sábado, julho 07, 2007


LIDER SOCIAL-DEMOCRATA ACUSA O GOVERNO DE PIDESCO



No jantar do arranque oficial do PSD à Câmara de Lisboa, Marques Mendes, acusou o Governo de fomentar a delação e os delatores, “no melhor ambiente dos tiques pidescos”
Para o líder social-democrata “Portugal vive hoje um clima de intimidação e medo, de perseguição e intolerância, saneamento político e de fomento de delação e dos delatores” para acrescentar que tudo acontece “pela mão de um Governo socialista”.

Ao fim de 32 anos da dita “democracia”, nascida e criada por um golpe militar armado, os seus mentores já se acusam, uns aos outros, de pides e outros mimos congéneres.

Quando, num sistema político, os seus fomentadores dão inicio às acusações mútuas de estarem a manipular e a denegrir o sistema, isto, é um indício clarividente que algo vai mal no próprio sistema.
A Democracia não se impõe por ela própria. Os políticos são os principais responsáveis pelo seu andamento e pelas regras que a regem. A Democracia, só por si, não garante todos os seus princípios basilares.

A HIPOCRISIA DE QUEM NÃO SABE FAZER MELHOR

Marques Mendes, não deixa de ter razão nas suas afirmações. Mas, o que ele diz, tem um fundo de hipocrisia. Até porque, é o maior partido da oposição e, também ele, já foi governo por diversas vezes.
Não nos podemos esquecer que nos Governos de maioria absoluta de Cavaco Silva, este, também, apresentou laivos de prepotência política.

O problema reside no facto de os partidos, quando possuem maiorias absolutas, confundirem isso com absolutismo.

Marques Mendes, critica as politicas anti-sociais do governo de José Sócrates mas, no fundo – bem lá no fundo – não se importa nada com isso. Ele sabe que, mais cedo ou mais tarde, irá voltar a ser governo e já não necessitará de assumir estas políticas que tantos pesam nos bolsos da população. O “trabalho sujo” já está feito. Depois, é um tempo de “vacas gordas” – assim, pensa, ele… - e a hipótese de aparecer como o “salvador da pátria “.

Estes políticos de hoje não aprenderam nada com a história. Quando um País não cria estruturas de base para se auto-governar, as medidas a avulso nas contenções financeiras apenas tapam, momentaneamente, os buracos financeiros. Não criam soluções! Apenas atiram com os problemas para os tempos seguintes.

Tudo isto, porque não estamos a criar riqueza. Estamos, apenas, a tapar buracos financeiros.
E, cortar apenas nos custo, é o apanágio de quem não sabe gerir seja o que for.
Cortar, cortar e cortar é o caminho mais fácil de governação. Qualquer um o sabe fazer.
Criar riqueza é o caminho mais difícil.
E, ao fim de 32 anos, a única “riqueza” que se viu veio, meramente, dos Fundos Comunitários. Só que o preço que estamos a pagar agora, e o que iremos pagar no futuro, hipotecaram-nos o poder de decidir o nosso, próprio, destino. E, quando dependemos de terceiros para as grandes decisões, já não temos armas para definirmos seja o que for.
Pensem nisto…
Manuel Abrantes

Comentários:
O povo gosta mesmo de levar porrada,masoquistas.
 
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