quinta-feira, fevereiro 21, 2008


O TEATRO DA POLÍTICA

A decisão do Tribunal de Contas em ter “chumbado” o empréstimo camarário (Câmara de Lisboa) para a regularização de dívidas a fornecedores veio, no momento oportuno, cair como “mel na sopa” para o governo do senhor Sócrates.
Pode parecer um paradoxo mas não é.

O senhor Sócrates, e o próprio PS, já abriram a campanha eleitoral.
Os defensores deste governo e do senhor Sócrates – que os há ! – vão ter muitas dificuldades em justificar muitas das acções da sua governação.
Se repararmos, a “arma” política para justificar a governação socialista é o “pulso de ferro” a intransigência na acção governativa e a “coragem nas decisões”.
Como sabem que nos momentos de aflição o povo, em surdina, grita: “ o que era preciso é um novo Salazar”, nada melhor que incutir, sub-repticiamente, na opinião pública o carisma de uma governação tipo “salazarismo democrático”, sem nunca tocar no nome desse grande estadista. E ainda bem que não tocam, porque lhes falta um dado essencial ; - Honestidade política.

Assim, o caso do “chumbo” do Tribunal de Contas à Câmara de Lisboa, de chefia socialista, vem como amostra de que na esfera desta governação nem as câmaras do PS escapam. E, muito especialmente, a sua principal autarquia: Lisboa
Claro que o Tribunal de Contas é independente do Governo.
Quem serei eu para dizer o contrário
Livre-me Deus de uma coisa dessas.
Nem sequer coloco em causa a independência do seu presidente, Dr Guilherme d´Oliveira Martins, ex-membro do governo socialista de António Guterres.
Até porque, e por mera coincidência, é também noticia de momento o financiamento de uma construtora ao PSD.

Não há duvidas, estes socialistas podem não saber governar mas de esquema e estratégia político-partidária são uns ases.
E quem sou eu para duvidar de tal coisa.
Manuel Abrantes

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