quarta-feira, dezembro 05, 2007


CÂMARA DE LISBOA
AO FIM DE MUITAS HORAS
O PSD LÁ CONSEGUIU DESENTALAR-SE

O acordo a que PS e PSD chegaram para reduzir o empréstimo à câmara de Lisboa de 500 milhões para 400 milhões foi aprovado, ontem, em Assembleia Municipal


Os deputados da Assembleia Municipal de Lisboa aprovaram, por maioria, a contratação de um empréstimo de 400 milhões de euros para o pagamento das dívidas da autarquia, dando aval a um acordo conseguido pouco antes entre PS e PSD.


Da parte do executivo a nova proposta de empréstimo foi viabilizada com a abstenção do PSD, dos vereadores do movimento Lisboa com Carmona e os votos favoráveis das restantes forças políticas (PS, BE, PCP e Cidadãos por Lisboa).


A Câmara de Lisboa sofreu, nos últimos dias, um abanão politico com a ameaça da demissão do presidente, António Costa, face às interferências das direcções políticas (Distrital e Nacional) dos sociais-democratas, que incentivaram os seus autarcas na Assembleia Municipal a chumbarem a proposta de António Costa.


Por detrás de tudo esteve a mãozinha de Luís Filipe Menezes, que continua a não perceber que os assuntos de uma autarquia só podem passar pelo debate interno e não pelas direcções nacionais dos partidos.


Os problemas autárquicos não podem - não devem…- ser o reflexo das lutas pelo poder governamental.


O líder do PSD tentou empurrou os seus correligionários para um beco sem saída. Contudo, o bom senso prevaleceu e foi encontrada uma solução de consenso.


O vereador social-democrata, Fernando Negrão, foi o grande obreiro da solução de consenso, tendo demonstrado toda a sua visão política. Um perfil que já tinha demonstrado enquanto vereador na Câmara de Setúbal.

Resumindo:
A Câmara de Lisboa irá possuir condições financeiras para honrar os seus compromissos com os credores e – no fim de tudo – a gestão de António Costa saiu reforçada.
O PSD conseguiu sair da “entaladela”, mas, saiu “tocado”.
Luís Filipe Menezes, esse, meteu mais uma vez os “pés pelas mãos”, demonstrado que ainda tem muito que aprender para se tornar numa verdadeira oposição e conquistar o poder governativo.
Se o que pretendia era “entalar” o socialista António Costa, o que conseguiu foi “entalar” o seu próprio partido.
Pois é… Querer gerir Portugal não é o mesmo que gerir a Câmara de Gaia.
Manuel Abrantes

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