor da politica portuguesa.
Com Sócrates à frente os socialistas não vão ter a vida facilitada na sua governação.
Com outro, isto seria possível como o foi no governo de Guterres ou com Mário Soares.
Vai ser uma legislatura muito complicada para as bandas socialistas.
Um dos grande vencedores da noite eleitoral foi Paulo Portas que viu o CDS/PP passar a barreira dos 10% ( 21 deputados) e conquistar a terceira posição no espectro politico.
O Bloco de Esquerda foi outro dos grandes vencedores. Ultrapassou a CDU e possui, agora, 16 deputados. Era uma subida esperada onde as sondagens sempre lhe deram indícios de que seria a terceira força politica em Portugal. Mas não foi.
Isto, mesmo com a comunicação social a leva-lo ao colo
Na minha opinião o grande vencedor da noite foi Paulo Portas e o CDS/PP. Do partido do táxi (4 deputado) – sua queda máxima – passou, agora com Paulo Portas à cabeça, a ser a terceira força politica.
Paulo Portas bateu-se nestas eleições em três pontos fundamentai: Segurança, Lei da Imigração e a questão do Rendimento Mínimo.
São temas que os Nacionalistas, também, fazem “cavalo de Batalha”.
Portas, sem falar em Nacionalismo ( não é nem nunca será), bateu nas teclas exactas. Pescou nas àguas nacionalistas e atirou para as “calendas gregas” qualquer tentativa de crescimento de partidos assumidamente Nacionalistas.
Indiscutivelmente, Portas aglutinou o descontentamento de muitos portugueses nesses temas e consegui o tal voto útil.
Para isso não teve medo de ser acusado ( como o foi…) de racismo social.
Não tenho dúvidas que a força Nacionalista – que continua a não sabemos quantificar – foi canalizada para o CDS/PP.
Voto útil, ou não, daqueles que poderiam engrandecer qualquer projecto assumidamente Nacionalista foram para o CDS/PP.
Agora vamos ao PNR.
Bem, se os 13.214 votos ( 0.37%) nas ùltimas Europeias não foram o um bom resultado não sei o que direi dos 11.614 (0.21%) conseguidos agora.
Isto quer dizer que perdeu eleitores.
E perdeu. Foram, mais uma vez e em maior número, para o CDS/PP
Isto já tinha acontecido nas Europeias. Aliás, reconhecido pela seu cabeça de Lista, Dr. Humberto Nuno de Oliveira.
Mas daqui podemos retirar uma grande ilação. O eleitorado que poderá votar Nacionalista existe.
Existe e é real.
O Portas que o diga…
Manuel Abrantes
Sexta-feira, Setembro 25, 2009

O DIREITO DE VOTO
VAMOS A VOTOS
Vamos entrar no intitulado período de reflexão (Sábado). No Domingo todo o cidadão consciente deve exercer o seu direito: - O direito de votar.
A abstenção não conduz a nada a não ser favorecer o partido vencedor.
Abster-se não é uma forma politica de protesto. Com esta forma ninguém protesta contra nada a não ser contra ele próprio.
Pode, e há, quem não queira dar o seu voto a nenhum partido concorrente. Há uma forma: - O voto nulo.
Este sim, pode ser traduzido e contabilizado como um voto de protesto e de desalento pela politica partidária actual.
Mas, atenção: nunca o voto em branco.
Contudo, que fique bem claro, não estou a apelar ao voto nulo. Não!!!
Entendo, e devo aconselhar, o voto no partido que a consciência de cada um aponte para o mais credível na execução das suas promessas eleitorais.
O partido (pessoas) que mais se aproximem das aspirações de cada um de nós e que nos ofereça, pelo menos, o mínimo da nossa confiança.
Cada um que escolha o que entender.
Mas que cada um de nós exerça o direito de voto
Até Domingo depois das eleições.
Manuel Abrantes
Quarta-feira, Setembro 23, 2009

A QUESTÃO DO VOTO DOS NACIONALISTAS
Pela celeuma que deu a peça anterior, tenho de voltar ao assunto. Até porque as eleições Legislativas estão a poucos dias.
Não aconselhei o voto no PNR mas também não o desaconselhei.
Aliás, nem tenho de aconselhar, ou desaconselhar, o voto neste partido porque não faço parte dele nem tem o meu apoio como militante.
Continuo a afirmar que existe gente muito válida nas suas hostes. Gente honesta e que luta para transmitir a mensagem Nacionalista às populações.
Tenho fé que esses seus militantes consigam transmitir e impor os seus ideais e perspectivas políticas no seio do partido.
Tenho fé… E gostaria que isso fosse uma realidade. Contudo – permitam-me a sinceridade – tenho muitas dúvidas que isso venha a acontecer.
Fico-me pela fé…
Se lermos alguns comentários pró-PNR verificamos que, alguns deles, continuam a transmitir laivos de sectarismo doentio e de agressividade que só assusta o mais pacato dos cidadãos.. E não publiquei os piores…
Mudar alguns dirigentes sem mudar a mentalidade de muitos militantes não vai conduzir a nada a não ser continuar tudo na mesma.
Por isso o PNR não contará com o meu voto.
E não me venham com essa de que o importante e conseguir eleger o seu presidente para o Parlamento.
Eu, como Nacionalista, não estou para folclores político/partidários para que este ou aquele seja eleito e tenha a sua vidinha orientada.
Eu luto por causas e não para arranjar lugares políticos a este ou aquele. Eu quero que no Parlamento exista a voz Nacionalista. Mas uma (ou mais) voz que seja Nacionalista e não – como aconteceu aos bloquistas – que se transforme num nacionalismo-caviar.
O Nacionalismo – para mim – só tem um rosto: O da Bandeira Nacional.
Nem fala pela voz de um único e só homem.
È por isto que é muito difícil fazer passar a mensagem do verdadeiro Nacionalismo.
É por isso…
O Nacionalismo é tolerância, compreensão e muito - mas muito!!! – respeito por todos os portugueses de qualquer cor ou credo e, também, muito respeito mesmo por aqueles que não concordam connosco.
È por isso que não é fácil ser-se Nacionalista.
Não é fácil….
Manuel Abrantes
Domingo, Setembro 20, 2009
AS LEGISLATIVAS E O VOTO DOS NACIONALISTAS
A uma semana das eleições Legislativas não podia deixar de me debruçar sobre em quem votar e, até, aconselhar ao voto.
Isto – claro! – para os que se intitulam de Nacionalistas.
Não é uma tarefa fácil., podem crer…
E não é uma tarefa fácil porque, segundo se consta – não sei… - ,o único partido Nacionalista (o PNR) que concorre fez correr que algo tinha mudado no seu interior.
Não sei o que mudou nem quem mudou. Para mim tudo continua na mesma.
Até ao momento o PNR continua a ser um partido marcado por teorias ultra-radicais e um partido que, por acções de alguns dos seus militantes, se tornou num partido marginal.
Acredito que, no seu seio, existam pessoas com a credibilidade necessária. Não posso deixar de realçar o Prof. Humberto Nuno de Oliveira o qual apoiei, abertamente e claramente, aqui no blogue e que votei nas ultimas eleições. Votei e aconselhei o voto.
Contudo, na conjuntura destas eleições não posso aconselhar o voto no PNR. Penso que serão votos desperdiçados num partido que ainda não definiu o que quer e para onde quer ir.
Mesmo que –hipoteticamente – possa eleger um deputado, não acredito que possua o staff necessário para deixar marcas importantes do pensamento Nacionalista na Assembleia da República.
Não basta ir para lá com laivos de radicalismos porque, isso, seria destruir o Nacionalismo Português de uma vez por todas.
Continuo a definir como caminho a formação de organizações Nacionalistas de debate de ideias e de princípios. Organizações, devidamente legalizadas e oficializadas e abertas a todos sejam, ou não, de pensamento Nacionalista.
Isto, porque o Nacionalismo deve ser um factor agregador e não desagregador.
O Nacionalismo é a procura da união de todos os Portuguesas e não a sua separação.
Não nos podemos fechar em becos sem saída nem em radicalismos arcaicos.
O Nacionalismo está aberto a todos os que amam e respeitam Portugal, a sua Histórias e as suas gentes, independentemente da cor da pele ou da religião que professem.
Este é o Nacionalismo com futuro.
Manuel Abrantes
Quarta-feira, Setembro 16, 2009

A QUESTÃO DO TGV
Com a polémica levantada pela Manuel Ferreira Leite, o TGV voltou a entrar na ordem do dia.
E foi uma polémica bem levantada e bastante oportuna.
Uma das questões que se coloca é sabermos se, nesta fase, o TGV é ou não um investimento prioritário e necessário.
È necessário saber se a nossa economia vai possuir, ou não, um impulso com a construção destas linhas de alta-velocidade. Que mais valias o TGV vai trazer para a economia Nacional ?
Pessoalmente, penso que nenhum. Até porque o TGV não é um transporte de mercadorias por excelência. Não vai traduzir-se, por isso, numa mais valia - em custos, especialmente – para a colocação dos nossos produtos nos mercados externos, ou vice-versa.
Ainda não existem valores reais de quanto é que este investimento vai custar aos contribuintes portugueses. Sabemos, apenas, que nos próximos trinta anos vai empenhar o orçamento do Estado. Isso sabemos! Mas os valores reais, ainda não.
E não me venham com essa dos 160 milhões da União Europeia. È como se alguém, me desse uns milhares para eu me hipotecar em milhões numa coisa que pouco, ou nada, me irá servir.
E não nos comparem com os espanhóis. Eles com o seu TGV transformado em transfronteiriço irão ganhar milhões da União Europeia sem necessitarem de fazerem grandes investimentos, nem de se hipotecarem. O que não é o nosso caso que temos de construir tudo de raiz.
È esta a diferença. Os espanhóis ganham – e muito!!! – com o negócio. Nós, ficamos hipotecados.
E já agora digam-me lá: uma linha de TGV – põe exemplo – entre o Porto e Vigo, quantas pessoas é que a vão utilizar por dia.
Quantas pessoas irão utilizar – também como exemplo – o Lisboa- Porto-Vigo, quando já existem carreiras aéreas ( normalmente vazias) e o ALFA , que está a perder utentes para a camionagem devido à diferença de preços.
Sim, porque ganhar meia hora no trajecto não compensa a diferença nos preços.
Uma viagem no ALFA entre Lisboa e Porto é de 27 euros e na camionagem de 15 euros.
Claro que, para a meia dúzia dos que irão utilizar o TGV, esta diferença é irrelevante.
Também há os que argumentam que o TGV é a ligação à Europa. Bem! Que eu saiba sempre tivemos ligados e não é o TGV que irá aumentar mais-valias.
Que me digam que é moderno; que é fino, isso é verdade. È como aquela pessoa que não tem para comer nem para se vestir mas gasta o pouco que tem, e o que não tem, nuns sapatos de marca. Isto, só para andar na moda.
Deixemo-nos de ser megalomaníacos.
Como diz a juventude de hoje: - Caiam na real!!!!
Manuel Abrantes
Domingo, Setembro 13, 2009

O DEBATE DOS EMPATAS
Não podia deixar de escrever sobre o debate entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite.
Desde já devo acrescentar que nenhum destes candidatos a primeiro-ministro contará com o meu voto.
José Sócrates mais uma vez mostrou toda a sua arrogância e prepotência por muito que se tenha esforçado, nos últimos tempos, para transparecer o contrário.
Quem assistiu ao debate pode constatar que Sócrates levou todo o seu tempo a fazer comparações entre o actual governo, onde é primeiro-ministro, e o governo de Durão Barroso onde Manuela Ferreira Leite era, apenas, ministra das Finanças.
Sócrates, empurrou o debate para o programa eleitoral do PSD dando a perceber que o conhecia muito melhor do que o seu próprio programa. Aliás, nem sequer falou dele.
Provavelmente nem existe. Ninguém o conhece….
Sócrates limitou-se às “gabarolices” dos “feitos” (????) do seu governo e não apresentou nenhuma solução para o futuro. Nem uma palavra sobre o que pretende fazer se for eleito primeiro-ministro.
Sócrates foi igual a si próprio: - Arrogante, prepotente e dono e senhor da verdade absoluta.
Manuela Ferreira Leite
Surpreendeu-me! Não sendo uma especialista da imagem nem do blá blá da politica espectáculo mostrou-se bastante calma e convincente.
Foi, também ela, igual a si própria: diz o que pensa mesmo que isso lhe possa acarretar dissabores na politica-espectáculo.
E não teve pejo nenhum em afirmar que “pára o projecto TGV” , acrescentando que, que este projecto, apenas “interessa aos espanhóis” porque querem que o seu TGV seja “transfronteiriço” para obterem mais dividendos da União Europeia.
Manuela, não se coibiu de dizer: “não gosto de espanhóis na politica portuguesa”.
Manuela conseguiu, ainda, colocar uma questão a Sócrates que o deixou sem argumentos, quando o questionou sobre o projecto socialista para as reformas.
Segundo a presidente do PSD, em vez dos actuais «70 ou 80 por cento» do vencimento a que correspondem as reformas, «daqui a dez anos» os portugueses receberão «metade do seu vencimento bruto».
Sócrates nem respondeu…
Enfim:
Manuela Ferreira Leite quis dar um ar de “dama de ferro”. Na minha opinião conseguiu.
O conseguiu-o, já no final, quando foi questionada sobre a hipótese, se vencer as eleições, ter de governar em minoria.
Manuela Ferreira Leite foi peremptória : “ não estou convencida que seja preciso uma maioria absoluta para governar”.
Infelizmente, esta pergunta não foi colocada a José Sócrates.
Esquecimento da moderadora ?
Penso que não…
Manuel Abrantes
Quarta-feira, Setembro 09, 2009

UMA LIÇÃO DE VIDA
Hoje, não vou escrever sobre politica.
Gostaria de vos deixar a seguinte passagem:
Perguntaram a um filosofo:
“ O que mais te surpreende na Humanidade ?
Resposta : Os Homens!!!
Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde;
Por pensarem ansiosamente no futuro esquecem o presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro;
E vivem como se nunca fossem morrer…. E morrem como se nunca tivessem vivido
Não sei quem foi o filósofo, mas dá para meditar.
Não dá ?
Manuel Abrantes
Sexta-feira, Setembro 04, 2009

A QUESTÃO DOS “CRIMINOSOS DE GUERRA”
Um dos meus canais televisivos preferidos é o Canal de História. Num destes dias estive a ver um comentário – excelente, diga-se – sobre o ex primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi.
Mas, não é sobre esta figura da politica nipónica que pretendo escrever.
No comentário sobre a vida deste politico fez-se referência a uma visita sua a um Templo religioso onde se “glorificam” figuras do exercito Japonês que combateu com os Americanos. Entre eles o do general Tojo.
Até aqui nada de especial. Isto, se os comentários não se referissem sempre aos combatentes japoneses como “criminosos de guerra”.
Na minha óptica foram e são criminosos de guerra.
São, sim senhor!!!
O ataque cobarde a Pearl Harbor, que deu inicio à guerra, é a prova disso.
Contudo não podemos esquecer Hiroshima e Nagasaki.
Milhares e milhares de civis japoneses foram assassinados e, ainda hoje, se sente os efeitos de tal destruição.
E isto, não é crime?
Foi em legitima defesa?
Afinal o que são “criminosos de guerra” ?
Pelo contexto actual, “criminosos de guerra” são todos os combatentes do exército vencido e “heróis de guerras” serão os do exército vencedor.
Hipocrisia, não é ?
È o poder dos vencedores sobre os vencidos. È a hipocrisia da guerra; é a hipocrisia dos homens; é a hipocrisia da sociedade actual.
Manuel Abrantes
Terça-feira, Setembro 01, 2009

E O DESEMPREGO NÃO PÁRA…
Com valores muito acima da média, Portugal regista uma taxa de desemprego de 9,2 por cento.
Quem o diz é o Eurostat acrescentando na sua analise que, desde 1997, este é o número mensal mais alto.
Desta vez nem a sazonalidade habitual de Verão fez baixar, ou estabilizar, estes números.
E, isto, são os números oficiais. Aqui não se contabilizam os que estando desempregados o Governo tapa o buraco com pseudo cursos de formação(???).
Quem está em cursos de formação não conta para o número de desempregados.
Não estou contra esses, ditos, cursos de formação. Não estou!
Isto, desde que eles apontem para uma verdadeira formação profissional e não que sirvam, meramente, para tapar a taxa oficial do desemprego.
Todos os Portugueses deveriam conhecer os números oficiais dos que tiraram cursos de formação e se empregaram na respectiva área.
Deveríamos conhecer, na medidas que é do bolso de todos nós que saem as verbas que sustentam este cursos.
Será assim tão difícil difundir os resultados práticos desses cursos de formação subsidiados?
Quantos conseguiram retomar a sua vida profissional com este cursos?
Onde estão as respostas ?
Manuel Abrantes
Domingo, Agosto 23, 2009

VAMO LÁ A VOTOS
Há pouco tempo escrevi, aqui no Blogue, o seguinte:
“sempre que concorramos neste sistema a actos eleitorais, nunca passaremos de uma percentagem irrisória. O que nos desacredita, ainda mais, perante o eleitorado.
Será um ciclo vicioso do qual nunca iremos sair.
As eleições e a opinião publica são dominados pelos órgãos de comunicação social. Por sua vez, estes, são geridos e dominados por um tipo de gente que não nos deixa crescer.
Assim, nem um “milagre” nos poderá tirar desta situação.”
Isto é, no meu ponto de vista, um dos grandes entraves ao crescimento eleitoral – digo: eleitoral – para qualquer partido que se assuma de princípios Nacionalistas.
Mas, também não é só…
Nós, Nacionalistas, criticamos este sistema eleitoral por não representar os verdadeiros anseios do Povo. Esse mesmo Povo que, cada vez, acredita menos nos partidos e nos políticos. E não acredita porque não se vê representado por nenhum deles. Nem nos partidos nem nos políticos que os compõem.
E tem razão!
Os políticos (neste caso, deputados) limitam-se a defender os pontos de vista e os interesses dos partidos em detrimento dos verdadeiros anseios das populações que os elegeram.
A esmagadora maioria dos deputados desconhece o círculo eleitoral por onde foram eleitos e, em muitos casos, nem sequer alguma vez lá colocaram os pés. Aliás, desconhecem por completo os problemas do seu círculo eleitoral.
Tudo isto vem a propósito do PNR ter já apresentado as suas listas em, praticamente, todos os círculos eleitorais.
Mostra dinâmica partidária. Isto mostra!
Mas será que todos conhecem os anseios das populações a que se submetem a sufrágio ?
Conhecem os problemas e estão dispostos a apresentar e a discutir soluções ?
Têm projectos para as respectivas regiões ?
Não estou a afirmar que não os têm.
Eu e a população gostaríamos de os conhecer.
Isto porque, para mim, os Nacionalistas devem – têm a obrigação – de se pautar pela diferença em relação ao actual espectro politico/partidário.
Aqui vai a lista dos “cabeças” aos respectivos círculos eleitorais.
- Aveiro - Maria Marques;
- Beja - Simão Varandas;
- Braga - Pedro Frade;
- Bragança - Carlos Marques;
- Castelo Branco - João Vaz;
- Coimbra - Vítor Ramalho;
- Évora - João Coutinho;
- Faro - Rui Roque;
- Leiria - João Amaral;
- Lisboa - Pinto Coelho;
- Portalegre - Caetano Ferreira;
- Porto - Alberto Lima;
- Santarém - Humberto Oliveira;
- Setúbal - Duarte Branquinho;
- Viana do Castelo - André Leite;
- Viseu - Teresa Póvoas;
- Madeira - Vasco Leitão;
- Fora da Europa - Luís Fernandes.
Segunda-feira, Agosto 17, 2009

OS DESAIRES DO SENHOR SÓCRATES
O senhor Sócrates reconheceu, hoje, que os resultados positivos do PIB, no segundo trimestre deste ano, “não é o fim da crise”
Depois de se ter vangloriado que esses números representavam o “fim da crise” teve, agora, de vir a terreiro dar o dito por não dito.
Lá se foi o grande trunfo para a campanha eleitoral.
O que o senhor ainda não explicou é o facto de ter subido em 1,4 por cento o número de desempregados inscritos nos centros de emprego. Isto referindo os números de Julho deste ano e o período homologo na ano passado.
O senhor Sócrates também ainda não explicou quais as razões – já que para ele o seu governo só fez coisas boas – que Portugal tenha apresentado o quinto maior défice comercial na União Europeia.
Entre Janeiro e Maio deste ano, as importações portuguesas foram de 19,1 mil milhões de euros contra 26,1 mil milhões no mesmo período de 2008, enquanto que as exportações atingiram 12,3 mil milhões euros quando, no mesmo período do ano passado fora de 16,7 mil milhões.
O senhor Sócrates conseguiu enganar os eleitores nas ùltimas Legislativas.
E, agora, também o irá consegui ?
Manuel Abrantes
Sexta-feira, Agosto 14, 2009

ANUNCIADO O FIM DA CRISE E LOGO A SEGUIR OS MAIS DE MEIO MILHÃO DE DESEMPREGADOS
Dados do Instituto Nacional de Estatística apontam para um crescimento económico de 0,3 por cento no segundo trimestre deste ano.
Perante estes números, que não nos dizem onde e como, o senhor Sócrates veio logo a terreiro dizer que isto “é o princípio do fim da crise”.
Não sei onde se baseou para tal afirmação.
Sei… Vêm aí eleições.
È certo que é melhor um crescimento positivo do que um decréscimo negativo.
Mas, é necessário perceber quais os pontos que levam aos crescimentos, assim como os que levam aos campos negativos.
Sem tentar fazer especulação, é de ter em conta que as produções pararam nos ùltimos tempos pela falta de confiança nos mercados. Isto lava a que, após um determinado período na recessão das produções, os stocks vão ao limite o que obriga à retoma nas produções.
Quanto à mim, foi isso que aconteceu e o que está a acontecer. Retoma na produção apenas com o intuito de repor stocks.
MAIS DE MEIO MILHÃO DE DESEMPREGADOS (OFICIALMENTE….)
A taxa de desemprego atingiu, hoje, os 9,2 por cento. A maior taxa de desemprego de sempre. Não é dos últimos 30 anos. Não. Não é!
È o pior desde 1974. Isto, porque antes – por muito que doa a muita gente - o desemprego era algo que nem se contabilizava. Praticamente não existia.
Podem acusar o regime de então de muita coisa, mas por aí não o conseguem.
Aliás, como o disse Medina Carreira, a maioria das nossas empresas implantaram-se nos anos 60. Isto, muito especialmente o capital estrangeiro.
Afinal o que é que está errado? È o investimento e o capital ou são as políticas?
Pensem nisto…
Manuel Abrantes
Segunda-feira, Agosto 10, 2009
É HORA DE REFLEXÃO
Uns dias de descanso dão para meditar em muitas coisas. E, foi isso, que me sucedeu.
Meditar sobre a vida e sobre tudo o que nos cerca.
Como se aproxima um período eleitoral, com eleições Legislativas e Autárquicas, não podia deixar de meditar sobre os caminhos a trilhar, para nós Nacionalistas.
Sejamos realistas. Para nós, nada vai mudar.
Com Sócrates ou sem Sócrates, com Manuela ou sem Manuela, com Portas ou sem Portas, nada vai mudar em relação a uma sociedade onde impere a Moral cristã, o Amor à Pátria e a Defesa da Família. São estes os valores e os pilares de base da sociedade por nós protagonizada.
Nos dias que correm não é fácil fazer passar a nossa mensagem baseada nestes valores.
Temos uma sociedade individualizada, consumista e, completamente, contrária a estes valores.
Durante os últimos trinta anos foi imposta a ideia de que a Moral Cristã é arcaica, o amor à Pátria é algo do passado e a Família é algo apenas para se recorrer quando se está aflito (e, nem sempre…).
Quem defende os valores por nós, Nacionalistas, defendidos é logo catalogado como saudosista do passado, fascistas, etc, etc.
Nada demais errado!
Respeitamos o passado – seja ele qual for – queremos ordem, disciplina e moral e aceitamos a família como base de uma sociedade.
Defendendo este três princípios não quer dizer que defendamos qualquer tipo de totalitarismo, seja ele qual for.
Contudo, somos críticos a regimes de completo deboche capitalista; regabofe politico/partidário e criador de uma mentalidade social onde impera a falta da ética, do respeito e da tolerância pelo próximo.
Defendendo os nossos princípios, dificilmente, nesta sociedade temos hipótese em fazer passar as nossas mensagens.
È como entrar num campeonato mas jogando sempre na casa do adversário e, ainda por cima, com as regras do jogo impostas por eles. As quais, podem alterar quando querem e lhe apetece.
É difícil. Podem crer…
Isto, referindo-me à criação ou aos já existentes partidos Nacionalistas.
No actual sistema politico/partidário dificilmente temos hipóteses de ganhar voz activa..
Os partidos assumidamente nacionalistas não passarão de pequenas sementeira de flores que dificilmente desabrocharão porque – no actual contexto politico/partidário – são os partidos do sistema que detêm o terreno, os adubos e a àgua.
Podemos semeá-los, mas dificilmente irão crescer.
Claro que me refiro à prática e sistema eleitoral.
E, sempre que concorramos neste sistema a actos eleitorais, nunca passaremos de uma percentagem irrisória. O que nos desacredita, ainda mais, perante o eleitorado.
Será um ciclo vicioso do qual nunca iremos sair.
As eleições e a opinião publica são dominados pelos órgãos de comunicação social. Por sua vez, este, são geridos e dominados por um tipo de gente que não nos deixa crescer.
Assim, nem um “milagre” nos poderá tirar desta situação.
O nosso único caminho é crescermos, não em partidos a pensar em eleições, mas em Movimentos ou Associações (Legalizados e oficializados perante a Lei).
Mas, cada Nacionalista não deve abster-se das eleições. Deve participar activamente nelas como votante, votando no que a sua consciência ditar.
Nenhum Nacionalista deve abster-se de votar.
Manuel Abrantes
Sábado, Julho 18, 2009

ALBERTO JOÃO JARDIM E O PSD/MADEIRA
E A REVISÃO CONSTITUCIONAL
Alberto João jardim e o PSD/Madeira vão promover um debate parlamentar com apresentação de uma proposta para a revisão constitucional.
O PSD/Madeira vai propor, entre muitas alterações no alargamento dos poderes autonómicos, que "a democracia não deverá tolerar comportamentos e ideologias autoritárias e totalitárias, não apenas de direita, caso do fascismo já consagrado na Constituição, como igualmente de esquerda, caso do comunismo", ainda não abrangido pela Lei Fundamental.
Quem parece não ter gostado disto foram os partidos da oposição – excepção ao CDS/PP – Madeira - que , segundo eles, não vão estar presentes nessas sessões plenárias.
O líder dos centristas madeirenses, José Manuel Rodrigues, está ao lado de Jardim. "Na questão de proibir partidos políticos ou forças políticas com ideologia totalitária nós estamos de acordo. A democracia tem de defender-se de projectos de extrema-esquerda ou de extrema-direita que coloquem em causa o regime democrático".
Desta vez, Alberto João, não vai “pregar” sozinho no deserto. Tem a seu lado, pelo menos nesta matéria, o apoio do CDS/PP
Há aqui algo que eu concordo. Se existe a proibição constitucional das ideologias fascistas porque não as ideologias comunistas ?
Ambas são de cariz totalitário e antidemocrático. Pelo menos para o tipo de democracias vigentes.
Um Hitler não foi melhor, nem pior do quem Stalin. Isto,neste casos de politicas criminosas. Nem o Salazar foi um democrata.
Contudo, passado mais de trinta anos de Democracia em Portugal só coloco a seguinte questão : - Ainda há medo das ideologias, sejam elas quais forem ?
-Não acreditamos na sapiência do Povo Português ?
- Há alguém que duvide que, nos dias que correm, as massas populares aceitem uma ideologia totalitária ?
-Parece que somos todos muito democratas mas não acreditamos nos eleitores.
Que sejam proibidas organizações políticas que apelem à violência, ou contra a ordem publica, concordo em absoluto. È um direito que o regime tem na sua defesa. Mas, toda e qualquer pessoa deviam ter o direito de poder transmitir qualquer opinião contrária ao regime Democrático. Ao regime democrático ou a qualquer outro.
Ninguém pode ser obrigado a dar o seu “amem” a um regime instituído. Nem a este nem a nenhum
Agora, uma coisa é a opinião expressa e outra é a forma como transmite as suas ideias e ideais.
Eu tenho respeito pela figura de Salazar – mas, não deixo de ser, como sempre o fui, também um critico – e tenho o direito de expor as minhas ideias.
Há quem concorde e quem discorde comigo neste tema. Segundo a actual lei constitucional eu posso criticar Salazar, mas não posso (???) elogia-lo.
Porquê?
Eu sei que ninguém é preso, ou molestado, por isso. Eu sei!
Então não está na altura de mudar este capitulo da Constituição ?
Apelas à violência ou à descriminação, concordo em absoluto com a sua proibição. Agora, linhas de pensamento: Não!!!
Manuel Abrantes
Sábado, Julho 11, 2009

AS “VERDADES” DA ELISA FERREIRA
Elisa Ferreira foi, recentemente, eleita deputada no Parlamento Europeu pelo Partido Socialista.
Até aqui nada de especial. Contudo, a mesma socialista – deixemo-nos dessa história de “independentes” – é, simultaneamente, candidata e cabeça de lista à Câmara do Porto.
Esta situação tem levantado polémica nas hostes socialistas.
A candidata à Câmara do Porto e deputada europeia afirmou à comunicação social que, abandonará o cargo de eurodeputada se ganhar as eleições para a autarquia portuense.
Não é “se for eleita”. È se for eleita presidente de Câmara.
À SIC disse esta manhã ( 10 de Julho) que não tinha duvidas em renunciar o cargo no Parlamento Europeu se “vencer as eleições no Porto”.
E não teve pejo nenhum – ou deixou escapar a “verdade” … - de afirmar perante as câmaras televisivas que, se não vencer, o lugar de vereadora na oposição não lhe interessas porque “não é remunerado”.
E disse-o claramente.
Aqui está o verdadeiro espírito defensor do Povo de muitos dos nossos políticos.
Primeiro os seus interesses pessoais, depois os interesses do partido e no ùltimo dos últimos uma nesga no interesse e respeito pelo povo eleitor.
È esta gente que nos governa e que define os nossos destinos.
Estamos bem entregues. Lá isso estamos …
Já nem sequer escondem a gula pelo tacho .
Já nem têm vergonha!!!!
Como o leitor sabe sou um “velho” de 57 anos e apoiei como militar o golpe do 25 de Abril.
Agora, sou eu que começo a ter vergonha.
Manuel Abrantes
Sexta-feira, Julho 10, 2009

TEIXEIRA DOS SANTOS E AS SUAS AFIRMAÇÕES
NO PAÍS DO “FAZ DE CONTA”
O ministro da Economia, Teixeira dos Santos, assegurou, que os apoios às pequenas e médias “vão continuar”
Para o ministro “a crise vai continuar a fazer sentir os seus efeitos durante algum tempo e nós temos que continuar a resistir e a sobreviver, pelo que o Estado deve manter estes apoios”
Para Teixeira dos Santos, «qualquer alívio poderia ser fonte de problemas acrescidos para o nosso tecido empresarial», nestes «tempos de resistência e de sobrevivência» nos quais a «excelência é indispensável».
Em nota conclusiva, Teixeira dos Santos diz : «estes apoios são importantes e decisivos, independentemente da crise, para reforçar a competitividade das empresas e a sua vocação internacional, uma aposta fundamental que é uma prioridade para o Governo»,
Bem! Vamos lá ver se eu entendo.
Mas que apoio às pequenas e médias empresas foi, ou é, dado ?
Mas onde é que está esse apoio?
Como é que foi, ou é, feito ?
Em que moldes ?
Eu dou-vos um exemplo que conheço.
Um conhecido meu quis montar uma pequena empresa. Recorreu à banca para pedir esse tal empréstimo com o apoio (???) governamental.
Depois da entidade bancária ter exigido mil e um documentos, avalistas e mais avalistas, foi-lhe dito que como a empresa é nova não tem histórico. Por isso, tinha de esperar cerca de três anos para que o empréstimo lhe fosse concedido.
Perante este facto este meu conhecido retorquiu: “então como avanço com a empresa”.
Resposta rápida: “com dinheiro próprio!”
Claro que este meu conhecido não possui dinheiro próprio para avançar com o projecto, caso contrário não teria recorrido á banca.
Mesmo nos casos de empresas já existentes, e que atravessam momentos de “aflição” financeira, a banca não lhe concede empréstimos pela situação da empresa.
A banca só empresta um “chouriço” se lhe derem um “porco gordo” como garantia.
Esta é que é a verdade.
Os grandes grupos económicos – esses – não têm qualquer dificuldade em financiamento.
“Tempos de resistência e de sobrevivência” – diz o ministro.
Assim ?
Poucos dos pequenos, ou médios, sobreviverão e resistirão.
Manuel Abrantes
Sexta-feira, Julho 03, 2009

O MINISTRO E OS CORNINHOS
Bernardino Soares, deputado comunista acusou Manuel Pinho de ter estado em Aljustrel 'a passar um cheque' à equipa de futebol.
O ministro não gostou do aparte e respondeu ao deputado colocando dois dedos na testa, simbolizando em par de cornos.
Foi um autentico reboliço na Assembleia da República.
Manuel Pinho não aguentou a pressão e demitiu-se do cargo.
Pronto! Mais uma novela para gozo da comunicação social e para os comentadores botarem palavra e ganharem mais uns dinheirinhos às estações televisivas.
Até parece que as verborreias surrealistas dos senhores deputados não são coisa habitual.
Eu entendo. È a primeira vez que alguém faz um par de cornos para um membro de uma bancada parlamentar.
Isso é verdade !!!
Foi e é a primeira vez.
Mas qual é o espanto ?
- Não conhecemos a nossa classe politica?
Mas o que é que podemos esperar destes políticos?
Apenas “coisinhas” deste género.
Afinal qual é o espanto ?
Manuel Abrantes
Quarta-feira, Julho 01, 2009
PARTIDO DA LIBERDADE
UM NOVO PARTIDO NO ESPAÇO POLITICO PORTUGUÊS
A comissão instaladora do Partido da Liberdade (PL) entregou no Tribunal Constitucional o requerimento de inscrição desta nova força política, que tem sede em Aveiro.
Segundo Susana Barbosa, primeira signatária do PL, trata-se de um partido de direita cujos "pilares" são o "nacionalismo" e o "municipalismo".
"O PL pretende preencher um vazio político e ideológico existente em Portugal e surge com a missão de devolver aos portugueses a importância dos valores da família e da vida, do trabalho, do mérito e do reconhecimento, da defesa e elevação da agricultura portuguesa, do comércio português e da indústria portuguesa, da salvaguarda das raízes nacionais, da sua cultura, do seu património, da sua história, e da protecção do ambiente e da sustentabilidade de tudo o que é natural à própria vida", explica.
Não posso deixar de saudar esta iniciativa. Um partido que se intitula de Nacionalista e Municipalista.
Não vou tecer comentários sobre o Partido da Liberdade.
Desejo-lhe os maiores sucessos e acredito que o Nacionalismo Português ficou mais rico com a aparecimento do Partido da Liberdade.
Então podemos dizer que, hoje, já existem em Portugal duas forças partidárias que se reclamam com Nacionalista.
São duas forças partidárias muito diferentes na sua concepção, na sua base de militância activa e, até, nas linhas programáticas.
O futuro e os Portugueses farão a diferença entre ambos.
Manuel Abrantes
Domingo, Junho 28, 2009

O PNR e o momento actual
Assinado por António de Oliveira Martins, o “Portugal Club” publicou um artigo sobre o PNR que merece uma profunda reflexão.
Aqui vai:
Portugal precisa de um verdadeiro movimento da chamada direita nacional, constituído por gente boa, de boa formação moral, bem intencionada, culturalmente rica, com capacidade de organização, e plena de Portuguesismo. O PNR foi, a meu ver, uma aposta adiada. Eu próprio acreditei neste partido na sua génese, tendo chegado a ser candidato nas suas listas. De facto, que pena ver os skin-heads e os pretensos nacional-socialistas nas fileiras deste Partido! Confesso que cheguei a votar uma ou duas vezes no PNR. Com entusiasmo. E não me envergonho disso. Porém, ao vê-lo como que invadido por grupos com ideologias superficiais inspiradas em modelos que nada nos dizem a nós, Portugueses, desisti com pena de seguir caminho com esta gente. Preferi percorrer um caminho sozinho, esperando por uma oportunidade credível. E conheço muitos Portugueses que se sentem como eu, que percorrem o mesmo “caminho da cruz”...
A reacção ao sistema suicida e corrupto que vivemos em Portugal, não pode ser feita com cabeças rapadas, nem com cruzes suásticas, tatuagens e correntes, "digeridas" muito superficialmente por alguns bandos de extremistas incultos que se arrastam pelos bairros dormitório satélites de Lisboa. Não que eu tenha complexos de esquerda, ou de direita. Muito pelo contrário. Mas penso que o PNR merece mais. E tem pessoas válidas nas suas fileiras. E é uma oportunidade, que ainda está a tempo de ser recuperada. A prova ficou com a prestação Nacional e culturalmente rica de Humberto Nuno de Oliveira na última campanha eleitoral. Portugal precisa de um verdadeiro Movimento Português, que una todos os nossos irmãos de boa vontade em torno da nossa história, em torno da reacção a este episódio negro que vivemos há 35 anos, e que alguns apodam de terceira república. Monárquico sem Rei, pouco me importa a República, antes, renego-a. No entanto, das três que tivemos, obviamente que escolho a segunda, a protagonizada por Salazar. A primeira e a última, foram miséria. Li algures que temos neste momento a mais alta dívida externa desde os longínquos anos 20! Isto significa que voltámos aos tempos de Afonso Costa. Isto significa que regredimos quasi 90 anos na nossa história. Atingimos números tenebrosos de um regime tenebroso, num outro, o que actualmente nos (des)governa, tétrico e deplorável. Nestas vésperas das tristes comemorações do centenário da república, Portugal merecia um PNR limpo de marginais, que fosse um exemplo de Portugalidade, de orgulho Pátrio, de reacção construtiva ao sistema e ao regime Maçónico que Abril nos impôs. Porque não dizê-lo, o PNR poderia e deveria ser, a meu ver, o veículo para o retorno às raízes católicas e prenhes de heroísmo da nossa história.
O PNR deveria ser aquele movimento contra-sistema que, de uma forma civilizada, apontaria os desmandos dos tempos que vivemos. Com coerência. Pelo exemplo. De uma forma construtiva. Incansável. Mas para isso teria que ser expurgado dessa espécie de energúmenos que lhe dão mau nome, e lhe não acrescentam nada. Antes pelo contrário. Tendo uma ideologia nacional tão rica, baseada na nossa história, que necessidade temos de ir “beber” a modelos passados, de inspiração socialista, e que, se tivessem vencido, provavelmente teriam ameaçado a nossa independência nacional, porque eram Imperialistas? E ainda por cima com elementos de nítidamente fraca formação, vazios de conteúdo intelectual e possivelmente moral.
Deixo aqui uma reflexão a quem dirige o PNR. Vivemos um momento em que temos todas as condições para, se organizados, protagonizar a mudança. Porque não agarrar a oportunidade, reestruturando-nos, e aproveitando todos aqueles que de boa vontade estão disponíveis para lutar contra o sistema? O PNR está na altura de decidir que rumo quer tomar. Por aí passa a diferença entre ser um pequeno grupo marginal com tendência a desaparecer, ou um amplo movimento da consciência nacional vilipendiada. Cabe-lhes decidir. Eu sei o que gostaria que acontecesse.
António de Oliveira Martins
Segunda-feira, Junho 22, 2009

MÁRIO LINO
VELHO E CANSADO
O ministro Mário Lino declarou ao “Expresso” : “já não tenho idade para estar no Governo”.
Até que enfim o ministro das Obras Públicas disse uma verdade. Só lhe faltou acrescentar ao “já não tenho idade”, uma outra frase: -“Não tenho idade nem competência”.
Aliás, se analisarmos todo o governo do senhor Sócrates, dificilmente encontraremos um ministro competente. Os que foram polémicos foram-no pelas “gaffes”, pela arrogância e pela prepotência. Os que nunca se ouviram falar, nem deram nas vistas, foi pela mais pura e dura das inoperâncias. Há ministros que percorreram estes quatro anos sem terem executado uma medida de vulto. Apenas se limitaram a ganhar o seu dinheirinho (dinheirão) sem fazerem muitas ondas.
Mas, está bem!
Uns foram asneiras em cima de asneiras. Outros: a passividade de quem nada faz.
O senhor Sócrates , que tudo sabe e que raramente se engana – a frase não é dele, mas assenta-lhe bem – que sempre mostrou a sua arrogância e prepotência, agora, tenta camuflar-se de “menino sorriso” e “rapazinho simpático”.
Um autentico “menino do coro”.
São os políticos que temos.
Mas, voltemos ao ministro Mário Lino.
-Vá lá, senhor Mário Lino. Descanse um pouco e venha retemperar forças aqui para o deserto da margem-sul.
Não temos por cá camelos (animal), mas temos umas boas travessas de caracóis acompanhadas pelas torradinhas e umas bujecas bem fresquinhas.
Cá o espero
Manuel Abrantes
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