sexta-feira, setembro 14, 2007


A “CHINATOWN” DA ZÉZINHA, A BIRRA DO SÁ FERNANDES E AS ACUSAÇÕES DE RACISMO POR TUDO QUANTO É SÍTIO


Maria José Nogueira Pinto assumiu a inteira responsabilidade pela ideia da criação de uma «Chinatown» em Lisboa e acusou o Bloco de Esquerda de oportunismo político pelo facto de vereador Sá Fernandes ter argumentado que a ideia é de teor racista.

O problema reside no facto do presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, ter convidado a ex-vereadora e ex-militante do CDS/PP para dirigir o projecto de revitalização da Baixa-Chiado.

Como os bloquista - agora amigos políticos do PS- não gostaram da ideia de ter Maria José Nogueira Pinto como dirigente do projecto para a revitalização da Baixa-Chiado, aproveitaram as declarações da ex-vereadora considerando-as como uma ideia racista.
Para Maria José «a reacção do vereador Sá Fernandes, do meu ponto de vista, é de mero oportunismo político é uma reacção excessiva, descabida e sem fundamento, tanto mais que ele precisa de ir buscar o argumento do racismo que é manifestamente demagógico”.

Por este tipo de “diz que disse” podemos avaliar o conceito de racismo que existe nestes políticos de “meia tigela”. Até alguém sugerir a execução de uma área tipo “Chinatown” já é racismo.
Isto já para não falar das posições assumidas pelo SOS Racismo que, também, contestou as declarações de Maria José Nogueira Pinto, acusando-a de querer promover uma «limpeza étnica» e anunciando posteriormente o envio de uma queixa para a Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial.
Isto só não dá vontade de rir porque é sério demais. Desde quando é que as “Chinatowns”, que existem nas grandes capitais europeias e mundiais, são guetos de “limpeza étnica” ?
Já vêm atitudes racistas até debaixo da cama…
Se fosse um empresário chinês a reivindicar uma “Chinatown”, também o acusariam de racista?
Claro que não!
Então porque é que acusam a Maria José Nogueira Pinto?
Por ser de raça branca?
E a isto chama-se o quê ?

Maria José Nogueira Pinto poderia sugerir as zonas que quiser. Podia sugerir até uma Brasiltonw, uma africatown ou uma ucraniatown. Não passam de autênticos disparates, mas não deixam de ser uma opinião.
Agora há algo que a ex-vereadora disse e que concordo em absoluto quando afirmou que, para revitalizar o pequeno comércio tradicional, a Câmara Municipal deveria impor uma quota de lojas chinesas. Ás chineses e a todas.
Aqui sim está uma ideia que merece alguma reflexão. A proliferação das lojas dos chineses, com horários flexíveis e venderem todo o tipo de produtos, coloca em situação de desfavorecimento todo o comércio tradicional.
E não me venham, agora, dizer que sou racista por defender isto. Até podia ser a loja dos “Zés dos anzóis”, de empresários brancos, pretos, azuis ou às bolinhas, que em situações idênticas também defenderia a imposição de quotas. Isto, tal como existe para as grandes superfícies comerciais.
Manuel Abrantes

Comentários:
adorei essa sobre o racismo do SOS.
E tem razão. Atitude do SOS racismo não passa de uma forma de racismo.
boa Abrantes
 
Sr. Abrantes

Sugeria-lhe que fosse mais honesto.
A acusação de racismo e xenofobia não deriva da criação da Chinatown (como o senhor dá a entender), mas antes a rejeição de licenças comerciais pelo simples facto de serem de origem chinesa. Isso convenhamos que é discriminatório.
Ou não acha que negar direitos apenas pela nacionalidade não é condenável?
A questão principal está na falta de fiscalização que existe em relação ao comércio chinês, mormente horários de funcionamento, etc.
 
Sr anónimo.
A acusação de racismo a Maria José Nogueira Pinto foi pela proposta da construção de uma zona intitulada "Chinatown".
Não foi a questão das licenças.
Quem não está a ser honesto é o senhor(a).
Ok ?
 
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