quinta-feira, janeiro 03, 2008


MAIS UM NOVO ANO
E MAIS UM DISCURSO PRESIDENCIAL



A mensagem de Ano Novo do Presidente da República deu, mais uma vez, para analistas políticos, e afins, tecerem os seus comentários.
Não vou comentar se o Presidente “criticou” ou não o governo do senhor Sócrates.
Nem sequer vou perder muito tempo em analisar o que o Presidente disse ou não disse.

A Principal ilação que retiro desta – como das outras – intervenções presidenciais é a seguinte : - O Presidente está muito preocupado (está sempre) e vigilante mas não vai entrar na esfera do governo. Ou seja: vai continuar a dizer umas palavrinhas mas não vai fazer nada na prática.
Então, temos Presidente -este, como todos os outros - apenas para rectificar, ou não, uma ou outra lei mais polémica e mandar uns recadinhos de atenção ao governo. Isto, e no caso das rectificações das leis, nem sequer dá a sua opinião pessoal. Manda-as para o Tribunal Constitucional e ele que decida.
O Presidente da República no nosso país é como se fosse um árbitro num jogo de futebol ( com todos o respeito por ambos). Faz parte do jogo mas não joga.

Começa a ser altura de se discutir as competências de um Presidente da República em Portugal. Começa a ser altura de se discutir a forma de organização politica.
Para ter um presidente meramente com as competências que tem actualmente eu, que até sou republicano convicto, começo a pensar que nos fica mais barato – não são necessários gastos com eleições, por exemplo – ter o D. Duarte Nuno, ou lá quem for, a dedicar-se a inaugurações, a discursos de ocasião, à promoção de iniciativas sociais e a ter a tal “primeira-dama” a brincar às caridadezinhas.
Já só faltam os chás dançantes.
Bem! No caso de uma monarquia, uma coisa não tenho a menor dúvida. A Nação Portuguesa como Nação, e o respeito pela sua história, estavam mais defendidos. Isto, eu não tenho a menor dúvida

Vamos ter de repensar o sistema político em Portugal.
Pessoalmente, nem quero um D. Duarte Nuno, ou seja lá quem for, mas, também não quero um presidente que é uma espécie de jarrinha de flores política e sitio para apresentar queixinhas.
Pelo respeito que nutro pelo cargo quero um presidente que presida, que actue, que seja, na prática, o baluarte das instituições política. Que não seja, apenas, aquele que defende as instituições políticas, mas aquele que as faça actuar.
Quero ter um Chefe de Estado na verdadeira essência da palavra e do cargo.
Manuel Abrantes


Comentários:
Caro Abrantes ;
O cargo de Presidente da República no nosso sistema é meramente figurativo, e cada vez mais são um poiso ou carreirismo politico final de determinados politicos antes de irem para a reforma.
Não querendo pôr em causa a idoneidade e honestidade dos Presidentes da República,mas na minha opinião os P.R.nos ultimos anos têm sido meras figuras decorativas delineadas por determinadas forças politicas (P.S./P.S.D.).
Por isso eu acho que se devia mudar o nosso actual sistema e dar mais força ao P.R., ou então mudarmos para regime Presidencialista.
Como existe noutras democracias ocidentais.
E talvez fosse um alento para começar a levar o povo a interessar-se mais pela politica, pois assim tinha-se referências mais conclusivas e não tão abstractas como os dos partidos politicos.

Mas enfim, as mensagens são parte do protocolo e por isso temos que ouvi-las, enquanto isso este governo vai fechando SAP`s, Maternidades,aumenta o desemprego,aumenta o custo de vida, etc., etc.



marcorijo
 
Mais do mesmo.
Vim deixar um abraço.
 
Em relaçao a esta materia,concordo com o que defende o PND,e passo a citar "A Presidencialização do regime, pela acumulação, na figura do Presidente da República, das competências hoje atribuídas ao primeiro-ministro. Consequentemente, desaparece a figura do primeiro-ministro."
 
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