quinta-feira, outubro 11, 2007


ESTA MINISTRA NÃO ACERTA UMA


O Governo vai colocar professores com incapacidade para a docência no quadro de mobilidade especial.
Uma situação que levantou protestos por parte dos sindicatos do sector.
O sindicalista da Fenprof, Mário Nogueira, acusou a ministra da Educação de mentir ao propor que alguns professores possam vir a integrar o regime de mobilidade da Função Pública
O sindicalista relembra que a ministra, Maria de Lurdes Rodrigues, na Assembleia da República, questionada até sobre a possibilidade de alguns professores em determinadas condições passarem para a mobilidade especial, não só negou como chegou a afirmar que os sindicatos é que estavam a mentir e que “não era por tanto repetirem a mentira que ela ( a mentira) se tornava verdade”

Por sua fez, Jorge Pedreira, secretário de Estado, em relação às afirmações do sindicalista afirmou que «a senhora ministra não se referia a estes professores. O que a senhora ministra disse é que não havia intenção do Ministério de colocar nenhum professor no quadro de mobilidade”


Neste disse que não disse, Diogo Feio, da bancada do CDS/PP veio a terreiro anunciar que os centristas querem ouvir no Parlamento a ministra da Educação a propósito da intenção de colocar professores com incapacidade para a docência no quadro de mobilidade especial.
Para o deputado centrista e líder parlamentar “na discussão do Orçamento de Estado do ano passado, a ministra disse no Parlamento que não havia a intenção de colocar um único professor no quadro dos supranumerários”.

Afinal já não é só um sindicalista a acusar a ministra de ter dado o dito por não dito. O líder parlamentar do CDS/PP veio dizer o mesmo.

Segundo dados do Ministério da Educação então entre 2.000 a 2.500 professores nestas circunstância. Professores que sofrem de doenças graves, que os impedem de exercer a sua profissão.
São estes mesmos professores que poderão ser deslocados para qualquer ponto do País. Para além de perderem as regalias que possuem vão ter um aumento de despesas com estadias e deslocações.
Para trabalhadores com doenças graves, isto só pode ser considerado como uma medida desumana.
Já nem sequer estamos num Estado social. Estamos num Estado onde o economicismo é a palavra de ordem. Estamos a atravessar uma fase do capitalismo selvagem no seu pior. E, ainda por cima, com um governo socialista e que se assume como esquerda.

Já agora:
Porque é que o governo não aplica também esta medida aos militares, por exemplo ?
Ah pois!
È que uns têm o livro como ferramenta de trabalho e os outros a metralhadora.

Que fique bem claro que não concordo com este tipo de medidas para ninguém. Mas ninguém!!!!

Manuel Abrantes


Comentários:
É irónico este governo dizer-se socialista!
Um governo cujas medidas economicistas roçam os conceitos do puro capitalismo selvagem.
Urge o aparecimento de uma verdadeira oposição nacional!
José Castro
 
Não so poupe, Abrantes
 
Acho bastante interessante as mentiras que esta ministra tem dado.
Por um lado os professores também têm a sua quota parte de culpa ,pois na maioria votou neste governo.
Mas as atitudes desta ministra são inconcebíveis.
É a humilhação total á classe dos professores e no seu papel na sociedade.

marcorijo
 
Esta e os outros.
 
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