domingo, março 23, 2008


SE UM VIDEO NOS PUDESSE ABRIR AS MENTES…


Não me debrucei, de imediato, sobre o caso de indisciplina na Escola Carolina Michaelis, onde toda uma turma põe de rastos uma professores de francês.
Não me debrucei de imediato e foi de propósito. Quis, primeiro, ouvir e ler todos os comentários que se fizeram sobre o assunto.
Claro e como é óbvio não irei, aqui no “Estado Novo”, colocar qualquer link do vídeo.
Primeiro, por considerar o caso uma vergonha e em segundo lugar pelo respeito que me merece a classe dos professores e a professora em si.

Sobre os alunos e alunas nem sequer vou perder tempo. São o fruto da árvore que plantamos em nome de uma pseudo-democracia que começou logo, no período revolucionário de 74, pela liberdade na libertinagem.

Sobre os comentários ao caso pasmou-me alguns psicólogos afirmarem que a professoras deu mostras de “fragilidade” e que, por isso, originou a atitude de indisciplina.
Bem! Com psicólogos destes apanhamos uma carga de nervos.
Ah! È verdade, eles (os psicólogos), não têm nada a ver com o sistema nervoso.

Nas escolas por onde andei, há mais de 40 anos, também existiam professores uns mais “duros” do que outros ( será isto o “fragilizado” e o menos “fragilizado” ?).
Contudo, podíamos ter uma “graçola” mais aberta com uns professores e menos com outros. Mas – jamais ! – uma cena como a que mostra o tal vídeo.
E não era por medo de possíveis represálias da direcção escolar. Era com medo - isso sim – que os nossos pais soubessem de tal indisciplina.
Bem! No meu caso caía-me em cima todos os tormentos do inferno.

Com isto quero dizer que a indisciplina de certa juventude escolar ( e não só…) não é culpa do Estatuto do Aluno ( esta do estatuto do aluno deixa-me “parvo”), nem da ministra da educação, nem do Sócrates, nem na falta de segurança nas escolas, etc, etc.

È culpa de todos nós!!!

Somos nós que temos vindo a contribuir, de uma forma ou de outra, para a destruição da Família.
A educação principal de um jovem não é na escola.
Não é, não!!!!!!!!
È em casa!!!
È no ambiente familiar. È no respeito pelo pai e pela mãe e por toda a família. È aqui que se inicia a verdadeira aprendizagem do respeito. È aqui que se forma o carácter que os há-de vincar pela vida fora.

Não é o professor(a) que vai educar os nossos filhos. Pode, e deve, contribuir para isso. Mas não lhe compete, na integra, essa missão. Essa missão cabe, em primeiro lugar, aos pais.
O problema é que, como pagamos os impostos que pagam os salários dos professores, passamos essa missão para o professorado e, por conseguinte, para o Estado.
A responsabilidade na educação dos nossos filhos é nossa. Ou será que qualquer dia também queremos pagar para os fazerem ?

Quando esta sociedade destruiu a família na sua raiz, e na sua essência, destruiu uma sociedade baseada no respeito e na disciplina.

Hoje, só de fala em direitos. Os deveres ficaram esquecidos.
Hoje, a Honra é uma coisa de retrógrados. O Respeito é uma coisa de velhos. A Disciplina é uma coisa que não bate bem com essa “liberdade” tão apregoada.

E aqui temos o resultado.
Manuel Abrantes

Comentários:
Simplesmente subscrevo.Análise certeira!
Sardoal
 
Tem toda a razão, Abrantes. O seu comentário revela lucidez e capacidade de desvendar a raíz dos problemas no ensino.
Convido-o a visitar o Fórum Pátria, onde temos debatido amplamente este problema.
 
Caro Abrantes,
aí tem os frutos de uma filosofia social rosseauniana, que aposta na "bondade natural" e na condescendência.

Pudesse a professora, ou outro docente qualquer, dar um bom tabefe aos miúdos que lhe gritam e faltam ao respeito e veria como logo o respeito correria!
Cambada...

Saudações!
 
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