segunda-feira, outubro 08, 2007

A DICOTOMIA ESQUERDA-DIREITA FAZ ALGUM SENTIDO?

A dicotomia esquerda-direita foi relançada no ano transacto com os chamados Estados-Gerais de Direita, acção promovida pela “Nova Democracia” , com o intuído de encontrar uma definição para o que é ser de Direita.

A dicotomia esquerda-direita sempre foi controlada pelas forças de esquerda. A esquerda, sempre mais ideológica do que a direita, controlou e manipulou essa dicotomia.
Desde a implantação da Democracia que nos habituamos a ouvir a terminologia política da esquerda e da direita. Depois, apareceram os que, situando-se nesses campos, se assumiam como mais para a esquerda da esquerda e mais para a direita da direita.Isto sem esquecer que houve um (CDS) que se assumiu do centro.

Esta dicotomia de esquerda-direita sempre foi – e é – muito querida aos que se intitulam de esquerda. Aliás, foi – e é- a própria esquerda a grande fomentadora deste separar de águas.Isto porque a esquerda – sim ele própria ! – definiu e incentivou a ideia de que ser de esquerda é defender os mais desfavorecidos, os “fracos e oprimidos” e um Estado Social. A direita, são os defensores do grande capital, das classes mais favorecidas, etc.

Bem! Quem olha para a governação socialista, que se intitula de esquerda, pode retirar dai as suas ilações. E quem vive em concelhos geridos por maiorias absolutas comunistas – como é o meu caso – não tem dúvida nenhuma destas contradições.O problema é que esta “filosofia” política está enraizada nas massas populares, especialmente nos menos esclarecidos politicamente.
A esquerda ficou como o bonzinhos tipo “Robin Wood” e o bando da floresta verde e a direita como os partidários do xerife de Nottingham. E a esquerda soube – sabe - muito bem explorar isto.

Então:
-Valerá a pena continuar a difundir e a aceitar a dicotomia esquerda-direita ? Ou definir, de uma vez por todas, o que é ser de esquerda ou de direita ? Ou rejeitar tudo isto e definir algo de novo ?

E O NACIONALISMO ONDE FICA ?

Até porque assistimos, agora, a uma nova manobra da esquerda. E aqui até a dita direita embarca nisso. È o facto de rotularem todos os que se assumem como Nacionalistas de extrema-direita. O que acontece que é que um dos pilares de base do Nacionalismo é o refutar toda e qualquer nomenclatura das esquerdas-direitas.
O Nacionalismo, como filosofia política, é (devia ser…) um aglutinador de ideias e não uma fonte colaboradora na desunião de ideias.
È aqui que reside o Nacionalismo como factor de união e como alternativa política.
Tem muito mais do que isso. Mas, na discussão em causa, esse é um ponto fundamental.
Também reconheço que, mesmo os que se assumem como Nacionalistas, possuem divergências substanciais. Há os que mantêm forte ligações a filosofias totalitárias do passado e os que apontam para um Nacionalismo na via Democrática.
Para os que defendem filosofias totalitárias do passado é difícil englobarem outras correntes de pensamento que não sejam as suas.
Contudo, os que defendem a Democracia como princípio de base do Nacionalismo não têm esse tipo de correntes.
È aqui que reside a grande diferença.
Manuel Abrantes

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