terça-feira, janeiro 08, 2008


AS CÓCEGAS DO PASSADO


Aconselho todos os prezados leitores a visitarem o site “Portugal Club” – na coluna ao lado – pelo grande número de opiniões sobre o período do Estado Novo.
Até porque, uma grande parte dos seus comentadores, são portugueses radicados no estrangeiro e que viveram esse período.
Uma peça publicada por M. Lima sobre a discussão “Colónia Penal do Tarrafal” chamou-me a atenção pelo seu conteúdo. Por isso, não podia deixar de a transcrever aqui no “Estado Novo”.

Colónia de Férias do Tarrafal
E as clínicas do ABORTO



Depois de um período de ausência, constato que tem sido discutido o tema: Colónia Penal do Tarrafal, o qual, à semelhança de muitos outros, no geral, tem como objectivo atacar o Estado Novo, e em particular, o Dr. Oliveira Salazar, pois a sua análise é feita de forma paixonada e hermética, como se aquilo tivesse sido o pior que já foi feito em Portugal.
Apraz-me perguntar aos que têm pena dos referidos presos (e não nego que as condições fossem duras), o que sabem sobre a dureza das prisões noutros Países, nomeadamente nas democracias e nessa época. O que sabem sobre a matança de cerca de 2 milhões de Alemães, feita pelos democratas Aliados em 1944-46, à medida que estes se iam rendendo e eram presos em grande campos de concentração? -Leiam a obra escrita por um jornalista Canadiano, intitulado "Outras perdas" da designação que cinicamente os Americanos davam àqueles presos que morriam nos referidos campos.

-Quanto à realidade ali vivida, vale a pena ler o livro intitulado "Tarrafal" editado em 1978 pelas editorial CAMINHO (era comunista), onde se pode ler que funcionou durante 19 anos (de 1936 a 1954) tendo morrido 32 presos (contém uma lista dos falecidos), pelo que a média é inferior a dois por ano, média muito inferior ao de muitas prisões nas democracias! -Sei que posteriormente foi reaberto por poucos anos, para receber os "democratas defensores" dos Povos Africanos. -E depois da tal data "libertadora", o que fizeram esses "democratas? -Além dos excelentes testemunhos dados na primeira pessoa por muitos dos leitores deste sítio (e que valia a pena compilar, para mostrar o terror que aquilo foi), todos nós sabemos que, em uníssono, provocaram o maior flagelo/mortandade de que há memória, transformando regiões de África, caso de Angola e Moçambique, que eram potências económicas (graças ao E. Novo)antes da data libertadora, em zonas de catástrofe humanitária, como é do conhecimento geral! -Afinal quem tinha razão quanto às "irresponsáveis independências" que foram feitas em África?

-Julgo que perante os factos (e estes é que contam) entretanto decorridos, a capacidade visionária do Dr. Oliveira Salazar acertou em cheio, e nesse sentido, vale a pena ler o relatório sobre África da "The World Factbook 2007" ou o "UNDP- Human Development Report 2006", para ficarmos a passo do enorme feito das democracias, as tais que defendem os dirweitos humanos, etec.... Da análise desse relatório, algo salta logo à vista: dos cerca de 180 países que há no planeta, a maioria dos Países Africanos ocupa os últimos lugares (acima do 125.º) sobre o Índice de Desenvolvimento Humano, excepção da Tunísia (87º), SeYchelles (47º), Maurícias (63º), Líbia (64º) e Argélia (103º).

Cada um é livre de gostar do que quiser, contudo, é bom que saibamos ser fiéis à VERDADE e à JUSTIÇA, não agindo de forma intolerante e falaciosa, só porque fulano, sicrano ou o tipo de regime não são do nosso gosto, pois, invariavelmente, os democratas caiem numa situação de profunda incoerência, dado que as democracias estão cheias de carnificinas e de prisões muitos piores do que a do Tarrafal. -Quanto a outras acusações que são feitas ao regime, considero que têm uma enorma falta de visão global, nomeadamente sobre o contexto da época, pois acusar o regime (entre outras coisas) do analfabetismo dos portugueses, é ignorar a enorme OBRA que foi feita em nome da alfabetrização, aquém e além-mar. -Nunca antes ou depois do regime, alguma seja comparável, em grandeza ou qualidade, pois a actual, está transformando analfabetos em licenciados, nomeadamente com a benção de "Bolonha"; quanto à época anterior, nem vale a pena falar!

Já agora, valeria a pena saber, se os democratas que tanto criticam o Estado Novo (que é passado) e tão preocupados estão com a Humanidade e os Direitos Humanos, o que fazem contra os maiores Campos de Concentração e de morte de que há memória: as clínicas do ABORTO! -Os tarrafais, em comparação com as democráticas Clínicas, eram colónias de férias. E não vale a pena, como hipocritamente já tenho constatado, que a matança dos inocentes é uma questão de consciência de cada um; pois de facto, NÃO O É! -O resto é pura conversa, estéril!
Cordialmente, sou
M. Lima

Comentários:
Essa conversa já tem barbas brancas.
"O teu ditador/democrata (riscar o que não interessa) é pior do que o meu."
Nivela-se por baixo, diz-se que são todos maus, e pronto, a atrocidade fica diluída num vapor de demagogia.
Já ninguém se lembra da "frigideira" e das atrocidades sádicas do Tarrafal...
Mais: ir para o Tarrafal era quase tão bom como passar férias em Cancun ou na Jamaica, com a diferença das "instalações".
Já a desculpabilização/revisão/amaciamento do Campo de Concentração do Tarrafal (não há que ter medo de chamá-lo pelo seu verdadeiro nome), com a ques~tão do aborto, é de uma desonestidade intelectual grande, mas já habitual por parte deste tipo de revisionistas/saudosistas de fraca preparação cívica e duvidosa formação histórica.
 
Saudações Nacionalistas.
 
A História não se apaga, a verdade dos factos tem vindo ao cimo. Só o camarada Estaline matou 50 milhões dos seus compatriotas. O comunismo é a ideologia mais mortifera que a humanidade alguma vez já conheceu.
Bom artigo.
 
Essa coisa do "ANA" não tem caixa de comentários, assim não dá.....
 
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