quarta-feira, dezembro 12, 2007


EU TINHA MAIS POLÍCIAS
TÚ TENS MENOS POLÍCIAS

E NÓS JÁ TEMOS MEDO DE VIVER NESTE PAÍS…


Paulo Portas e José Sócrates esgrimiram, ontem, no Parlamento sobre o tema segurança.
O líder centrista bem questionou, por diversas vezes, o primeiro-ministro se “pode informar os portugueses de quantos agentes entram e se reformam até 2010?”. Mas, José Sócrates, não esteve pelos ajustes e nunca chegou a responder à questão.

Perante uma “não resposta” o líder centristas adiantou que “a PSP terá em 2010 um défice de 200 agentes e a GNR um défice de 2718 agentes”.
“Com mais crime, mais organizado, mais violento, o sr. é o primeiro-ministro que cancela as admissões na Guarda e na Polícia”, concluiu Portas

Depois de muita insistência do líder centrista, José Sócrates lá foi adiantando –aproveitando, mais uma vez, para criticar os governos anteriores - que “em 2002 havia 20,234 polícias. No final do mandato do seu Governo (o de Santana Lopes), 20,553. Neste momento existem 21 320 polícias no activo”.
E fazendo uso aos chavões habituais o primeiro-ministro relembrou que “neste ano houve menos homicídios, menos roubos na via pública e menos violações”.


Pessoalmente, não irei desmentir os números oficiais dos homicídios, roubos e outros crimes. Mas, fico com a sensação de que, ou o senhor Sócrates vive noutro país ou as estatísticas estão adulteradas. Ou então há, ainda, uma hipótese mais plausível: - Como o crime e o roubo já vão sendo habituais as pessoas já nem se queixam.
E não se queixam porquê?
Primeiro porque, nos pequenos delitos, as queixas não passam disso mesmo. Segundo, porque, como a bandidagem por norma é libertada, qualquer queixoso tem medo das represálias.

Podemos discutir o número de efectivos policiais que não chegaremos a conclusão nenhuma.
A solução não passa pelo número de polícias. A solução passa por dar às polícias a força suficiente para actuarem E actuarem na prevenção do crime e não, meramente, depois do crime cometido.
O problema não está no número de efectivos policiais. O problema está nos brandos costumes das leis que, parecem, proteger mais os criminosos do que os ofendidos.

As polícias sabem quem são e onde estão as redes criminosas. Só que, pelas leis, não podem actuar. E, quando actuam, na maioria dos casos, vêm os acusados saírem sorridentes e contentes das salas dos tribunais.
Então são os juízes os “culpados” destas situações ?
-Claro que não!
Os juízes limitam-se a julgar perante as leis. Não são eles que fazem as leis.

Então quem faz as leis?
- São os senhores políticos, aqueles que esgrimam: “no meu governo haviam mais efectivos policiais do que no teu”.
Os políticos e a política vigente é que são os senhores a as senhoras que fazem as leis.

Insegurança ?
Um culpado: - As políticas dos brandos costumes e quem as promove e as faz.
Manuel Abrantes

Comentários:
TALVEZ SIM, TALVEZ NÃO!

Concordo 100% com o que escreves, como aliás noutros temas, mas sou talvez um pouco mais cínico do que tu, e vou levar a coisa um pouco mais longe.
em primeiro lugar esta banditagem que ataca as pessoas comuns, não se mete com os políticos, pois nesse caso as coisas poderiam sair-lhes caras (e estes também andam bem protegidos), roubam o Zé Pagante que é roubado de todas as maneiras e feitios e daí não passam.
Mas se adiantarmos ainda um pouco mais além, vejamos que, se calhar esta onda de assaltos e homicídios a que temos assistido, acaba por dar jeito a estes tipos da política, pois baseando-se na insegurança, que essas situações criam, vão apertando cada vez mais a tarraxa, e pouco a pouco como quem não quer a coisa e com pézinhos de lã, um dia destes acordamos num Estado policial, disso não tenho dúvidas.
Por isso é que nem dá jeito pôr mais polícias, nem lhes dar mais autoridade, pois aí se calhar, a sensação de segurança aumentava, e depois como é que os "rapazes" iam ter desculpas, para pôr o pessoal a ser todo escutado e controlado (tudo em nome da "segurança", já se vê), conforme mais dia menos dia vai acabar por acontecer?
Com estes tipos não podemos ser ingénuos, eles "não dão ponto sem nó"!
Um abraço.

LUSITANO
 
Toda esta situação não me admira nada, nós realmente vivemos num faroeste, em todos os sentidos, desde os politicos, passando pelas organizações criminosas, até ao simples "janado" que rouba o rádio do carro, todos têm que sobreviver á custa do Zé Povinho.
Mas o mais engraçado é roubam a ficam eternamente impunes.

Há que belo país que vivemos....


cumprimentos
marcorijo
 
Os brandos costumes vieram do tempo do estado novo. Daquele "estado" em que se inspirou para dar nome a este blogue.
Haja coerência.
 
Sr anonimo de cima:
- Quem é que lhe disse que o nome deste blogue foi inspirado no "Estado Novo" de Salazar e Caetano?
Aqui, na coluna ao lado, estão mais de 700 peças publicadas.Vá lá e informe-me sobre uma ùnica que diga isso.

Agora, Leia:
-Este blogue e o seu autor nutrem respeito pela figura do estadista Prof. Dr António de Oliveira Salazar. Respeito e admiração pela sua honestidade (nasceu e morreu pobre) e por uma vida dedicada à causa pública.
Mas, o que não quer dizer que apoie, ou tenha apoiado, todas as suas políticas.
O autor deste blogue foi um crítico das política de Salazar, sem nunca deixar de o respeitar.
Ontem, como hoje!

Percebeu?

Manuel Abrantes
 
Concordo, em absoluto.
Saudações.
 
Só se resolve o problema da inseguraça, do desemprego, da deseducação, da colonização no noso pobre país através de matar o mal pela raiz. Matar o mal pela raiz implica mudar de constituição e negar os contra-valores instituidos como a solidadriedade para com o mal e o individualismo egoísta que evita que se zele pelo bem comum.

A bem da Nação!
 
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