quarta-feira, setembro 20, 2006


QUEM QUER TER DIREITO A TRATAMENTOS HOSPITALARES QUE OS PAGUE

Correia de Campos, ministro da saúde, anunciou que os internamentos nos hospitais públicos e as cirurgias, incluindo as que não obrigam o doente a ficar internado, vão passar a ser pagos pelos utentes do Serviço Nacional de Saúde
O anúncio mereceu, desde logo, criticas de vários sectores como, também, dos partidos da oposição.

Para o bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, segundo afirmou ao Correio da Manhã “se esta medida não vai acrescentar nada em termos económicos, então o melhor é discutir o financiamento do SNS.”
O bastonário considerou ainda que “criar taxas novas com o objectivo de moderar o acesso a internamentos e cirurgias – que não dependem dos doentes – é uma medida que não vai resultar em nada. E não é pelo seu pagamento que os utentes vão valorizar os cuidados de saúde".

Para Correia de Campos, as criticas não o incomodam, segundo afirmou: “é claro que a medida vai levantar celeuma, como sempre levantou, mas o povo não é estúpido, faz as contas e verifica que, apesar do que muitos partidos políticos disseram, pouparam 20 milhões de euros no ano passado com as medidas aplicadas pelo Governo no sector do medicamento.”

João Cardoso, do Movimento dos Utentes da Saúde, considerou que a “saúde não é um negócio”. Acrescentou que a medida “não vai moderar a procura nem resolver os problemas do SNS e nem valorizar o acto médico”.

Mais uma medida do Governo socialista para empobrecer, ainda mais, as carteiras dos portugueses. Não há nenhum sector representativo da opinião pública que não critique esta medida. Contudo, para o Governo e para o ministro as opiniões contrárias não os incomodam. Como afirmou, Correia de Campos, “o povo não é estúpido”.
Pois não!
Quando, de uma vez por todas, ele ( o Povo) abrir os olhos vai correr com toda este gente do poder politico. Mas, quando abrir os olhos…
Por enquanto só abre a carteira para pagar, pagar e pagar.
E lá vamos cantando e rindo.
Manuel Abrantes

Comentários:
E muitos foram "levados, levados, sim," pelas democracias, direitos e liberdades.
Democracia de dois partidos, direitos a pagar e liberdades "desde que não diga isto ou escreva aquilo".

Acabar com estas negociatas devia ser prioritário. De facto, "o Povo não é estúpido" e se pagou menos 20 milhões de euros, não terá sido porque já não teve capacidade de comprar os medicamentos nesse valor?
E depois... moderar cirurgias? Então as pessoas podem evitar que os seus órgãos adoeçam ou será que vão ter de tirar da alimentação, se se quiserem ver saudáveis?
 
Este ministro da Saúde ha-de por-nos a todos a pagar tudo.
Quem quiser ter direito aos serviços de saúde tem de pagar do seu bolso.
 
E depois de fecharem maternidades, vão fechar urgências!...
 
depois dos descontos no ordenado , depois dos ivas nos bens de consumo e ainda das taxas moderadoras , tudo somadinho , nao fica muito mais barato ir ao hospital publico do que ao hospital privado . tanta areia nos atiram para os olhos !
 
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