sábado, novembro 04, 2006


VAMOS LÁ PEDIR DESCULPA A TODOS OS QUE COMETERAM CRIMES

Na imprensa de hoje correm duas noticias que só nos podem causar espanto.
João Goulão, presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência, diz que é necessário sensibilizar os guardas prisionais para a importância da troca de seringas nas prisões, considerando que o projecto não pode avançar "contra a vontade" destes profissionais.

De acordo com João Goulão, esta medida - que vai avançar, a título experimental, em Fevereiro do próximo ano na cadeia de Paços de Ferreira e no Estabelecimento Prisional de Lisboa - "não pode ser aplicada contra a vontade dos guardas prisionais", que "terão que ser ganhos" através de "muito trabalho de esclarecimento".
"É preciso construir com eles a forma prática de concretizar estas medidas", esclarece o dirigente.

Não consigo perceber como é que o dirigente vai sensibilizar os guardas prisionais para oferecer seringas para uso de um produto proibido, que compete aos guardas evitar a sua proliferação nos estabelecimentos prisionais assim como o seu consumo.
Isto é legalizar o que é proibido por Lei. Ou seja, é pactuar, abertamente, com o incumprimento dessas mesmas Leis.

A segunda noticia vem de Rui Nunes, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, durante uma mesa-redonda sobre "Ética e Deontologia em Meio Prisional", inserida nas Primeiras Jornadas Nacionais de Saúde em Meio Prisional.
Para o professor os serviços de urgência hospitalares devem estar adaptados para responder à necessidade de prestar cuidados de saúde a reclusos em respeito pelo seu direito à privacidade individual.
Segundo explicou, no estado actual, os reclusos que são transferidos para os serviços de urgência hospitalares são observados entre os demais doentes. Para Rui Nunes, os profissionais de saúde devem ser informados de que a privacidade é um valor importante a respeitar.

O que o professor quis dizer foi que, os reclusos, devem ser atendidos nas urgências hospitalares em privado. Ou seja: tratamento VIP. Tratados de imediato e longe e todos os outros utentes.

Ou eu estou louco ou estamos a viver numa sociedade completamente depravada.
Quem está em regime de prisão é porque os Tribunais deram como provados os seus crimes ou porque há fortes indícios disso (presos preventivos).
São pessoas que cometerem crimes contra a sociedade e que, por isso, cumprem o seu castigo.
Pelo andar da carruagem, qualquer dia, o melhor é trocarmos isto tudo: o cidadão cumpridor vai dentro e os criminosos vêm cá para fora. Com todas estas benesses já não sei se é melhor estar preso ou viver o sofrimento de quem tem de trabalhar dia a dia para o seu sustento e o da família.
Manuel Abrantes

Comentários:
"Com todas estas benesses já não sei se é melhor estar preso ou viver o sofrimento de quem tem de trabalhar dia a dia para o seu sustento e o da família."
Gostei desta. Muito oportuno
 
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