quinta-feira, fevereiro 28, 2008


NESTA SOCIEDADE DA ESPECULAÇÃO
ATÉ O PÃO NOS TIRAM


A Autoridade da Concorrência vai investigar o anunciado aumento de 50% no preço do pão.
O regulador lembra que um agente ou representante de um mercado não pode, à luz da Lei da Concorrência, dar indicações de preço aos restantes operadores uma vez que a decisão de fixar os preços nos mercados liberalizados cabe a cada agente.

A “bronca” rebentou quando Carlos Alberto Santos, presidente da Associação do Comércio e da Indústria de Panificação e Similares (ACIP), afirmou, primeiro ao Público e depois a vários órgãos, de que o preço poderá aumentar cerca de 50% para reflectir a forte subida dos cereais. Carlos Santos adiantou que o preço de uma carcaça, que varia entre 10 e 12 cêntimos terá de subir para 15 cêntimos
O novo agravamento reflecte não só as cotações das matérias-primas, em particular das farinhas, que representam, diz, metade dos custos, mas também visa compensar a quebra de vendas de 50% em três anos.

Segundo disse ao “Correio da Manhã” o ministro da Agricultura, Jaime Silva, não há qualquer razão para o preço do pão aumentar em 50 %, como reclamam os industriais, pois isso seria um “aumento especulativo”.
“Nós iremos acompanhar essa actuação especulativa”, destacou, justificando a posição com o facto de o valor do cereal “só contar no preço do pão em 5%”.
Segundo o ministro, é preciso “ser muito claro em relação ao que se passa com o preço dos cereais”, porque “os preços do mercado mundial são puramente especulativos”. “Não há qualquer problema de aprovisionamento da Europa em relação aos cereais, porque a comunidade tem uma produção excedentária em 16 milhões de toneladas”, acrescentou. Jaime Silva está convicto de que “o mercado irá funcionar” face às medidas adoptadas pela EU.


O problema da especulação nos produtos cerealíferos recai no chamado negócio dos biocombustíveis.
Para os menos atentos os biocombustíveis são todos os combustíveis de origem biológica, que não seja de origem fóssil.

A actual crise da economia norte-americana leva os especuladores, para equilibrarem as perdas financeiras registadas na Bolsa a investirem, cada vez mais, em fundos agrícolas na ânsia de acompanharem a especulação dos biocombustíveis.
Com a procura de cereais e da redução da sua produção em importantes exportadores mundiais como o Canadá e a Austrália, já há fundos financeiros com uma valorização acumulada de 70 por cento.

Nas economias mundiais avizinham-se tempos de crise e de incerteza por isso apostam e especulam em tudo o que possa produzir lucros imediatos. E, neste momento, os cerais são a moeda corrente.
O problema reside no factos dos cerais serem a base alimentar das populações. E, quando se mexe nesta base alimentar, para essas mesmas populações, o que se podem esperar é a fome.
Não vêm ai tempos fáceis. Não vêem, não …
Manuel Abrantes

Comentários:
Queres Pão.......!!!

Isto como agora é "moderno" ser adelgaçado,ou seja não comer feijoada nem beber tintol, não poder fumar, não se pode comer torresmos,etc. e tal.
O importante é ter um "corpinho danone" e andar a abanar-se todo pela rua a mostrar-se.
Áh,e já agora também como é moderno "abafar a palhinha", qualquer dia quem é normal é descriminado.
Ou seja tem que se ser adelgaçado e "pegar de marcha-atrás".

Por isso meus amigos, comer pão agora é fino e de preferência nos grandes centros de especulação, como as grandes cadeias de panificação, isto porque as velhinhas padarias tradicionais estão condenadas.
Porque os nossos "amigos" da ASAE, já estão a tratar disso.

Até qualquer dia.

O Inquisidor
 
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