segunda-feira, abril 30, 2007


MARQUES MENDES MORDEU A LÍNGUA

Na ânsia de se ver livre de figuras como Valentim Loureiro ou Isaltino Morais, Marques Mendes instituiu a formula politico-partidária no PSD de que, quem é arguido em processos judiciais, deve abandonar o cargo que foi eleito em listas sociais-democratas.
Foi uma medida muito aplaudida e muito “politicamente correcta”. Só que, agora, o feitiço virou-se contra o feiticeiro. Carmona Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e delfim politico de Marques Mendes, está em vias de ser, também ele, constituído arguido no processo Bragaparques.
Os ex-vereadores da edilidade lisboeta, Gabriela Seara e Fontão de Carvalho já abandonaram os cargos pelas mesmas razões. Resta, agora, saber se Carmona Rodrigues o irá fazer ou se o PSD retirará, ou não, a confiança política ao presidente da CML.

Tudo aponta para que os lisboetas tenham de ser chamados às urnas para eleger um novo executivo camarário.
O problema – se é que existe – reside também nas ambiguidades das oposições. O Bloco de Esquerda quer novas eleições. O que é natural e normal na medida de que, esta gente, o que quer é folclore político . Aliás não sabem fazer mais nada.
O Partido Comunista é o único que tem tomado posições com alguma clarividência. Ruben de Carvalho, tem demonstrado algum cautelismo sem apresentar grandes rasgos de oportunismo político sobre a crise na CML. Faça-se justiça às suas posições.
O CDS/PP, agora com Paulo Portas a gerir os destinos do partido, não tem ninguém credível para apresentar nem a muleta do PSD.
O PS, depois da candidatura de iminência parda do Manuel Maria Carrilho, que chumbou por faltas, dificilmente terá alguém para voltar a ganhar a confiança dos lisboetas. Isto, sem nos esquecer-mos que será difícil governar um executivo camarário socialista com uma Assembleia Municipal com uma maioria social-democrata.
O PSD está entre a espada e a parede. As guerras internas acusarão (já acusam) Marques Mendes de ter promovido um mau candidato, mas que ganhou com 45 %, que não soube governar os destinos da Câmara de Lisboa. Se houver eleições – como tudo indica – e se o PSD não obtiver pelo menos 45 % dos votos é o fim do líder como tal.

Bem! Façam lá a guerra e vamos lá gastar mais uns milhares (milhões) de euros em eleições. Afinal quem acaba por pagar a factura é o Zé Portuga do Minho ao Algarve (ilhas incluído).

Só espero que, desta vez, os lisboetas se lembrem que existem outros candidatos e, entre eles, um que não está conotado com o sistema. Seria uma boa altura para dar uma chapada sem mãos nesta podridão política.
Como eu sei que a comunicação social não vai falar dele (esse candidato muito especial) e nem sequer tem dinheiro para entrar na guerra eleitoral, tenho de ser eu aqui a relembrar o nome: José Pinto-Coelho. O Candidato do Partido Nacional Renovador. Pelo memos a cara dele já os lisboetas conhecem. Era bom que lhe dessem a oportunidade de apresentar as suas ideias. Era democrático, não era ?
Manuel Abrantes

Comentários:
Excelente post.
Boa noite.
 
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