sexta-feira, fevereiro 15, 2008


SÓCRATES EM QUEDA LIVRE
MAS COM ALMOFADA POR BAIXO



De acordo com uma sondagem CM/Aximage Sócrates é o líder partidário mais impopular.
Desiludidos com o Governo, os portugueses atribuíram ao primeiro-ministro, pela segunda vez consecutiva, a sua pior nota de sempre: 8, numa escala de 0 a 20.
José Sócrates ficou no fundo da tabela atrás de Francisco Louçã (10,9), Jerónimo de Sousa (10,2), Luís Filipe Menezes (9,3) e Paulo Portas (8,2).

Contudo, a sondagem diz que, apesar da impopularidade do líder socialista, o PS mantém-se na liderança das intenções de voto legislativo com 35,8 por cento.
Em queda está o PSD, que passou de 31,8 para 30 por cento, e a coligação CDU, que desceu para 8,2 por cento. Já o CDS mantém 4,6 por cento, enquanto o BE subiu para 7,2 por cento nas intenções de voto.

Na questão do Governo a sondagem revela que os portugueses estão desiludidos.
56,8 por cento dos inquiridos afirma que o Executivo está a governar “pior do que esperava”. Apenas dez por cento considera que a actuação do Governo tem sido “melhor do que esperava” e 30,3 por cento “igual ao que esperava”.
O próprio eleitorado do PS mostra-se desiludido.
52 por cento dos inquiridos que votaram PS nas últimas legislativas considera que a actuação do Governo é “pior do que esperava”.

Mas o cerne da questão reside aqui: entre José Sócrates e Luís Filipe Menezes para o cargo de primeiro-ministro, as preferências recaem sobre o actual chefe de Governo. Questionados sobre em qual dos dois líderes partidários têm mais confiança para primeiro-ministro, 36,6 por cento dos inquiridos nomeou José Sócrates, enquanto 26,1 por cento escolheu Luís Filipe Menezes.
O PONTO PRINCIPAL DA QUESTÃO

Analisando friamente a sondagem os resultados parecem de loucos. Parecem mas não são.
Isto só demonstra que os portugueses não querem Sócrates nem os socialistas num governo próximo mas não encontram nenhuma alternativa.
A maioria dos portugueses não acredita em ninguém da oposição. E, o mais grave é que também não acredita no actual governo.
Então, se não acredita no governo e não acredita nas oposições, só existe uma ilação a retirar: - A maioria dos portugueses já não acredita nos políticos actuais.
Alternativas?
Pois…
Este seria o momento dos Nacionalistas aparecerem em força para conquistar o futuro.
Mas, lá aparecerem: aparecem! Mas aparecem, normalmente, pelas piores razões.
E, mesmo quando aparecem para se dar a conhecer pelas melhores razões, não apresentam alternativas credíveis.Aliás, não apresentam alternativas nenhumas.
E sabe o leitor porquê?
Os portugueses não esperam nada com o aparecimento de mais um, ou mais dois, partidos mesmo que se identifiquem totalmente, ou próximos, dos ideais Nacionalistas.
Os portugueses não esperam ideais. Esperam propostas concretas para a gestão do País.
Os portugueses querem segurança no seu dia a dia. E a segurança não tem só a ver com a bandidagem. Querem, acima de tudo, segurança na sua forma de vida.
Querem viver com dignidade e segurança.
E têm toda a razão.
Manuel Abrantes

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