segunda-feira, novembro 05, 2007


16.000 ASSINATURAS CONTRA MUSEU DO ESTADO NOVO
OU O REGRESSO DO VELHO PAPÃO
- Se a estupidez pagasse imposto, tínhamos o problema do défice resolvido


A intitulada União dos Resistentes Antifascistas Portugueses vai entregar, hoje, na Assembleia da República uma petição com mais de 16 mil assinaturas contra a criação do Museu do Estado Novo, que a autarquia de Santa Comba Dão pretende instalar na localidade onde nasceu António de Oliveira Salazar.

Para António Vilarigues, dos intitulados resistentes antifascista, o museu “não passará de um espaço para venerar o ditador”, podendo-se tornar no futuro como um “local de peregrinação de organizações fascistas”, afirmou ao Correio da Manhã.
Segundo o matutino, o dirigente e contestatário do futuro espaço museológico, o projecto do Museu de Salazar nasceu “em confronto com a Constituição da República e a Lei”. Apesar do projecto ter atingido interesse de âmbito nacional, a união dos antifascista justifica o número pouco elevado de aderentes à petição com o facto “de as acções de rua se terem realizado apenas na região de Viseu e Santa Comba Dão”.

Quando a estupidez e a parvoíce não têm limites é nisto que dá.
Jamais o Estado Novo se identificou como um regime de ideologia fascista.
Se fascismo é sinónimo de partido único, polícia política e corte radical nas liberdades individuais dos cidadãos, então essas “pátrias amadas” por estes antifascista como a ex-URSS e seus satélites, a Albânia, a China e a, ainda, Cuba socialista, também não passavam de regimes fascista.
Seguindo a norma de ideias é só uma questão de nome.

António de Oliveira Salazar faleceu em 27 de Julho de 1970. Já lá vão 37 anos. Contudo, parece que ainda assusta muita gente.
Após 37 anos da sua morte a figura do estadista nunca levantou tanta celeuma como a que ocorre nos dias de hoje. E não é por mero acaso.
Também não é, como o dizem alguns dos seus detractores, por tentativas de branqueamento e de saudosismos passadistas.
Não acredito que exista, nos dias que correm, alguém com “dois dedos de testa” que pense em implantar qualquer regime de partido único.
Os tempos políticos do passado têm de ser analisados no seu tempo e no espaço geográfico onde ocorreram. O passado não tem de ser branqueado. Não necessita! Mas, também não pode ser enxovalhado e ridicularizado. O passado tem de ser analisado, meramente, como passado.

Mas o que faz, nos dias que correm, tanta apetência pela a figura do estadista?
Podem existir todas, e mais algumas, razões. Para mim, há uma que se sobrepõe a todas:
Foi toda uma vida dedicada, em exclusivo, à causa pública. Foram mais de três décadas da sua vida que o estadista dedicou, e se entregou, à gestão dos destinos de Portugal Continental e de Além-Mar.
Podem acusa-lo de tudo menos de falta de dedicação a uma causa: - A Nação Portuguesa.

Mas, o mais importante de tudo – é aqui que os detractores engolem em seco – o “tirano” o “ditador” o “facínora”, etc, etc faleceu tão pobre, financeiramente, como quando entrou para o Governo. Nem ele, nem ninguém da sua família, retirou proveitos financeiros de mais de três décadas de poder governativo.
Salazar serviu a Nação sem nunca se ter servido de um único tostão.
Jaz na sua aldeia natal em campa rasa – assim por ele exigido – e a única herança de bens materiais que deixou aos descendentes (sobrinhos) foi a velha casa que o seu pai lhe tinha, também, deixado por herança.
Nasceu filho de um feitor das terras das beiras e faleceu tão pobre como nasceu.

E disto que têm medo ?
Ou como já não tem qualquer justificação para os seus “combates” antifascistas necessitam de ressuscitar o papão do fascismo e o combate à figura de Salazar.
Tenham juízo!
Manuel Abrantes

Comentários:
A questao aqui que se levanta é que esses membros da URAP, já nada dizem á sociedade Portuguesa actual, e estao a ficar caducos e ultrapassados, por isso tentam chamar á atençao dos Portugueses, para dizerem que ainda "vegetam".
Todos sabem que o Salazar já é passado e pertençe á história do Portugal comtemporaneo do séc XX.
Portanto nos dias de hoje e com a evoluçao continua das sociedades, o avançar das tecnologias que permite falar com o mundo diáriamente, nada deste passado já faz sentido.
Por isso é que neste momento , na minha opiniao as proprias URAP, já nao fazem sentido nenhum.
A nao ser para alguns se manterem nos seus "tachos", e de nada de positivo já indiciam á sociedade Portuguesa.


cumprimentos
marcorijo
 
Esta questao da URAP, nao é mais que meia duzia de ultrapassados e caducos que querem dizer á sociedade Portuguesa actual que ainda "vegetam".
Pois todos nós sabemos que o Salazar e o seu regime pertençem já á história contemporanea Portuguesa do séc. XX.
E que nos dias de hoje com a sistemática evoluçao das sociedades, já nada disto faz sentido, até devido á constante evoluçao tecnológica, que faz o mundo em ligaçao diáriamente.
Portanto todo este alarido dá-me a entender que alguns das ditas URAP, querem se manter nos seus "tachos" e nada de positivo indiciarem na sociedade Portuguesa.

Se calhar qualquer dia também temos que fazer um museu para as URAP, visto que já é passado.

cumprimentos
marcorijo
 
"Devo à providência a graça de ser pobre..."

Nem acrescento mais uma letra, Abrantes. Um texto capaz.

saudações patrióticas.
 
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