quarta-feira, agosto 08, 2007


A SANTA ALIANÇA ENTRE A OVELHA NEGRA E O REBANHO BRANCO


A recente aliança entre bloquistas e socialistas na Câmara de Lisboa é a imagem real de que a força do poder pelo poder é a única e a grande ideologia dos partidos deste sistema.
Um partido como o Bloco de Esquerda (BE) que foi fundado por extremistas maoistas e troskquistas está, agora, coligado com o chamado socialismo à portuguesa na Câmara de Lisboa.

Quem ainda se lembra do BE como organização política anti-poder?
Quem ainda se lembra dos mentores deste partido como os paladinos do combate ao poder instituído?
Já nos esquecemos da tal “ovelha negra” que tanto se auto-proclamaram para chegarem à representação parlamentar na Assembleia da República?
Será que vamos voltar a ter o Sá Fernandes a partir a louça toda e a exigir – e muito bem – clareza nas acções camarárias?
Ou será que nunca mais voltaremos a ouvir tais atitudes reclamatórias?
Agora que já é poder vai estar tudo muito certinho e tudo no seu devido lugar. Até o túnel do Marquês, que tanto contestou ( conseguindo embargar, até, o andamento da obra), vai passar a estar certo. E o aeroporto da Portela, que tanto reivindicou que não deveria sair do lugar?
Agora já pode sair ? Já não vai existir a tal “especulação imobiliária dos terrenos”?

Pois é…
As eleições legislativas já estão à porta. E, se o PS não ganhar (isto é apenas hipótese) com maioria absoluta já têm novo queijo limiano para fazer coligações oficiais ou pontuais.

Quem é que pode acreditar nisso das esquerdas ou das direitas?
Quem é que pode acreditar na essência dos partidos?
Não pode, porque a “essência” e o cariz político foram para o caixote do lixo para dar lugar à luta pela sobrevivência no poder e nas mordomias inerentes aos respectivos cargos públicos.

Claro que neste artigo nem me refiro ao PS porque, como poder vigente que é, faz o jogo que mais lhe convém.
Claro que também podemos dizer o mesmo do Bloco de Esquerda, mesmo não sendo poder vigente. È isso! È a politica ao sabor das conveniências é a politica da conveniência.
E pronto, o PS já conseguiu ter um MDP/CDE ao género do que existiu nos anos 70/80 entre esta organização e o PCP.
E está tudo dito
Manuel Abrantes

Comentários:
Caro Abrantes,

Mais uma vez na mouche,

Um abraço
Marques
 
Concordo com o Marques.
Os extremistas estão coligados com o partido do governo.
Já podem continuar a partir montas e andar à porrada com a polícia.
Já pertencem ao clube xuxialistas e já podem jantar à mesa com membros do governo.
 
Não gosto de ver estes indivíduos,( ... ) à frente de uma Câmara, com a agravante de ser a Capital do meu País!
 
esta provado que o bloco de extrema esquerda compactua com as politicas do ps . tantos faço e aconteço e agora andam aos bijinhos uns aos outros . agora ja podem combianar pela surra o ataque á sede do pnr ! vergonha !
 
Precisamente. Lapidar.
Abraço,
 
Meu Caro
Abrantes,
Antes de mais é preciso entender qual é a estratégia do poder , (do verdadeiro poder, o multinacional e finaceiro), aquele que mexe os cordelinhos dos partidos.
Não lhes interessa que, quem esteja no "poleiro", seja de esquerda ou de direita, o que lhes interessa é que ajam dentro dos seus interesses.
Nós os nacionalistas, somos uns "tansos" (perdoem-me mas é o que sinto e não pretendo ofender ninguém), enquanto andamos a "defender a nossa dama" a "pureza" Nacionalista, estes vira-casacas procuram é defenderem-se a eles.
Se olharmos para a estratégia do Bloco de Esquerda, acabamos por não perceber aquela "santa aliança" entre trotsequistas, maoistas, estalinistas, e sei lá o que mais, mas houve um líder, que teve a capacidade de unir (mesmo a fita-cola), aquele pessoal todo.
Se repararmos bem, nesse casamento cujo líder vem dum grupelho extremista de esquerda, com meia dúzia de militantes, conseguiu absorver um partido que chegou por si, a ter representação parlamentar, a UDP, o qual está diluído e já foi até extinto.
Este grupo associa ainda vários trânsfugas do PCP, poderemos então perguntar: mas como é posível que meia dúzia de indivíduos acabam por ter meia dúzia de deputados na Assembleia da República? Muito simplesmente, porque tiveram uma estratégia para chegar ao poder, por um lado, aproveitando as dessidências e descontentamentos, quer do PS, quer do PCP, conseguindo com isso alguns quadros com alguma experiência, por outro lado, aproveitando o descontentamento do eleitorado de esquerda com os mesmos PS e PCP, matando assim, dois coelhos de uma cajadada.
Aliás, a ascenção destes grupos a orgãos de poder, deveria servir de estudo aos nacionalistas que andam a "perder tempo" com questões de Semântica e Filosofia sobre o que é "verdadeiro" Nacionalismo e vêem escorregar-se-lhes dentre os dedos, os preciosos votos de que tanto necessitavam, para ancançar o Parlamento, objectivo a que temos direito.
Sem estratégia, não há poder, e podem fazer umas tertúlias e uns jantares, mas não passarão disso mesmo, um convívio de amigos.
Tem-se pois, de acabar com as quezílias internas, afinal de "lana caprina", sob pena de fazermos figuras tristes e servimos de bobos do regime.
O sistema "agradece" e até fica bem no retrato, pois afinal é tão tolerante e democrático que até "permite" a existência de partidos de "Extrema-Direita".
Um abraço.
 
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