quinta-feira, julho 05, 2007


OBSERVATÓRIO PORTUGUÊS DOS SISTEMAS DE SAÚDE
CRITICA MEDIDAS GOVERNAMENTAIS



As taxas moderadoras para cirurgias e internamento, em vigor há seis meses, são uma forma “socialmente injusta” de financiamento, diz o Observatório Português dos Sistemas de Saúde.

O Observatório interroga-se sobre os porquês que levaram o Governo a decretar taxas de crescimento “superiores para as consultas e urgências dos hospitais distritais, comparativamente com os hospitais centrais”.

Mas o organismo não se ficou por aqui, questionando, por outro lado, os motivos que levaram o Ministério a “taxar os exames complementares de diagnóstico, se a sua prescrição é uma decisão exclusivamente médica”.

Em nota conclusiva o Observatório relembra que o princípio do utilizador-pagador aplica-se a outros serviços públicos, como a água, electricidade e transportes públicos. Para o organismo, esta lógia exclui o Sistema de Saúde deste âmbito pelo ao facto de “além dos benefícios para o próprio, também existirem externalidades para a sociedade” e de na Saúde “não ser o utilizador a determinar o consumo”.

Sobre os encerramentos de alguns Serviços de Urgência o Observatório Português dos Sistemas de Saúde critica os argumentos utilizados pelo Governo, designadamente o baixo número de utilizadores e a explicação do Ministério da Saúde de que os centros de saúde não estão preparados para responder a situações urgentes.
O relatório indica, também que a reestruturação dos serviços de urgência tem passado pela “diminuição de serviços disponíveis e não propriamente pelo alargamento ou requalificação” acrescentando “não se ter iniciado pela instalação dos Serviços de Urgência Básica (SUB), como seria expectável mas sim pelo encerramento de serviços”

Não sei o que o que vai dizer, sobre tudo isto, o ministro Correia de Campos. Provavelmente, irá fazer “tábua rasa” sobre o assunto e fingir que este relatório não passou de uma mera tentativa para denegrir as acções governativas.

O Observatório Português dos Sistemas de Saúde é um organismo credível e gerido por profissionais do sector.
Desta vez não se trata de autarcas a defender - e muito bem! - os interesses das populações que representam, nem de manifestações populares. È um organismo do sector da Saúde a criticar acções governativas.
As medidas anti-sociais, promovidas neste sector de importância vital para as populações, já começam a ser criticadas por organismos do próprio sistema.
Manuel Abrantes

Comentários:
Boa noite. Passei para deixar um abraço.
 
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