quinta-feira, abril 17, 2008


A ECONOMIA E OS NACIONALISTAS


O Governo vai rever em baixa as estimativas para o crescimento da economia e não exclui novas descidas de impostos. Isto é o que escreve, na sua edição de hoje o “Diário de Notícias”.

Contudo, Teixeira dos Santos já admitiu que a "instabilidade mundial pode afectar a evolução das exportações" nacionais.
Escusado será dizer que isto acarretará mais desemprego e um abrandamento na economia ainda mais grave do que tem sido nos últimos anos.

Quando se prevê “instabilidade mundial” e se vai rever em baixa as estimativas para o crescimento da economia e, em simultâneo, se anuncia descidas dos impostos só quer dizer duas coisas:
1ª) Afinal, não surtiram efeitos nenhuns os aumentos dos impostos. E, se surtiram, foram, meramente, para tapar buracos financeiros nas contas do governo.
2º) Se, perante a conjuntura económica em baixa que se avizinha, vamos baixar impostos, quando ainda nem da crise saímos, só pode indicar uma coisa: - Eleições à vista!
E não é necessário ser formado em economia para se perceber isto.
Estamos perante uma gestão do País moldada aos interesses partidários e das suas elites.
È contra este tipo de “democracia” e forma de governar que os Nacionalistas estão contra. Ou melhor: - devem estar…
E digo “deviam estar” porque sãos estes os temas que interessam ao bolço do cidadão.
Não é a cor da pele, a ideologia filosófica ou a acérrima defesa do passado histórico.
São temas como estes ( e outros) que nos devemos debruçar e debater.
Se queremos ser “gente” no espectro político temos, e devemos, apresentar as nossas soluções em temas desta natureza.
Não basta dizer que defendemos o Povo. È preciso apresentar soluções para que esse mesmo Povo acredite nelas e as aceite. Caso contrário não passamos de uns líricos que criticam tudo e todos mas não apresentam soluções.
Aliás, até na critica andamos sempre a “bater” nos mesmos. Ate parece que não existe mais nada para além do problema da imigração e da segurança nas ruas.
Já chega!
Eu – como Nacionalista - quero ser a festa e não o bombo.
Manuel Abrantes






Comentários:
Os movimentos nacionalistas não podem ter a pretensão ou a audácia de querer substituir o SEF ou a PJ.
Devem , como é óbvio, tornarem-se num grupo de "alerta" (legitimo e legal) junto na opinião pública, em relação a pessoas e factos que sejam potencialmente nefastos à sociedade Portuguesa, mas nunca utilizar o excesso de imigração e o aumento explosivo da criminalidade como únicas bandeiras, da Nação Portuguesa.
 
Meu Caro
Abrantes,
Mais uma vez, estou de acordo contigo, mas olha por exemplo para aquele comentário de que tiveste a gentileza de colocar em 1ª página, e em que eu abordava exactamente a grave crise económica, quantos comentários suscitou?
0, Zero, e quantas leituras terá tido, meia-dúzia delas se tanto, ora aí está o motivo porque os PNR´S e outros movimentos nacionalistas estão em queda acentuada em relação às preferências dos cidadãos deste País, apontaram apenas para um ponto e não "atacam" os problemas urgentes da população, assim, vão-se ficando pela imigração e pouco mais, até parece que é a única questão em cima da mesa, que preocupa o povo portuguÊs.
Ora isto revela autismo e bem profundo, de parte dos dirigentes e militantes nacionalistas, e com isso, vão-se afastando da população e dos seus problemas, aos quais não apresentam alternativas credíveis.
Ora se até num Semanário, se publicou recentemente a preocupação de vários Generais na Reserva, acerca, quer da perda de soberania, quer das dificuldades que atravessamos, para além das alterações, que parece se quererem introduzir no comportamento dos militares reformados, ora se até estas personalidades pertencentes a um sector normalmente reservado, acham que isto não está a correr bem sobre vários aspectos, leva-me a perguntar: afinal para que servem os "nacionalistas", só para verbos de encher?
Será que aqueles, que pelo menos teóricamente, deveriam ser os "campeões" da contestação aos erros do regime, acabam por se verem ultrapassados por toda a gente, não passando afinal de um grupo de "bons rapazes"???
Sinceramente, cada vez acredito menos nestas pessoas, que afinal, parece que não vivem na mesma terra do que eu, pois nem se apercebem dos problemas daqueles em que estão inseridos.
Deixem-se apenas de se focarem num ponto e expandam mais a vossa visão, senão, um dia destes acabam nalgum museu arqueológico.
Um abraço.

LUSITANO
 
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