sábado, setembro 08, 2007


ONDA DE ASSALTOS E VIOLÊNCIA

PSD e CDS não pouparam críticas, na Assembleia da República, ao ministro Rui Pereira da Administração Interna, em relação à vaga de assaltos que sem têm verificado, ultimamente, de norte a sul do país.
Rui Pereira foi questionado sobre as informações contraditórias avançadas pelas forças policiais na sequência do assalto em Viana do Castelo no chamado “Museu do Ouro”

O social-democrata, Miguel Macedo, critica o silêncio de Rui Pereira dizendo que o ministro da Administração Interna não foi correcto nas garantias que deixou no Parlamento e chega mesmo a falar em «trapalhada».
O mesmo dirigente do PSD adianta que e preciso «reclamar do ministro uma explicação pública» e encara o que se passou como «uma trapalhada política que ajuda os cidadãos a aumentarem a intranquilidade face ao que se tem passado no domínio da criminalidade».

Para Paulo Portas «não há nada que gere mais insegurança do que o ministro responsável pelas polícias mostrar ele próprio insegurança, porque isso leva a que os cidadãos perguntem legitimamente em que mãos depositámos a lei e a ordem do país, leva a que as forças de segurança, por natureza hierárquicas, sintam a desorientação e que os ambientes relacionados com o crime sintam que no Estado existem vulnerabilidades».
Paulo Portas considerou, ainda, que o Estado respondeu ao assalto ao ouro em Viana do Castelo como «uma orquestra desafinada, cada força de segurança a dizer sua coisa e o ministro provavelmente a dizer o que não se confirmou ou porque teve informações erradas ou porque se precipitou».

DA PACATEZ DE ONTEM À INSEGURANÇA DE HOJE

A oposição não deixa de ter razão nas suas críticas. Mas o problema da criminalidade não se resume à última onda de assaltos que assolou o país.
O problema já vem detrás, mesmo, quando as oposições de hoje eram governos na altura.
A criminalidade, especialmente a violenta e armada, aumenta com a abertura das nossas fronteiras e a consequente entrada de todo o tipo de gente.
Isto não quer dizer que o aumento da criminalidade violenta e organizada seja fruto, somente, da entrada livre de estrangeiros e a vinda de todos o tipo de gente que aqui se instalou. Não podemos meter todos no mesmo saco.
O crime organizado e internacional é que encontra um campo propício num país habituado a viver nos brandos costumes. Não estamos preparados, até mentalmente, para enfrentar tal situação. Ainda não estamos preparados para enfrentar “arrastões”, assaltos à mão armada nos sinais de trânsito ou nos transportes colectivos com o “toda a gente no chão”.
Não estamos preparados porque sempre fomos habituados a viver num pacato sossego e com a garantia de que a nossa polícia tratava da marginalidade como devia ser.
Mas tudo tem vindo a mudar. A marginalidade aumenta de dia para dia com mais agressividade e as fronteiras escancaradas permitindo a livre entrada do crime organizado.
Mas, se as instituições policiais são as mesmas de há muitos anos ( mais de 33, por exemplo) o que é que mudou nelas?
Agora têm melhores meios, mais elementos, melhor preparação técnica, mais apoios internacionais, etc, etc.
Pois é! Só que agora também têm normas e leis que protegem mais os delinquentes do que os polícias.
Vejamos o caso do vídeo que passou recentemente onde uns polícias agrediam uns sujeitos. Aqui D’el-rei que a policia estava a praticar violência. Pois… As agressões aos polícias e as cuspidelas ninguém falou. E lá vai mais um processo de averiguação para cima dos elementos policiais.
O criminoso se der ao gatilho pouco ou nada lhe acontece. O polícia leva logo com um processo disciplinar.
Lembram-se, ainda, do caso de Évora? Onde um policia foi preso por ter baleado um assaltante em flagrante delito?
Nem sei porque lhes distribuem armas. Ou é, meramente, para assustar ou para promover uns processos disciplinares se as usarem.
O problema é que a criminalidade perdeu o medo pelas forças policiais e as forças policiais ganharam “medo” (???) por utilizarem a força física e armada contra a marginalidade.
Os marginais riem-se com isto, as forças policiais já nem devem saber como actuar e quem se lixa no meio disto tudo, sabe o leitor quem é ?
-Adivinhe!
Manuel Abrantes

Comentários:
O sossego e a segurança foi uma das pesadas heranças do fascismo, como dizem os comunas
 
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