sexta-feira, agosto 24, 2007


OS FINANCIAMENTOS NOS PARTIDOS

Rebentou mais um “escândalo” político com um financiamento ilícito de uma empresa de Construção e Obras Publicas no PSD.
Foram 233 mil euros e tudo ocorreu na campanha eleitoral para as autárquicas em 2002.
As suspeitas foram levantadas quando numa inspecção do fisco à sociedade Brandia Creating – Design e Comunicação, onde se integra a Novodesign, foi encontrada uma factura emitida à Somage ( Obras Públicas), com data de 15 de Março de 2002, no valor de 233.415 euros e outras sete, com a mesma data e de montante acumulado no mesmo valor que a anterior, com a indicação “por serviços prestados ao PPD/PSD”. A Somague pagou as contas do PSD.

Os partidos ao perderem as suas bases ideológicas, perderam a militância baseada em linhas de pensamento e de convicções políticas.
Deixaram de ter princípios ideológicos e passaram ao acto da governação, baseado em acções de carácter governativo. E, quando se entra, meramente, neste campo o sector financeiro é rei e senhor.
Todos meteram os princípios ideológicos na gaveta – não foram só os socialistas – e tornaram-se especialista na arte da gestão de câmaras, organismos governamentais e do governo em si.
Escusado será dizer que, os seus quadros, tornaram-se profissionais da política ocupando cargos públicos.

Os partidos deixaram de ser um espaço de reflexão de princípios políticos para passarem a ser máquinas de organização e de gestão administrativa pública.
O militante de princípios ideológicos ficou de fora e passou à história. E, quando isso acontece, deixa de haver militantes ideológicos e passa a existir militantes por interesses. Os partidos passam a ser meras agências de emprego e de jogos de influências. Por isso, para este novo tipo de militantes, já não interessa o que diz ou não diz o programa deste ou daquele partido, mas sim o seu posicionamento para conquistar o poder. Isto quer em Câmaras, organismos oficiais ou governo.
A alternância governativa entre socialistas e sociais-democratas não é por acaso.
Os partidos representam – uns mais do que outros – o poder e os canais de influência em todos os sectores.
Por isso, não me admira esse tipo de financiamentos, de empresas privadas, nos partidos políticos bem posicionados para ocupar o poder.
O sistema está de tal maneira intricado que, qualquer empresa com interesses comerciais no sistema público, dificilmente sobreviverá se não tiver contactos com quem detém, ou pode vir a deter, o poder político.

Os partidos – esses – como se transformaram em autenticas empresas (políticas, claro) não conseguem sobreviver com as quotizações dos seus militantes, nem os dinheiros públicos que recebem por representatividade parlamentar, têm de ser sustentados financeiramente pelos jogos de interesse económico.
Caímos num ciclo vicioso. E a actual situação socio-política é o reflexo disso.
Manuel Abrantes

Comentários:
1. E ninguém vai preso?

2.Num estado de Direito a justiça funciona: Portugal não é um Estado de Direito.

3.Como é que os Portugueses ainda engolem estes partidos do Regime?!

4. Nas eleições para a câmara de lisboa os partidos do regime ainda tiveram a maioria dos vereadores (9 em 17). Os portugueses não se fartam?

5.Isto é um nojo! É pena que Salazar só ganhe em concursos televisivos!
 
É uma situação recorrente, toda a gente sabe que o regime abrilino vive atolado na corrupção e no nepotismo! Um NOJO absoluto!

Posso afirmar que a campanha eleitoral do PS na Amadora foi paga nos mesmos moldes por uma empresa grande de construção civil de Santa Maria da Feira - uma que faz marinas no Algarve.
 
Um copy-paste:
«...ah! pensam aqui alguns que a extrema-direita são vocês. desenganem-se o regime actual, independentemente do partido que estiver no poder, é que representa a verdadeira extrema-direita, a do grande capital, a dos lóbis, a de todo o tipo de máfias que por aí andam, a daqueles que querem controlar tudo e todos, aqui os que se entendem representar a extrema-direita não passam duns ingénuos convencidos, desculpem-me a franqueza, mas, mais tarde ou mais cedo dar-me-ão razão...»
 
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