quarta-feira, outubro 18, 2006


REFERENDO AO ABORTO
IGREJA VAI DAR ORIENTAÇÃO DE VOTO

As dúvidas dos últimos dias ficaram dissipadas quando o secretário da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Carlos Azevedo, frisou que "os fiéis terão uma orientação muito clara sobre qual deverá ser o seu sentido de voto".
À saída de uma reunião do Conselho Permanente, em Fátima, D. Carlos Azevedo esclarecia, assim, a posição da Igreja, ressalvando, no entanto, que a indicação oficial só será divulgada após a votação dos deputados no Parlamento.
Tudo indica que a posição da Igreja católica vai indicar o Não e irá envolver-se na campanha ao lado dos movimentos pró-vida.

Resta apenas saber qual será a estratégia e em que moldes o fará. Até porque, os movimentos pró-vida, não comungam numa estratégia única e diferem nalguns pontos de vista.
Estão assim dissipadas as dúvidas sobre se a Igreja Católica iria imiscuir-se, ou não, na discussão sobre a Lei do Aborto.

As intervenções, que causaram alguma polémica, do cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, foram esclarecidas por D. Carlos Azevedo ao acrescentar que o cardeal "não fez nenhum apelo à abstenção no referendo”, como foi entendido nas suas declarações de há dias, à saída de S. Bento. "O que o cardeal disse foi que quem estiver com dúvidas numa votação o melhor é abster-se."

Claro que o representante da Igreja Católica tem toda a razão sobre a posição a tomar por quem tenha dúvidas. Resta apenas dizer que compete aos intervenientes na campanha esclarecer os cidadãos para que não existam dúvidas. E para começar aqui vão (novamente) as do “Estado Novo”:
Aos defensores do Sim:
Onde, como e por quem é que vão ser executados os abortos até às 10 semanas ?
Quem, e em que moldes, é que controla o prazo estabelecido ?
Os Hospitais têm, ou não, capacidade de resposta para a execução destas práticas?
Se não o têm ( o que é o mais certo) quem, e onde, é que vão ser executadas as acções da interrupção voluntária da gravidez ?
Quem é que assume os custos das práticas abortista?

No caso dos defensores do Não
A actual Lei é para ficar ou para mudar?
Em que moldes, e com que Lei, deve ficar a proibição do acto de abortar de livre e espontânea vontade ?
Se o Não vencer, as mulheres que praticarem a interrupção voluntária da gravidez estão, ou não, sujeitas à pena de prisão ?

Por enquanto são só estas
MA

Comentários:
Até que enfim que tomam uma posição.
A Igreja Católica já andam no politicamente correcto
 
Não ! A Igreja Católica tem andado é no politicamente incorrecto.
Tem pactuado com a escumalha.
 
Quanto a mim, o «politicamente correcto» é sinónimo da política corrente de gestão da mentira por quase todos os governos. Assim, para mim, o «politicamente correcto» tem uma conotação extremamente negativa.

A Igreja tem a sua política, é certo; podemos ou não concordar com ela, mas ainda é um dos mais fortes bastiões de preservação das tradições e da moral do mundo cristão ocidental, contra a bandalheira reinante. E, sinceramente, aplicar o conceito de «politicamente correcto» à Igreja é quase ofensivo.
 
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