quinta-feira, agosto 30, 2007

OS CAMINHOS DO NACIONALISMO EM PORTUGAL


Há muitos caminhos que os Nacionalistas podem trilhar. A união dos Nacionalistas não é fácil - eu sei. Até porque, para além das divergências nos princípios há as divergências de ordem estratégica, na forma e no conteúdo, de se apresentarem ao povo português.

Para isso é necessário aparecer algo, ou alguém, que os una num único objectivo.O PNR- único partido, até ao momento, que se assume como tal - e o seu líder, tiveram essa hipótese nas mãos. Foi um projecto político que poderia ter sido o mentor de uma forte e grande "casa" Nacionalista. Eu disse “casa”não me refiro à “causa”.


Não o conseguiram e, antes pelo contrário, causaram mais divisão.
Ao radicalizarem e extremarem posições afastaram de si os sectores mais conservadores e humanistas do Nacionalismo. Ao deixarem-se conotar com ideologias extremistas, acabaram por fechar todas as portas a um possível entendimento entre os que se identificam e se assumem com os princípios do Nacionalismo. E dou-lhe um exemplo:Sou republicano assumido e convicto. Mas, como Nacionalista, entendo que o Movimento nunca irá a bom porto sem o apoio da força monárquica.É, e apenas, um exemplo.


O Movimento Nacionalista no momento actual está dividindo entre radicais e conservadores.Há Nacionalista defensores das teorias do italiano Mussolin, do germânico Hitler, do espanhol Primo de Rivera, do português Rolão Preto (não englobo aqui Salazar porque não nos deixou nenhuma ideologia) das Causas Monárquicas e da Via Democrática (nestes dois últimos só os separa a questão da monarquia e da república).Como vê, não é fácil juntar toda esta gente. Aliás, como podem constatar não é fácil, por exemplo, sequer, juntar Causas Monárquicas e Via Democrática com defensores de Hitler ou de Mussolin. Podem intitular-se de Nacionalista mas não têm nada – nada de nada! – a ver uns com os outros. São, completamente, antagónicos.

Mas não digo que não possa existir um projecto aglutinador. Não com toda esta gente na medida em que jamais conseguirá juntar, por exemplo, fascistas-nazis com republicanos-democratas ou monárquicos – aqui (monárquicos) nem vou aplicar a palavra democrata, porque sempre se assumiram como tal.
Não se podem juntar defensores acérrimos de regimes fascistas com defensores de regimes democráticos. Isto, para além, dos ditos defensores do fascismo-nazismo, sempre que vêm os calos apertados, gritarem e apelarem logo pelos direitos Democráticos.
È um contra-senso, mas é a verdade!

Poderá existir um projecto abrangente de uma maioria Nacionalista mas, jamais, um campo que acolha os antagonismos de todos os que se intitulam como Nacionalista.
O PNR teve todas as condições para o fazer. Não o conseguiu! E apenas lhe resta o caminho de representar uma facção de pessoas que se assumem como nacionalistas.

Vai haver já uns iluminados que me irão dizer: - Mas quem é o senhor para falar (escrever) sobre o Nacionalismo?
Eu ?
Não tenho passado de militância Nacionalista nem pertenço a nenhuma tertúlia de masturbação ideológica.
Sou, apenas, um cidadão português que luta pela implantação do Nacionalismo e que ele venha a ser o pilar de um futuro governo e não um arroto depois de jantaradas ou almoçaradas de meras discussões ideológicas. Estou-me nas tintas para os filósofos do pensamento político. Estou mais atento ao que diz a “ti Jaquina” e o “ti Manel”, que já não têm mais espaço para encolher as barriguinhas.
È com eles – e só com eles – que o pensamento Nacionalista triunfará. Eles são os meus, e únicos, lideres.
Viva o Nacionalismo!
Viva o Povo de Portugal!Manuel Abrantes

Comentários:
No que se refere aos monárquicos tem toda a razão e subscrevo.
 
Mesmo que possa doer a mt é um artigo de opinião muito realistas
 
Mas desde quando é que esse PNR é Nacional?
Skin, arruaçeiros e demais gentinha do tipo é defensora de alguma coisa que não seja a gaiatiçe e a irresponsabilidade.
tenham juizo.
 
Manuel Abrantes.
Que a mão jamais lhe doa.
Na defesa do nacionalismo não deixe de fomentar este tipo de artigos.
Sou monarquica e tenho vergonha de dizer que sou também nacionalista para não me confundirem com fascistas e nazis.
Conte comigo e com muitos mais.
 
A arruaça entrou num beco sem saída.
Não resta mais nada a esse partido do que representar meia dúzia de garotos com a mania de mau-maus.
Não são, de todo, maus rapazes até porque muitos deles quando crescerem vão acabar no PS e no PSD.
 
Caro Abrantes, mais uma vez, parabéns pelo artigo. Li-o antes no PortugalClub, vim cá e justamente para lhe dar as congratulações. É preciso Nacionalismo de raiz portuguesa, movimento popular antes que político e com uma identidade própria e inconfundível com outras teorias. É esse que defendo, e que com alegria vejo também defendido pelo meu caro amigo. Nós, e muitos mais, pelo futuro de Portugal. Que ainda não está com "este" PNR, temos de reconhecer... Não quer dizer que não venha a estar. Mas quando estiver, isso vai-se reflectir nas urnas imediatamente.

Votos de continuação.
 
É por isso que os "nacionalistas" não hão-de chegar a parte nenhuma.
O seu texto é muito bom e reflecte bem a realidade por que estão a atravessar.
Pois é: meia-dúzia de gatos pingados todos divididos entre si nunca poderão chegar longe.
E parece-me, mas só me parece, porque não estou dentro do "movimento", que Pinto Coelho está refém da cambada de arruaceiros que tomaram conta do PNR.
 
Monárquico,conservador e tradicionalista.Pode contar comigo para esse "seu" Nacionalismo.
 
Sr Manuel Abrantes
Porquê só agora?! Ainda para mais o Senhor já não é nenhum rapaz novo e muito menos novo na vida politico-partidária.
Peço imensa desculpa pela minha frontalidade. mas durante estes últimos 2 anos,o Sr Abrantes acusava os desiludidos do PNR, como uns enganados e enganadores.
Nas vésperas das autárquicas afirmava com toda a veemência de que o PNR era o único partido verdadeiramente Nacionalista. imagine que até nos aconselhou a votar no PNR
 
Sr. Frederico
Peço desculpa por responder só agora. Mas só agora li o seu comentário.
Em primeiro lugar nunca,neste blogue, me referi ao que o sr intitula de “desiludidos” como de “enganados e enganadores”.
Aqui, nunca me referi a nenhum deles nem nunca escrevi nada sobre eles.
Que o PNR é o único partido que se assume como Nacionalista – por isso Nacionalista – continuo a afirma-lo.
Que aconselhei os leitores ao voto no PNR nas intercalares de Lisboa é uma verdade.
Se fosse hoje – dia 3 de Setembro 2007 – voltaria a aconselhar o mesmo.
No momento ainda não há mais nenhuma organização assumidamente Nacionalista a concorrer a eleições.
 
Mais uma boa reflexão do Abrantes sobre o estado do Nacionalismo em Portugal.

Abraços
marcorijo
 
Muito boa de facto.
Parabéns.
 
Caro Abrantes,

No PNR há divergências de fundo como, por exemplo, na definição do que é ser Português. Assim como vamos defender os «Portugueses» e «Portugal»? Quais «Portugueses»? Que «Portugal»?

O Portugal independente? O Portugal ultramarino? O Portugal Europeu?

E que Portugueses? Os naturalizados? Os de raíz? A junção dos dois?

É preciso resolver estas divergência, não só para nos entendermos como evitarmos chatices no futuro. Mais vale cada um defender os «seus» Portugueses do que estarmos às turras.
 
Caro Anónimo.
Não há, nem pode haver, cidadãos de primeira e cidadãos de segunda.
Aqui não está em causa a forma como se obteve a cidadania.
Isso é outra discussão.
Agora se o Nacionalstas querem ser governo têm de governar para todos os portugueses e não só para aqueles que nasceram cá os pais, os avós, etc.
Têm de governar todos os portugueses sejam eles pretos, amarelos, azuis ou as bolinhas.
Quem governa faz leis para todos e não apenas para alguns.
 
Abrantes, você é cá um pândego! Então a forma como se obtém a nacionalidade não importa?! Um tipo aterra cá, dão-lhe um BI e você acha muito bem? Acha isso pouco importante ou irrelevante de um ponto de vista nacionalista? Mas que raio de conceito de Nação é o seu?!

V.
 
Sr anonimo
Quem está a ser “pândego” é o senhor(a).
A questão que colocou foi a definição de portugueses e por conseguinte: a cidadania.
Se os Nacionalistas forem governo terão de governar para todos os cidadãos.
Não vão retirar a cidadania a quem já a tem.
Com isto não quero dizer que esteja de acordo na forma e no conteúdo como se está a dar a cidadania a torto e a direito.
Respondi-lhe, claramente, a isso no post em cima. O sr(a) é que não leu ou não quis ler.
Estou, frontalmente, contra a actual Lei da imigração.
Se os Nacionalistas forem governo o que é que vão fazer a milhares de cidadãos estrangeiros com BI e passaporte português?
Junta-los todos em manda-los para Badajoz?
E não é necessário ser governo. Basta ter representação parlamentar.
Os Nacionalistas vão propor o quê?
Deixem de andar a brincar à politica e aos políticos.
 
Por vezes consigo ficar atónico e incrédulo com tantas guerras, guerrilhas e conflitos entre camaradas nacionalistas.
Como podemos seguir em frente com o Movimento se cada um apenas olhar para os seus ideais?
Independentemente de cada um de nós ter uma determinada visão do Nacionalismo, temos que por as nossas diferenças de parte e focarmo-nos apenas nos pontos em comum- O NACIONALISMO.
Se nos deixamos levar pela máxima do sistema de "dividir para reinar", certamente nunca iremos a lado nenhum. Entramos na velha espiral em que tudo muda mas permanece...exactamente igual.
Sempre fui Nacionalista, pessoalmente com o ideal/modelo Nacional-Socialista, mas sempre afastado do activismo, justamente porque nunca houve um partido que defendesse os meus ideais.
Para a sociedade portuguesa e por influência da esquerda, desde 94/95 que ser nacionalista é sinónimo de ser assassino, e, desde essa altura, todo o Movimento Nacionalista entrou no submundo da idade das trevas (ainda estamos, apesar de já se ver a luz ao fundo).
Quando soube da existência do PNR (sim pq muito boa gente ainda não apanhou a "mensagem") e do seu Programa Politico, tudo mudou. Senti uma obrigação para comigo e para com os meus ideais e de participar nesta NOSSA CRUZADA.
Independentemente de algum camarada defender o modelo fascista, "Salazarista", "Franquista", modelo Espartano ou qualquer outra forma de nacionalismo, mesmo esse "tal nacional-anarquismo" (bah!!), temos que marcar a diferença entre esquerdas e pseudo-direitas, e, diferenças internas à parte, agarrarmo-nos ao UNICO PARTIDO NACIONALISTA PORTUGUES, o PNR.
Falta-nos pensadores, intelectuais de uma filosofia nacionalista adaptada à nossa realidade. Não que não os haja, alguns são uma face visivel do partido, outros permanecem na sombra.
Falo de pessoas como o Sr Mário Rui (peço desculpa por dizer o nome, mas quem não conhece fica na mesma) que como nacionalista e especialmente como nacional-socialista é um prazer ouvi-lo falar e "puxar" pelas opiniões dos mais jovens.
No blog- Estado Novo ouvimos falar de "masturbações politicas" por um nacionalista que ainda respeito, no entanto, esse senhor ao dar a entender que saiu do PNR porque segundo diz, a direcção é supostamente manipulada por alguns extremistas NS, acabou por trair aquilo que diz defender, a tal diferença de ideais e a necessidade de por diferenças à parte pelo nacionalismo.
Muito têm-se ainda falado do tal nucleo de dissidentes nacionalistas que se agarraram ao PND, o tal do sr M. Monteiro. Fala-se que em breve vão assumir o poder interno desse partido e dai assumir uma exposição, no entanto, esquecem-se que esse partido foi criado apenas com um proposito, criar um tacho político para um incompetente que nada sabe fazer na vida, um verdadeiro politico profissional. Numa alcateia onde se luta pelo tacho( migalhas) do poder, dificilmente vão a algum lado...uma nova espécie de espiral.
Muitos camaradas nacionalistas e militantes têm sido contactados e "namorados" por dissidentes e pesudo-nacionalistas, agora membros fervorosos do PND, mas trocar o puro PNR pelo "lugar-do tacho"-PND...Nunca, Jamais!
No entanto não os devemos discriminar, com um sorriso e determinação seguimos em frente e mostramos que o futuro é NOSSO!
in forum nacional
que tem a dizer senhor abrantes?
 
Ao Sr. Anónimo
Nacional-Socialista.
Meu caro Sr., deduzo pelo seu escrito que ainda é um jovem, certamente embuido de um grande fervor nacionalista e pelo que diz, pelo modelo Nacional-Nacionalista.
Ora meu caro amigo, não leve a mal, mas nunca poderá ser uma verdadeiro Nacional-Socialista, pelo simples facto que, deduzo eu, é português.
O Nacional-Socialismo, foi uma ideologia exclusivamente germânica, não é uma ideologia de exportação, isso, faz crer o actual sistema político às pessoas para as assustar, agora só mesmo um alemão (e não serão todos), é que o serão em pleno, não quer dizer que o meu amigo não se esforce para o ser, mas isto das ideologias, prende-se fundamentalmente com o espírito de cada Povo, não se pode vestir uma ideologia de outros povos só porque simpatizamos com ela.
Os alemães, tem ainda hoje, um espírito de superioridade, que os faz ver outros povos como menos importantes do que eles, creia que é assim, daí não ter havido mais nenhum país no Mundo (tirando a Áustria, mas com um povo também germânico), que fosse verdadeiramente Nacional-Socialista.
Eu, nos anos 60 e princípios de 70, na minha vida militar ainda lidei com alguns militares alemães que, pela sua idade nessa altura (50...e tal), teriam sido militares no tempo da guerra, e olhe, que eles tratavam-nos a nós portugueses (ainda por cima em Portugal), como se fossemos seus criados, ou pensa que nos tratavam de igual?
Conheci vários alemães refugiados desde o fim da guerra, em Portugal, e olhe que também não eram melhores, só falavam connosco, caso fosse estritamente necessário, não havia "liberdades" além disso cá com os "nativos".
Os jovens como o meu amigo, leram e viram certos filmes e ficaram entusiasmados com a estética das suas paradas, da sua propaganda, mas não se esqueça que, tudo era feito em favor da Alemanha, os outros povos pertenciam a escalas descendentes diferentes, nenhum se lhes igualava, e isto não é propaganda anti-nazi, é um facto bem real.
Também o partido Nacional-Socialista, veio de um partido, o Partido Alemão dos Trabalhadores, que era no seu ínicio um partido muito próximo das ideologias socialistas, só que, essas ideologias não captavam os poderosos económicamente, e Hitler, acabou por converter um partido, de que alguns dirigentes ainda tentaram fazer um acordo com outros movimentos e partidos de Esquerda, num partido de extrema-direita ao gosto dos grandes interesses económicos alemães, acabando num Estado policial que, duvido que o meu amigo gostasse de lá viver, pois nele não poderia fazer apelos "à falta de democracia".
Que houve algumas organizações, que poderiam servir para tirar algumas ideias ainda vá lá (se bem que fossem copiadas, e possivelmente aperfeiçoadas, do Fascismo italiano, como aquelas de caracter social e cultural), agora um regime verdadeiramente NS, não meu caro, para ditadura, já basta a que por cá passou, apesar de mais suave que a alemã.
O Nacionalismo não é uma ditadura, é uma forma de viver e de respeitar a Pátria, e isso faz com que antes de mais, respeitemos a nossa em primeiro lugar.
Não cantavam (ou cantam), os alemães: "Deutschland über alles", ou punham "Portugal acima de todos"?
Cumprimentos.
 
Enquanto alguns passam toda a sua vida a mandar bitaites sem fazerem pevide, leiam uma coisinha de quem pode falar porque faz tudo por aquilo que acredita e não perde tempo com teorias de merda.

É ler, senhores, é ler.
Vejam lá se adivinham o autor antes de chegarem ao fim.

Camaradas,

Escrevo-vos esta carta aberta, para vos transmitir uma série de sentimentos e pensamentos que não tenho a possibilidade de o fazer pessoalmente. Faço-o aqui neste espaço que é, para todos os efeitos, um local de encontro – aberto e livre - de Nacionalistas das mais diversas tendências.
Não haverá nela nada de novo nem de especial, mas senti a necessidade de a escrever depois de tantas vivências e experiências comuns nesta aventura colectiva e, também agora que nos encontramos a poucos meses da 3ª Convenção Nacional do Partido, na qual se encerra este mandato que tive a imensa honra e privilégio de presidir. Convenção esta, da qual sairão nova direcção política e novos órgãos, mandatados para dirigir os próximos três anos de actividade do PNR, em defesa da causa Nacionalista que é alternativa e o caminho de resgate da nossa Pátria tão agredida e ameaçada.

Sei que os nossos militantes e apoiantes são os melhores entre os melhores. São uma elite! São um punhado de pessoas convictas, determinadas e inquebrantáveis. E sei também que a História é escrita por gente que, como nós - muitos ou poucos – esclarecidos e decididos, iremos até ao fim das nossas forças e das nossas vidas.
Se outras facções políticas sofressem da mesma falta de meios e das mesmas agressões de um clima de hostilidade, discriminação e alarme social, acreditem, a maioria delas não aguentava dois dias…
Se, pelo contrário, tivéssemos facilidades e meios semelhantes a essas forças políticas, mudaríamos a face da nossa pátria, devolvendo-lhe a sua Identidade, a sua Soberania, a sua Honra e sua Glória.

Porque sei que todos vós, Camaradas, sois uma espécie de milagre, de sonho, de esperança e crença, dedico-vos estas linhas de profundo e sentido agradecimento, mas também de alento.
É convosco e por vós que luto!

OBRIGADO CAMARADAS, pela vossa coragem, pela vossa coerência, pela vossa entrega, pela vossa perseverança!

Obrigado!...
… por serem corajosos, pois que testados em riscos e sacrifícios, não abandonam a luta, em nome de um ideal no qual acreditamos!
Muitos há que, com sinceridade íntima, acreditam que são muito corajosos e que estão preparados para tudo, mas que na hora da provação constatam que afinal não conseguem aguentar a pressão e afastam-se.
Nem todos podem ser iguais. Não podemos condenar ninguém por não ser forte. Apenas podemos constatar que situações de perseguição mais acesa e evidente aos Nacionalistas, acaba por ser, por um lado, um “favor” do sistema, proporcionando e permitindo que cada um de nós se conheça melhor a si mesmo e que todos saibamos com quem se pode contar em todas as circunstâncias.
Se alguns se afastaram por fraqueza, muitos outros (muitos mais!) se aproximaram, ou saíram da passividade e se chegaram à primeira linha, dando o corpo ao manifesto, não hesitando em se mostrarem, justamente nas horas difíceis! Obrigado pelo imenso contributo recente!
São diversas as motivações que têm levado a afastamentos ao longo dos anos de existência do partido. Quase diria que, se não é rigoroso dizer que cada caso é um caso, é-o afirmar que há muitos casos tipo de afastamento perfeitamente diagnosticados.
Cada um que se afasta representa para mim um pesar. Sobretudo, se para lá da Camaradagem que pensei existir, já existia uma sincera amizade e afeição. Não escondo que, em particular, um ou outro caso me abalou profundamente, afectando em muito o meu ânimo. Muito! Mas… a vida continua e seguimos vivos.

Obrigado!...
… por serem coerentes, pois que tentados pela pressão do ambiente hostil, não deixam de sonhar e agir, em nome de um ideal no qual acreditamos!
Se sonhamos alto, se colocamos a meta muito longe, sabemos que provavelmente apenas uma parte desse sonho será saboreada e tornada realidade. Mas sonhar é preciso! Só sonhando se realiza obra.
Quem não sonha, ou sonha de modo lunático, sem sentido da realidade, das dificuldades e sem os pés na terra, fatalmente depara-se com a frustração. Acaba sozinho, a falar com os seus botões e com a sua amargura e converte-se em treinador de bancada, escudado em mil e uma desculpas e passa culpas para justificar a sua desistência.
Outros, pelo contrário, esperam pacientemente pelos resultados. Semeiam sem cair na tentação do imediatismo. Seguem o seu passo firme sem se desviarem do caminho, sem perderem tempo atirando pedras aos cães que ladram enquanto a nossa caravana passa.
São estes coerentes que sabem que há um outro lado da vida para além do materialismo, das facilidades e das comodidades.
São estes que, preferem viver e lutar apaixonadamente, reconhecendo que esse lado da vida, incerto quanto ao dia de amanhã, romântico quanto ao ideal, que não trás contrapartidas sociais, materiais, profissionais, mas que trás sim, uma riqueza interior, um sentido para a vida e uma paz de consciência que só aqueles que vivem a coerência de um ideal sabem dar valor.
São estes que, sem aventuras inúteis nem actos irresponsáveis, sabem bem que o preço da coerência se compra com coragem e sacrifício. Mas esse preço vale bem a pena!
Recusamo-nos a viver como espectadores do descalabro nacional, vendidos a interesses mesquinhos, aburguesados no conforto de privilégios egoístas, reféns da mediocridade do politicamente correcto.

Obrigado!...
… por serem generosos, pois dão provas de entrega, não medindo contrapartidas nem benefícios pessoais, em nome de um ideal no qual acreditamos!
Não é exclusivo da trincheira Nacionalista o abandono ou a traição. Isso passa-se em todos os quadrantes dos ideais políticos (ou da falta deles).
Essas atitudes vêm daqueles que, não vendo os seus caprichos satisfeitos, os seus pontos de vista prevalecerem ou as suas ambições alcançadas, renegam as ideias e os camaradas, a luta e os amigos, os sonhos e a esperança.
São as saídas daqueles que não souberam ou não quiseram conhecer a verdadeira hierarquia das coisas e dos valores. Por isso amuam, têm birras, desaparecem ou desistem.
Um combate como nosso, requer que as pessoas sejam fortes e determinadas. Que confiem mais do que desconfiem, naqueles que estão do mesmo lado da trincheira. Que olhem antes para o objectivo comum do que para opiniões e sensibilidades pessoais.
A fortaleza de uma pessoa não se mede só por actos de coragem, mas também e sobretudo pela capacidade de sacrifício e de saber ceder; passa por uma capacidade de saber trabalhar em equipa, de compreender os outros e de saber que todos têm falhas e que só erra quem faz alguma coisa. A fortaleza de uma pessoa mede-se pela capacidade de saber que, não sendo dona de toda a razão, conhecimento e experiência, também tem que saber ceder, ouvir, confiar nos outros e reconhecer os seus limites e erros. Não são só os outros…
Os generosos são fortes! Estes não se queixam, como se de meninos mimados ou de porcelanas se tratassem. Estes sabem escrever com o sacrifício pessoal e entrega sem limites – de tempo, energias, cansaço, dinheiro, trabalho, militância - as páginas da nossa luta que é nobre.
Estes sabem bem que a unidade é a chave da vitória. Unidade em torno de um projecto, de uma causa, de um partido. Unidade em torno dos pontos firmes que são comuns a todos nós e nos distinguem (e de que maneira!) de todos os donos do sistema da destruição nacional.
São os generosos que estão dispostos a correr todos os sacrifícios e todos os riscos sem qualquer contrapartida. Sem qualquer certeza ou garantia. Entregam-se por missão, por dever, por serviço e por crença.
Não esperam nada da causa ou do partido e sabem, pelo contrário, que a causa e o partido é que esperam e precisam de todos nós. Portugal precisa da sua única esperança: o PNR! E o PNR precisa da entrega generosa dos nacionalistas.

Obrigado!...
… por serem perseverantes, pois mostram ao longo dos tempos a vossa fidelidade à causa, em todas as circunstâncias, em nome de um ideal no qual acreditamos!
Todos sabemos que a caminhada é longa e difícil; que as dificuldades e contrariedades espreitam em cada esquina. Todos os dias!
Ninguém é obrigado a fazer mais do que sabe ou pode. Mas todos são obrigados em consciência a darem o melhor de si. Sempre!
De novo, estes, têm o dom da fortaleza e da fidelidade. Estes, com maior ou menor visibilidade, com maior ou menor presença e constância, ainda que discretos e apagados, têm prestado ao longo destes anos um serviço ao partido que não tem preço!
São eles que garantem a estabilidade e a continuidade. São eles os que nunca se deixam influenciar por assuntos paralelos e menores, por fantasmas e calúnias, por intrigas e desentendimentos.
Os perseverantes são os que olham a luta com realismo, sabendo viver na bonança e na tempestade, sabendo encarar as vitórias sem euforia irrealista e também as derrotas sem desânimo fatal, sabendo saborear os sucessos e suportar as desilusões.
É com os perseverantes também, que por serem fiéis, podermos construir o “Objectivo 2009”, pois deles espera-se sempre a palavra e a postura “presente!” em tudo o que o partido solicitar. Muito ou pouco.
Objectivo este, que tem por timoneiro, na sua estratégia e condução, o Bruno Oliveira Santos, fundador e militante número um, a quem o adjectivo “fiel” é aplicado com toda a propriedade. Ele não virou a cara a esta tarefa difícil e muito trabalhosa que o partido lhe pediu. Ele que, tal como eu (e aqui perdoem-me a imodéstia…), sabe relacionar-se com todas as tendências nacionalistas sem excepção, não se deixando influenciar por qualquer tipo de complexo ou influência, de “conselho” de espíritos menores ou de fantasmas.
Ele, que, sem papas na língua defende a unidade, não permitindo a calúnia e a intriga pegajosa propagada insistentemente por falhados e invejosos.
Peço e espero, que todos saibamos ser exemplo de fidelidade e perseverança em nome da causa e da Pátria, tendo sempre os olhos postos no objectivo que sonhamos e que nunca nos deixemos enlear por questões menores e desentendimentos pessoais.
A tarefa que se aproxima é gigantesca e o partido precisa muito destes fiéis inabaláveis.

Obrigado!...
… ainda, aos jovens que, contra tudo e contra todos dão uma prova ímpar de personalidade, maturidade e carácter, acreditando que tudo vale a pena, em nome de um ideal no qual acreditamos!
É de louvar que no meio de tanta lama, mediocridade, moda, influências, formatação mental, “pronto-a-pensar” e mentira, um número cada vez maior de jovens, muitos dos quais sem referências nacionalistas na família (bem pelo contrário), tenham a determinação de abraçar a nossa causa com coragem.
São estes jovens promissores, que souberam libertar-se dos tentáculos da (des)informação, (des)educação e (de)formação da escola, dos meios de comunicação social e dos cânones culturais que, em estilo de colonização mental e cultural, os bombardeiam diariamente com mensagens mentirosas, pervertidas e criminosas, impostas por um sistema dominado por marxistas, maçons e capitalistas.
São eles que, pelo seu exemplo e atitude, têm plena autoridade para dizer aos outros: - faz como eu:”liberta-te!”.
São estes jovens, muitos dos quais não têm ainda idade para votar, que terão nas suas mãos a possibilidade e a responsabilidade de converter em vitória efectiva, o sonho real que hoje estamos já a semear.

Obrigado ainda (apesar de tudo e por paradoxal que pareça)…
… aos desistentes, que se afastaram por algum equívoco, ingenuidade ou fraqueza, mas que fizeram parte de algum momento da nossa luta e do nosso sonho. Apesar de tudo, deixaram algum do seu contributo e da sua vida e ajudaram a construir a realidade que hoje é o PNR. Prefiro guardar de cada um destes, os momentos de convívio e não o silêncio e abandono a que nos votaram.
Refiro-me a muitos que, desiludidos por algum motivo, afectados por algum mal-entendido, desconfiados e cépticos em relação a estratégias, incapazes de conviver com pessoas e tendências diferentes ou até por fortes motivos pessoais, nos foram deixando ao longo destes anos e, claro está, que souberam esperar e ver (ainda que de fora), mas que, por terem carácter, jamais lhes passaria pela cabeça enveredar pelo caminho do terrorismo intriguista, pelo caminho da traição aos ideais, pela sede mórbida de assistir ao nosso fracasso ou de alguma forma prejudicarem o PNR e o seu bom nome.
Não! Não me refiro, claro está, aos desqualificados que nada sabem fazer senão renegar o próprio passado e dispararem em todos os sentidos, contra tudo e contra todos, que vomitam a sua mentira corrosiva, que conspiram juntos apesar de se detestarem mutuamente e que, mesmo tendo batido a porta continuam a preencher o seu tempo centrados no PNR, alimentando o seu ego com a esperança de que falhemos tal como eles.
Como já tenho dito, nem todos somos iguais e cada um tem os seus limites. Também na entrega e perseverança. Também na fortaleza e na coragem.
Mas conheço muitos (muitos!) que ainda estão afastados e talvez por algum motivo ressentidos, mas que desejam verdadeiramente, do coração, o sucesso da nossa luta na qual já não participam activamente, mas para a qual contribuem com o seu voto e com a sua divulgação nos círculos dos seus conhecimentos. Estes, não estando connosco, também não estão contra nós: estão por nós!
Esses… têm sempre a porta aberta para regressarem. Alguns têm regressado nos últimos tempos ou dado passos e sinais nesse sentido. Muitos mais irão regressar.

Não posso nem quero concluir esta carta sem me dirigir em concreto a duas pessoas que são exemplo e referência; cada uma ao seu estilo, mas que simbolizam e personificam de algum modo um pouco do que vejo em todos e em cada dos meus Amigos e Camaradas de luta.

Obrigado!...
… Vasco Leitão!
Por tudo! Pela Amizade, pelo exemplo, pela luta, pela nobreza e pela capacidade de… perdoar.
Obrigado pela solidariedade e companhia ao longo destes anos de luta. Pelo conselho cheio de bom-senso e ponderação. Pela confiança que sempre mostraste e pelo apoio. Pelo elogio sincero e também pela crítica frontal, sempre construtiva.
Sei o quanto tens tentado e desejado estabelecer pontes entre pessoas de tendências e de gerações diferentes. Sei que és homem de peça única, com carácter e integridade.
Estás a pagar a injustiça de um sistema que não tolera opiniões verdadeiramente diferentes e alternativas, preferindo silenciá-las em vez de as enfrentar lealmente. Por isso te encarceraram em prisão domiciliária, injustamente. És preso por delito de opinião! És exemplo de coragem e coerência!
Obrigado: porque até num momento particularmente difícil da tua vida (a vários níveis) não só não desistes, como tens essa cabeça sempre a pensar e a trabalhar, com incansáveis manifestações de apoio efectivo.

Obrigado!...
… Mário Machado!
Por tudo também! Pela Amizade, pela coragem, pela fidelidade, pelo exemplo e pela confiança.
Obrigado pela coragem e pelo ânimo que me transmites. Pela força e pela dedicação à causa. Pelo apoio incansável que dás.
Estás também a pagar a injustiça de um sistema que não tolera opiniões verdadeiramente diferentes e alternativas, preferindo silenciá-las em vez de as enfrentar lealmente. Por isso te encarceraram injustamente na prisão. És preso por amar a Pátria! És exemplo de combate e de força!
Estás a pagar com meses de vida que ninguém tos vai devolver, mostrando com o exemplo aquilo que é a coerência e a coragem.
Obrigado: porque a cada visita que te faço, sinto que recebo bem mais do que dou. Transmites-me um ânimo e uma alegria verdadeiramente contagiosos! Saio renovado e fortalecido dessas visitas que jamais esquecerei.

Termino esta carta com uma mensagem de esperança para todos:
as dificuldades da luta não nos vergarão! Pelo contrário, o nosso crescimento é uma realidade e não vai parar. Demore o tempo que demorar.
A nossa coragem e a nossa determinação ficam reforçadas a cada dia que passa.
Estamos no caminho certo! As provações do combate fazem-nos mais poderosos e demonstram que o caminho é este mesmo, porque tudo o que tem valor custa muito a alcançar. E, como o disse Ezra Pound, «quando um homem não está disposto a correr riscos pelas suas ideias, é porque elas não valem nada; ou então é ele que não vale nada».
As nossas ideias valem tudo isto!
Portugal vale tudo!
E vocês… vocês têm todo o valor!

Obrigado!

José Pinto-Coelho
5.9.07
 
Meu Caro
Pinto Coelho,

Aquele velho ditado "Vale mais um cobarde vivo, de que um herói morto", pode à primeira vista, parecer uma apologia à cobardia, mas se analisarmos com a cabeça fria, e com algum calculismo até, veremos que tem toda a lógica.
A quem serve um herói morto?
Em primeiro lugar certamente que não serve ao próprio herói, em segundo, se for uma causa séria e honesta e não oportunista como muitas que para aí existem, também não lhe interessa, pois precisa de pessoas inteligentes vivas e não de pessoas mortas que nada podem contribuir, mas serve àqueles que cá ficam e aproveitam da bravura desse herói, promovendo-se eles próprios à custa disso.
Quero com isto dizer que,
pela parte que me toca, fui muito prejudicado profissionalmente por estar afecto e ter dado a cara publicamente pelo partido, não foi isso que me fez afastar, agora a propósito do provérbio, temos que ver o seguinte: num clima hostil como o do actual sistema, em que um partido nacionalista apenas é tolerado para o regime ficar com a fama de tolerante, temos de ter todo o cuidado para não criarmos condições para pura e simplemente sermos eliminados políticamente.
O PNR não é o PCP ou até o BE, que, caso fossem ilegalizados, levantariam uma onda de protesto por parte de muita gente, se o PNR um dia for ilegalizado (espero que não), quando muito, juntará umas dezenas de pessoas que serão "varridas" com toda a facilidade, logo, não é possível ter a mesma estratégia desses partidos, primeiro ter-se-ia de arranjar uma massa crítica de apoiantes e militantes e logicamente de votantes, quer através de propostas lógicas e crediveis, quer inclusivamente com acções de apoio por exemplo à terceira idade ou aos mais necesitados, mesmo em pequena escala, daria para o Partido ser reconhecido como pertencendo ao povo e não como os outros que são partidos de "gente grande" que só quer é tachos, e só depois ntão se poderia ter uma estratégia mais abrangente, até lá, qualquer "tipo" de nacionalismo mais "desajustado" é um convite à ilegalização, a não ser que não conheçam o artigo 46º da Constituição, ou sejam irresponsáveis.
A passada "accção anti-fascista" da polícia, não foi um aviso disso mesmo, ficou o PNR mais forte por isso?
Quantos partidos foram até agora, invadidos pela polícia à procura de drogas ou propaganda fascista ou lá o que fosse?
Alguém se levantou em seu socorro, ou bem pelo contrário, ainda quiseram foi ver o partido ilegalizado?
Presentemente, o actual regime cria com os seus erros, condições para que um Partido Nacionalista dirigido com cabeça, tenha pernas para andar, mas o regime também sabe disso, os homens que o constituem não são parvos nem atrasados mentais, e acima de tudo estão em causa os seus interesses, e quem é que não luta pelos seus interesses, não lutam os nacionalistas pelos seus?
É pois, tudo uma questão de inteligência, se não se pode abrir batalha em campo aberto devido à desigualdade de forças, então que se siga uma estratégia de fuga ao combate mas tendo sempre em mira, o espalhar das sementes, neste caso do Nacionalismo, querer enfrentar um tanque como uma fisga, pode ser muito corajoso, mas é ser-se um corajoso morto que não serve absolutamente para nada, sendo em breve esquecido.
A natureza ensina-nos que, o ramo forte não é aquele que enfrenta a borrasca e se quebra, mas aquele que se verga e fica intacto, esse fica para continuar a luta.
Cumprimentos.
 
O discurso típicamente ordeiro e cobarde que estou habituado a ouvir ao povinho sobressai também aqui, só falha numa coisa, é quando as regras são para os outros porque este povo tosco gosta muito de exigir ordem mas quando borra a casaca borra-a bem porque não tem disciplina e não gosta que lha imponham.
Quanto ao partido, a mim não convence nem deixa de convencer mas o que não convence-me de todo é a democraciazinha que não me põe o pão na mesa!
 
sr anonimo
Ninguem é "obrigado" a visitar este blogue.
Agora cobarde são as provocações de quem aqui vem escondido no anonimato.
Pronto, está bem. E um heroi anonimo
 
Caro Abrantes

Sem de modo algum querer estar a bajula-lo, venho desta forma expressar a grande admiraçao que tenho por si.
E de grandes homens como o senhor que o Nacionalismo precisa.

Obrigado
Bem Haja
 
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