quinta-feira, maio 24, 2007


CÂMARA DE LISBOA
A IMAGEM DE UMA GESTÃO AUTÁRQUICA DE COMPADRIO



832 milhões de euros é a dívida acumulada pela Câmara de Lisboa a fornecedores.
Estes números são relativos ao primeiro trimestre deste ano de acordo com um relatório de execução financeira.
A 31 de Março deste ano, a dívida a fornecedores a curto prazo situava-se nos 316 milhões de euros, sendo a dívida a fornecedores a médio e longo prazo de 516 milhões de euros.
Esta situação de rotura financeira obrigou à paragem de muitas obras especialmente as empreitadas de reabilitação urbana de Alfama, Mouraria e São Bento, suspensas pelos empreiteiros por falta de pagamento.
Na obra do Túnel do Marquês, e segundo o relatório, existe uma factura de 3.5 milhões de euros para pagar ao empreiteiro geral.

E isto foi o que já se conseguiu detectar. Falta saber se estes valores representam a totalidade das dívidas ou se há mais. Por experiência em casos semelhantes, quando as dívidas detectadas atingem estas cifras, normalmente, os valores reais chegam ao dobro.

Uma situação de completa rotura financeira.
Agora, está a vir ao de cima que o número de mais de 10.000 funcionários camarários é superior a câmaras como as Madrid, Paris ou Londres.
Já há candidatos que apresentam como receita para resolver a situação os despedimentos em massa. Não há nada mais ridículo do que isto. Ridículo e irresponsável.
Despedimentos obrigam a indemnizações e a ter de ser a Segurança Social a suportar mais desempregados.

A solução terá de passar pela reorganização dos serviços com uma melhor distribuição de tarefas, a solução para as empresas municipais e, muito especialmente, as centenas de assessores avençados.
Os candidatos têm de ser muito claros naquilo que pretendem dos avençados. Têm de ser claros e não com promessas, meias escondidas e em surdina, destes passarem aos quadros. O que é habitual sempre que se avizinham eleições.

Deixemo-nos de demagogias eleitoralistas e passemos a enfrentar de frente os factos.
A Câmara de Lisboa exige políticos com capacidades de gestão autárquica e não de meras capacidades políticas. A Câmara de Lisboa não necessita de políticos com nomes mediáticos mas de gestores competentes.
Já chega de politiquices e de se transformar os cargos públicos como se fosse uma agência de emprego para os confrades do partido.
Manuel Abrantes

Comentários:
Uma leitura atenta.
Boa noite e um abraço.
 
e se fizesse um post sobre a entrevista de Pinto Coelho à RTP2?
 
Eu bou botar no JotaPêCê.
Aquela carinha de arcanjo Gabriel deixa-me com afrontamentos.
 
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