quinta-feira, setembro 13, 2007


MANUEL MONTEIRO
ACUSA CAVACO SILVA DE APOIAR O FEDERALISMO EUROPEU



Manuel Monteiro, fundador do Partido da Nova Democracia e apoiante da candidatura presidencial de Cavaco Silva, criticou em Évora numa reunião de militantes, as posições assumidas pelo PR face ao tratado Europeu.

Para Manuel Monteiro, “o presidente esquece-se que o país, a que ele pertence, nunca foi chamado a pronunciar-se sobre o que é que quer da Europa e que modelo quer da Europa” para acrescentar que “eu votei no professor Cavaco Silva e lamento que esteja a fazer um périplo pela Europa a defender, de uma forma intransigente, o novo tratado comunitário”.

Para o fundador do PND o presidente Cavaco Silva “traiu uma parte do seu eleitorado, que votou nele, como é o meu caso, esperando que ele pudesse ser o presidente de todos os portugueses e não apenas dos federalistas europeus”.
No encontro com os jornalistas, antes da reunião com os militantes, Manuel Monteiro não deixou de esclarecer que o seu partido é o único que está contra o actual tratado europeu e considerou que a restante direita está comprometida com a esquerda, nesta matéria.

Ainda sobre a Presidência da República, Manuel Monteiro, em entrevista publicada no jornal on-line da Nova Democracia diz que “a direita deveria começar desde já a pensar num candidato à sucessão de Cavaco Silva. Não me admirarei se por este andar Sócrates o venha a apoiar nas próximas eleições, repetindo aliás o que o próprio Cavaco fez em relação a Mário Soares, em 1991”.

ESQUERDA-DIREITA

È uma posição bastante controversa mas bastante pertinente.
Em primeiro lugar e antes de se pensar em qualquer tipo de candidatura é necessário definir o que é ser de direita.Em segundo lugar, e aqui reside o ponto mais importante, é saber se isso das direitas e das esquerdas fazem algum sentido nos dias que correm.
Até porque é a dita esquerda a grande defensora desta dicotomia. E, isto, porque lhe agrada. Porque está enraizada a ideia de que ser de esquerda é defender os interesses dos mais desprotegidos e ser de direita é defender os interesses das classes mais abastadas.

Esta aberração está bem patente na governação socialista que se assume como de esquerda. Se existem governos onde os desprotegidos não têm qualquer protecção é no governo do esquerdalho José Sócrates que isto está mais patente.Por isso levanto a questão se é oportuno discutir quem é, ou não, de direita. Isto é conversa fiada que só interessa à própria esquerda.Hoje – aliás, como sempre - esta dicotomia não faz qualquer espécie de sentido. Foi uma forma da esquerda enjaular a direita como os “maus” da política. E a direita nunca conseguiu libertar-se disso.
Manuel Abrantes


Comentários:
NÃO PASSA DE U RAPAZ SIMPÁTICO
 
Parece que esse politico de raiz-profissional de politica deus umas bocas certeiras. Será ele também, a médio prazo,acusado de um radical ou fundamentalista?
Quando se perde voz ou votos, para não se cair no esquecimento radicaliza-se o discurso...
BC
 
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