sexta-feira, dezembro 28, 2007


A SAÚDE DE PORTAS FECHADAS

SOCIAIS-DEMOCRATAS DIZEM QUE VÃO REABRIR O QUE OS SOCIALISTAS ENCERRARAM


O PSD, pela voz do vice-presidente do partido Arlindo Carvalho, promete reabrir parte dos serviços de atendimento permanente, urgências e maternidades encerrados pelo actual Governo, quando o seu partido for governo.

Segundo confidenciou ao “Jornal de Notícias”, Arlindo Carvalho, “temos uma visão diferente da do PS relativamente ao Serviço Nacional de Saúde. Assistimos ao desmantelar do SNS sem mais nem menos, e com isso não concordamos"

Arlindo Carvalho, que já foi ministro da Saúde, acrescentou que “não podemos prometer reabrir tudo. Não seria certo porque a realidade alterou-se em muitas das zonas afectadas".
Contudo, não deixou de acrescentar que os SAP e as urgências, bem como alguma das maternidades, "não podem ser encerrados" porque "são indispensáveis para prestar serviços de qualidade e de proximidade às populações".
O ex-ministro confidenciou, ainda, que o seu partido já está a orientar um grupo de trabalho encarregue de acompanhar a acção do Governo na área da Saúde e de propor alternativas.

A posição do PSD é de louvar. Contudo, pela forma como foi apresentada dá a impressão de não passar de uma manobra eleitoral. Até porque, uma posição como esta, para ter alguma credibilidade, deveria ter sido apresentada pelo dirigente máximo do partido e em confronto directo com o primeiro-ministro.
E não basta dizer que volta a reabrir o que foi encerrado pelo governo socialista de José Sócrates. È necessário – o que não é difícil – provar que estas medidas economicistas do actual governo não passam disso mesmo e que são causadoras do descontentamento das populações colocando em risco vidas humanas.

È necessário fazer frente a todas estas medidas economicistas, até porque o fecho dos Serviços de Atendimento Permanente e a diminuição das comparticipações do Serviço Nacional de Saúde em medicamentos e meios de diagnóstico e terapêutica vão permitir ao Ministério da Saúde arrecadar, pelo menos, 330 milhões de euros em 2008.
Foi desta forma que o actual ministro da Saúde, Correia de Campos, se pronunciou sobre os custos estimados dessas unidades de saúde em funcionamento, dando esse valor como exemplo do desperdício de verbas.

È necessário que o PSD, em confronto com o actual ministro, debata este raciocínio economicista e que reponha a verdade.
Para Correia de Campos tudo o que se gasta com a saúde não passa de um desperdício de verbas. Para este ministro e para toda a governação socrateana o que é importante é o défice e as palmas dos patrões de Bruxelas.
Até porque, depois do fecho de dez blocos de partos e de quatro Urgências hospitalares, o Ministério da Saúde prepara-se para encerrar mais SAP, de entre uma lista de 56 unidades a eliminar. Ontem fechou o bloco de partos de Chaves, a Urgência de Peso da Régua e os SAP de Alijó, Murça e Vila Pouca de Aguiar. E não vai ficar por aqui mesmo perante os protestos das populações atingidas.

O PSD se que ser uma oposição forte e uma alternativa governamental não pode (não deve…) entrar na demagogia das palavrinhas na comunicação social. Ou enfrenta e assume as suas propostas, ou não passará de mais uma politiquice para ganhar votos com a mentira. È que, de mentirosos, já estamos fartos. Assim como das promessas quando somos oposição.
De mentirosos já estamos fartos!!! - Repito
Manuel Abrantes

Comentários:
O que realmente é preocupante no meio disto tudo é que vários milhares de pessoas vão ficar sem Sap,urgências,maternidades,etc.
E se o PSD, quer realmente resolver este problema é falar com clareza e exactidão nas suas ideias, coisa que ultimamente têm faltado para aquelas bandas.
Porque os Portuguêses estão fartos de vários anos de demagogia politica, enganam o povo e depois quando lá estão ainda fazem pior.

Olhem para o povo Português e vejam os problemas que existem e tentem resolvê-los.

marcorijo
 
Claro que é uma manobra eleitoral.
Veja com aqui em Cantanhede o PSD colaborou no fecho das urgências entre as 00 e as 08.
O centralão veio para ficar.
 
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