quinta-feira, agosto 23, 2007


IMIGRAÇÃO EM PORTUGAL


Após um ligeiro período de férias nada melhor para uma reentre, em artigos de opinião, do que levantar a questão da imigração em Portugal.
Falemos na imigração que tanta polémica tem causado.
A questão não se pode – não se deve…- colocar se queremos ou não imigrantes. Seria o mesmo que interrogássemo-nos se queremos ou não portugueses emigrados.
Não é uma questão de aceitar ou deixar de aceitar.
Portugal, pelas suas vicissitudes de ordem económica, sempre foi um País de emigrantes (saída de portugueses para o estrangeiro). E não nos podemos esquecer que foram as suas remessas financeiras que evitaram o espectro do descalabro financeiro na década de 80.
A primeira entrada de gente no território Nacional deu-se logo após o golpe militar de 74 e da “descolonização exemplar”, com a vinda de milhares de africanos que aproveitaram a vinda em massa dos chamados “retornados”, ou melhor: refugiados à força. Mas, não nos podemos esquecer que esses africanos foram, até1974, cidadãos de Portugal de pleno direito.
Também não nos podemos esquecer que, nos anos seguintes, milhares de africanos fugiram aos conflitos bélicos nos seus novos países, ocupados pelo poderio comunista.
Portugal conseguiu absorver, quase, um milhão de novos habitantes. Contudo, muitos desses novos habitantes obtendo os documentos necessários partiram, mais tarde, para o estrangeiro.
Nos anos 80 (inicio) assistiu-se a uma estabilização populacional onde a oferta de emprego esteve, mais ou menos, estabilizada com a procura.
Nos anos 90, com as verbas provenientes de Bruxelas, Portugal entrou numa euforia de construção desenfreada quer a nível particular quer a nível público.
Com esse “novo riquismo”, espelhado inclusive no modo de vida dos portugueses, a oferta de trabalho tornou-se superior à procura. Foi o convite à entrada de estrangeiros em Portugal.
Sem qualquer controlo e aproveitando mão-de-obra barata e clandestina – especialmente nas obras públicas – foi o oportunismo da própria economia e, muito especialmente, do próprio Estado. A falta de controlo, especialmente nas obras públicas, sobre trabalhadores clandestinos foi promovida e incentivada pelo governos da altura chefiados por Cavaco Silva e mais tarde por António Guterres.
Mas vivíamos todos na ilusão de um ”novo riquismo”. O dinheiro corria aos milhões para os cofres do Estado. Éramos gente rica deslumbrada com a ideia de ter gente a trabalhar para nós como nós trabalhamos para os outros.
Foi um Portugal “novo rico”. Era um Portugal com criados vindos de fora.
Mas, tudo se esfumou…
O dinheiro dos “tios ricos” foi reduzido e a procura de emprego foi crescendo em relação à oferta.
Não soubemos - nem quisemos ! – controlar o fluxo imigratório. Não criamos as condições necessárias para o desenvolvimento formativo das camadas mais jovens.
Quisemos apenas vestir a fatiota de ricos.
Tudo isto para vos dizer que quem criou a actual situação da problemática “imigração” foram os governos, a economia nacional e a ganância do lucro fácil, já para não dizer: escravo!.
Hoje, não podemos meter num avião milhares de imigrantes e dizer: - obrigadinho mas, agora, tens de ir embora.
Também não será hoje que iremos tapar as asneiras que foram cometidas durante quase duas décadas.
O que temos a fazer é criar regras bem claras para a problemática da imigração. E não é com a actual Lei aprovada em 11 de Maio de 2007, na Assembleia da República, por maioria absoluta.
Terá de haver alguém (partido) - não é com abstenções tipo CDS/PP – que apresente leis alternativas e que coloque clarividência sobre o tema.
Não é com chavões de mera idiotice politica do tipo “imigrantes para a rua” que a situação se resolve. Também não é com defesas exageradas do tipo “pobres coitadinhos dos imigrantes” nem com a ideia idiota de que “cada imigrante é um usurpador”
È com clarividência política e sensibilidade para o problema.

Manuel Abrantes

Comentários:
Este comentário foi removido pelo autor.
 
para mim todos aqueles que nao forem portugueses ou que sejam portugueses so porque foram legalizados á força pelos sucessivos governos e que cometam crimes , deveriam ser expulsos . lixo ja ca nos tinhamos aos montes !
 
Em relação a estrangeiros em Portugal, devo dizer que sou totalmente contra a permanência de cidadãos estrangeiros em solo pátrio e entendo que deveriam ser todos repatriados. Enquanto esse dia não chega entendo que devemos fazer sentir aos estrangeiros toda a nossa raiva sobre a sua permanência entre nós, isso deve ser feito diariamente no contacto com eles e por formas variadas, devemos fazer com que a sua presença em Portugal seja o mais desconfortável possível.

http://nacionalalentejano.blogspot.com/
 
Saadyroot
È a sua opinião. Mas com a qual eu não concordo quando afirma “estrangeiros em solo pátrio e entendo que deveriam ser todos repatriados” e muito especialmente quando escreve que “devemos fazer sentir aos estrangeiros toda a nossa raiva sobre a sua permanência entre nós”.
Não é com posições dessas que se resolve o problema “imigração”.
Para mim é, tal como o afirmo no final do texto da minha autoria:
(…)È com clarividência política e sensibilidade para o problema (…).
 
Aviso a todos
Como o tema é melindroso, mas está na ordem do dia, devo desde já esclarecer que frases insultuosas vindas de comentadores anónimos serão apagadas.
Todos são livres de darem a sua opinião mas têm de dar a "cara".
ok ?
Manuel Abrantes
 
Caro M. Abrantes,
Foi devido à nova politica do PNR em relação aos Imigrantes, que o fez demitir-se?
 
Caro Saadyroots,
pelo que li no teu blog pareces salazarista. como concilias a nossa história imperial, com a raiva aos estrangeiros lusófonos?
 
Sr Borges.
Sobre a questão da Imigração, ou qualquer, não basta dizer que se está contra. È necessário apresentar soluções alternativas. Caso contrário andamos a brincar à politica.
Dizer que a solução é "recambiar todos os estrangeiros" é de quem não tem a minima noção das realidades.
Os ilegais apanhados em actividades ilícitas não temos, nós, dinheiro para os recambiar, quanto mais milhares e milhares de imigrantes se não forem, já, milhões.

A minha desvinculação do PNR - agora sim já posso afirmar isso publicamente - foi por não acreditar nas suas atitudes e posições políticas.
Digo não a todo o tipo de radicalismos e a meras acções bombásticas sem apresentarem alternativas credíveis.


Continuo-o a lutar para que o Nacionalismo ganhe a confiança dos portugueses como uma alternativa politica credível, com propostas coerentes e com uma postura de honradez e seriedade política. Só assim o Nacionalismo poderá vir a ter o apoio de grande parte dos portugueses.
Deixei de acreditar que isso seria possível atingir no PNR, para além de reconhecer seriedade e honradez em muitos dos seus militantes e, até, dirigentes.
 
Sr Abrantes
Duas questões
Porquê só agora o anuncio publico da sua desvinculação.
Se reconhece que há gente honesta no PNR porque não se juntou a eles e continuou ?
E só. E peço desculpa por tratar de um assunto que nada tem a ver com o topico
Sou anónimo mas já lhe vou enviar um e-mail a dizer quem sou
 
sr anónimo
Ainda bem que consegui ler o seu comentário antes de sair.
Primeira questão : porque só agora o anúncio público.
_Porque só agora recebi dos CTT a confirmação de que a Direcção já tinha levantado a carta de demissão.
Por respeito não quis que soubessem primeiro por blogues.

Segunda questão.
"gente honesta"
Eu escrevi que existe gente "honrada e honesta" não escrevi que me indentificava com as suas linhas de acção política nem que acreditava que alguma vez as iriam ter com propostas concretas e credíveis perante o eleitorado.
Por isso não podia ficar. Se não acredito nem confio...
Foi a solução mais honesta. Não acha ?
 
E como é que fica a defesa deste bloggue sobre as posições do PNR?
Simples curiosidade
 
Gostei bastante do texto. Este tema tem de ser abordado com a maior seriedade, sem hipocrisias ou demagogias. Falar de políticas nacionais tem de ser feito de forma responsável e séria. Foi o que fez. Bom trabalho.

Cumprimentos
 
http://novasgeracoes.forumotion.com

Forum novas gerações PND
 
Sr anónimo da 8:7
Como é que fica "a defesa das posições do PNR" neste blogue.
Da mesma forma de sempre.
Apoiar quando tiver de apoiar criticar quando tiver de criticar.
"Estado Novo" é um blogue Nacionalista e o PNR é o ùnico partido que se assume como tal.
 
É expulsar essa pretalhada e russalhada toda á biqueirada e por os ligitimos e dignos representantes da raça lusitana a trabalhar de sol a sol nas obras a troco de duas sardinhas e um garrafão de vinho de capacete.
 
Olha! O Grande Saady está de volta!
Bem vindo de volta, Amigo.
Já tinha saudades.
Por que é que não permites comentários no teu blogue?
 
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