segunda-feira, agosto 21, 2006

INSPECÇÃO-GERAL DA ADMINISTRAÇÃO DO TERRITÓRIO (IGAT)
RECOMENDA DISSOLUÇÃO DA CÂMARA DE SETÚBAL
Inspecção-Geral da Administração do Território (IGAT) recomendou a dissolução da Câmara Municipal de Setúbal e a perda de mandato dos vereadores, incluindo do presidente, Carlos de Sousa.
As conclusões da IGAT surgem na sequência da investigação aos casos das reformas compulsivas, alegadamente combinadas entre o Executivo municipal e mais de seis dezenas de funcionários da autarquia.
O autarca, segundo publica, na sua edição de hoje, o Diário de Notícias, deverá apresentar a demissão nos próximos dias, depois da apreciação negativa feita pelas estruturas regionais do PCP ao trabalho desenvolvido na autarquia. As mesmas fontes admitem também que para essa apreciação muito contribuiu a proposta de perda de mandato e dissolução da câmara feita pela IGAT.
Carlos de Sousa deverá cumprir agora uns dias de férias, mas já arrumou o seu gabinete e despediu-se dos colaboradores mais próximos. A apreciação negativa das estruturas regionais do PCP recaí também sobre Aranha Figueiredo, outro vereador da CDU na câmara, cujo relacionamento com Sousa há muito se vinha deteriorando.
O Diário de Notícias informa ainda, que o assunto está a ser investigado há dez meses pelo Ministério Público que, no decorrer das diligências e de acordo com as informações recolhidas pelo DN, deparou com novas irregularidades no município sadino, designadamente relacionadas com a admissão de pessoal. Ao contrário da investigação da IGAT, concluída há um mês, o processo judicial não está ainda incluído. Apesar da recomendação dos inspectores, que terão encontrado indícios de "conluio" entre os decisores políticos e os funcionários, a dissolução da câmara e a perda de mandato só pode ser decidida pelo Tribunal Administrativo, já que em Portugal vigora a autonomia do Poder Local, não tendo o Governo tutela sobre os órgãos eleitos locais. Cabe agora ao Ministério Público determinar se os factos indiciam a prática de crime. Neste caso, o presidente Carlos de Sousa poderá vir a ser acusado de favorecimento, o município dissolvido e convocadas eleições autárquicas intercalares.…
TUDO APÓS DENÚNCIA JORNALÍSTICA
O DN relembra que o inquérito do Ministério Público e a investigação da IGAT surgiram após a publicação de uma notícia do DN, em 31 de Outubro de 2005, dando conta do elevado número de processos disciplinares, visando aposentações compulsivas, as quais teriam sido combinadas entre o Executivo e os funcionários, sobretudo os mais antigos e já próximos da idade de reforma.
Com esta solução, e de acordo com as fontes do DN, a câmara de Setúbal fazia face a uma redução de 10% dos seus quadros de pessoal - a que está obrigada pelo contrato de reequilibro financeiro assinado com o Ministério das Finanças - e os funcionários mais antigos reformavam-se em condições vantajosas, já que o Estatuto Disciplinar da Função Pública não prevê, neste caso, perda de vencimento.
UM PRESIDENTE POUCO ORTODOXO
Pessoalmente conheço todo o trabalho de Carlos Sousa, até porque, fui autarca em Palmela quando o PCP se preparava para lançar Carlos Sousa à presidência desta Câmara. Esta situação veio a acontecer no mandato seguinte (1997-2001), que cumpriu com isenção e respeito por todas as opiniões divergentes à sua, o que levou o PCP a coloca-lo na corrida à Câmara de Setúbal para ganhar as eleições ao socialista, Mata Cáceres, que se preparava para ser mais um dos “dinossauros” autárquicos.
No campo partidário, as divergências entre Carlos de Sousa e os elementos da linha ortodoxa do partido, sempre se pautaram no dia a dia como prática habitual. O presidente da Câmara subscreveu um dos abaixo-assinados postos a circular pela ala renovadora do PCP, em 2002, em defesa do reforço do debate interno. Este gesto foi mal recebido pela Direcção da Organização Regional de Setúbal ( DORS) do comunistas.
Face a isto, as relações com Aranha Figueiredo, vereador responsável pelo urbanismo conotado com a ala mais dura do partido, tornaram-se tensas quase ao ponto da ruptura.
Era preciso “fazer a cama” a Carlos Sousa e nada melhor do que uma denúncia pública de um órgão de informação. Assim, os comunas, vêm-se livres de uma figura que já não lhe era querida e os socialistas têm outra vez a hipótese de voltar a colocar, nos destinos da Câmara sadina, um dos seus barões autárquicos.
E pronto. Acaba a história.
E viva a “democracia” do politicamente correcto.
Manuel Abrantes
Comentários:
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O arauto da democracia, o intocável e impoluto que em Palmela fez das dele, caíu definitivamente em desgraça. Há uns anos disse em entrevista que eu não tinha credibilidade, vê-se agora quem é que não tem.
O tempo tudo se encarrega.....
O tempo tudo se encarrega.....
Meu caro Manuel Abrantes
Fiquei sem perceber se concorda ou não com as politicas aplicadas por este autarca
Fiquei sem perceber se concorda ou não com as politicas aplicadas por este autarca
Sr. C. Reis
Nunca concordei com a maioria das posições dos autarcas comunistas.
Quanto ao autarca em causa, na Câmara de Palmela, entendi que se pautou pelo diálogo, mas não executou as politicas necessárias para o desenvolvimento da região. Mas de todos os presidentes comunistas este, para mim, foi o mais dialogante com todas as forças politicas opositoras.
Contudo, cometeu um autentico crime politico, no caso do Pinhal Novo a Concelho, quando colocou as posições do PCP acima dos interesses da população da freguesia.
(veja e releia o anónimo de cima)
Nunca concordei com a maioria das posições dos autarcas comunistas.
Quanto ao autarca em causa, na Câmara de Palmela, entendi que se pautou pelo diálogo, mas não executou as politicas necessárias para o desenvolvimento da região. Mas de todos os presidentes comunistas este, para mim, foi o mais dialogante com todas as forças politicas opositoras.
Contudo, cometeu um autentico crime politico, no caso do Pinhal Novo a Concelho, quando colocou as posições do PCP acima dos interesses da população da freguesia.
(veja e releia o anónimo de cima)
Com que então o nacionalista sr. Abrantes já pertenceu, e foi eleito, por outro partido. O que o fez mudar ?
he he sr anónimo das 5:16
Devo lembrar-lhe de que, como o PNR
é recente, todos os seus militantes tiveram de vir de algum lado. PERCEBE ?
MAS, no meu caso o tiro saiu-lhe pela culatra sr anonimo.
Eu, até ao momento, sou o unico militante do PNR que já lá estava.
Fui militante do PRD e eleito (sem coligação com ninguem).
portanto fui autarca eleito nas listas do PRD.
Devo lembrar-lhe de que, como o PNR
é recente, todos os seus militantes tiveram de vir de algum lado. PERCEBE ?
MAS, no meu caso o tiro saiu-lhe pela culatra sr anonimo.
Eu, até ao momento, sou o unico militante do PNR que já lá estava.
Fui militante do PRD e eleito (sem coligação com ninguem).
portanto fui autarca eleito nas listas do PRD.
Não senhor anónimo.
Nem conheço pessoalmente a pessoa a quem se refere.
A negociata - como o diz - passou-me ao lado até porque não concordei.
Para mim, o PRD tinha acabado pura e simplesmente.
Nem conheço pessoalmente a pessoa a quem se refere.
A negociata - como o diz - passou-me ao lado até porque não concordei.
Para mim, o PRD tinha acabado pura e simplesmente.
entao quer dizer que os super democraticos atraiçoaram um dos seus autarcas ? ainda dizem que sao muitos unidos !
Não me espanta, o caso. Setúbal até parece que não aprende: PS/CDU.
O que é que esperavam?
Vergonha é ver como aquilo está: a serra ardida e consumida pela SECIL, as escolas aos bocados, as zonas históricas ofendem quem perceba minimamente de arquitectura e planeamento urbano...
É uma Câmara (e cidade) esquerdista, concerteza.
O que é que esperavam?
Vergonha é ver como aquilo está: a serra ardida e consumida pela SECIL, as escolas aos bocados, as zonas históricas ofendem quem perceba minimamente de arquitectura e planeamento urbano...
É uma Câmara (e cidade) esquerdista, concerteza.
Ora muito bem, disse em tempos com todas as palavras e mais algumas, que o poder local age como contra poder, logo, tem que ser reformulado, quer dizer, ter-se-á que extinguir sem apelo nem agrado as assembleias municipais, e as assembleias de junta de fraguesia, tornando claro ao cidadão, pois é este em último caso que paga, a gestão autárquica!
Cumprimentos
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