domingo, abril 06, 2008


HÁ COMENTÁRIOS QUE VALEM A PENA.

Recebi do amigo “lusitano” um comentário a uma peça minha que, pelo seu conteúdo, entendo que deve vir para a primeira página.
Um pouco extenso mas vale a pena “perder” um pouco de tempo a ler.



«...As famílias Portuguesas parecem não acreditarem na melhoria económica do país e estão entre as mais pessimistas da zona Euro...».
Bom Meu Caro Abrantes, não é bem assim, há para aí umas mil famílias, que não se podem queixar, pois cada vez, vêem aumentar mais o seu pecúlio, claro que são uma minoria muito minoritária (passe o pleonasmo), porque os restantes milhões de famílias, estão com a língua de fora.Claro que quando os dirigentes dum país, são estes que nos tem calhado, mais figuras de revistas cor-de-rosa do que outra coisa, que, possivelmente nem a casa deles sabem governar, tinha de dar no que deu.
Realmente andam todos "felizes" por terem "baixado" o défice (quem o baixou fomos nós, à custa do nosso cada vez maior empobrecimento e resta saber como, a Dra. Ferreira Leite "parece" que também o controlou à custa de uns negócios com um Banco estrangeiro, salvo erro, o City Bank, só não sei é como foi feito esse negócio, ficou certamente no segredo dos Deuses), mas não falam na dívida externa pública e privada que Portugal tem, nisso não se toca, é tabu.
Segundo consegui apurar, deve cada cidadão deste pobre país ao estrangeiro, qualquer coisa como para aí uns 22/25 mil dólares, cerca de 3 mil contos em moeda antiga, mas como só metade da população portuguesa é que trabalha (e cada vez menos), quer dizer que cada pagante real, deve para aí uns 6 mil contitos, como se vê uma "bagatela", se a média real dos ordenados andar aí pelos 2 mil contos por ano (uma boa parte nem lá se aproxima, mas sigamos as estatísticas), quer dizer que são três anitos a trabalhar para o boneco, e sem direito a comer vestir, calçar e ter onde dormir.
Claro que como isso não é possível, limitamo-nos a ir pagando os juros, que no ano de 2006, andaram aí pelos 4.400 milhões de Euros, uma "bagatela" aí uns 880 milhões de contos, em dinheiro antigo. Certamente com essa verba construíam-se muitos Estádios por esse país fora, mas era preferível construir Hospitais, Creches, melhores Escolas, mais apoio à terceira idade, etc., como se vê, podemos não ter onde cair mortos, mas fartamo-nos de pagar as continhas que estes políticos "iluminados", que nos tem calhado na rifa nos tem arranjado, ou por outras palavras: eles fazem a merda e quem a limpa somos nós.Mas já agora e já que tenho a fama de escrever "jornais", quero apresentar umas contas tiradas do Boletim do INE (Instituto Nacional de Estatística).
Aqui vão elas:
BOLETIM DO INE, Setembro de 2007
Importações e Exportações referentes ao mês de: JULHO DE 2007
Unidade: EURO(x1000)
Importações:
Da UE:
TOTAL GERAL: 3.663.454
Exportações
Para UETOTAL
GERAL: 2.512.807
Défice: -1.150.647_____________
Fora da UE:
Importações:
TOTAL GERAL: 1.104.714
Exportações:TOTAL GERAL: 846.217
Défice: -258.497_____________
Total de Importações: 4768.168
Total de Exportações: 3.359.024
Défice total:-1.409.144.000€ =-281, 828 milhões de contos
Taxa de cobertura: 70%FABULOSO!!!
Isto refere-se apenas a um mês, Julho neste caso, ou seja se multiplicarmos isto por 12 meses temos um défice externos só nas trocas comerciais de qualquer coisa como:16.909.728.000, quase 17 biliões de Euros ou em dinheiro antigo português, a bonita soma de: 3.381.945.000 contos, quase 4 biliões de contos, uma "coisita de nada" para os nosso políticos, claro como quem se lixa somos nós, eles e os amigalhaços ficam sempre na maior, nós é que ficamos feitos em pedaços.
Bom e como tu disseste, este é o valor oficial do INE, qual será a "realidade das realidades"???Agora o pessimismo vem destes estes políticos da treta arranjaram, não percebendo nada(ou não querendo), do que é o país real, só tem é feito asneiras atrás de asneiras.
Assim, começaram por permitir abrir imensas grandes superfície, sem antes se preocuparem a estudar se o País, ou seja a capacidade económica do cidadão português, tinha hipóteses de manter as centenas de milhares de pequenos comércios e esses mastodontes do comércio, ao mesmo tempo.
Claro que não, e o resultado aí está, são aos milhares as lojas que fecham, mas o problema não se fica "apenas" pelos pequenos comerciantes, é que, quem alimenta este pequeno e médio comércio, também são pequenas e médias empresas, sejam elas industriais, importadoras, agrícolas, comerciais, etc., ora estas ao ficarem sem os seus clientes e não tendo capacidade de fornecer aos grandes distribuidores, pura e simplesmente vão também por água abaixo.
Fizemos (fizeram eles), também a tremenda asneira, que foi a permissão da entrada livre de todos os produtos estrangeiros, que, concorrendo com industrias, portuguesas muitas delas decadentes, arrumaram com as mesmas.
Claro que com a porta aberta, vieram também os grandes distribuidores estrangeiros, bem como o pequeno comércio oriental, e o resultado está à vista, falências atrás de falências.
Por isso, haver tanta gente que não tem esperanças no futuro, pois muitos laboravam nessas pequenas e médias e até grandes empresas, e claro que isto a breve prazo, terá como consequência, também a afectação das tais superfícies gigantes, pois não conseguem sobreviver (pelo menos todas), com esta cada vez maior penúria dos portugueses.
Por outro lado, a atitude "humanitária" dos diversos governos (não merecem letra grande), de terem permitido a entrada de milhares e milhares de imigrantes clandestinamente (coitados, não deram por nada, não viram nada, andavam nas nuvens), que concorrem com os portugueses, contentando-se com salários mais baixos (e às vezes, até nem lhes pagam sequer), o que fez paralisar as reivindicações de melhores ordenados para os nossos concidadãos.
Se juntarmos a esta situação, o facto de milhões de portugueses se terem endividado e já terem esgotado os cartões de crédito, quer para pagar as dívidas correntes, quer para pagar outros cartões, chegamos à conclusão de que há muita pobreza camuflada e um dia destes, vai dar-se uma valente explosão.
Claro que aqui entra a nossa área, ou seja, houvesse um partido nacionalista a sério, com dirigentes capazes, mesmo que não fossem em quantidade, mas fossem em qualidade, e uma vez que não estão envolvidos nem tem ou tiveram responsabilidades no estado decadente do país, poderiam agora ter uma oportunidade de ouro para aparecerem como uma alternativa a este sistema caduco e putrificado, mas como andam com "birrinhas" uns com os outros e como a idade média mental (salvo honrosas excepções), não vai além dos 15/16 anos, vemos o movimento nacionalista todo esfrangalhado.
É pena, e começo a estar farto de aturar crianças, que já há muito, deviam ter largado os cueiros, mas parece sina do Nacionalismo em Portugal, ou hão-de ser "botas-de-elástico" ou "patetasalegres".Por fim, apenas esta curta reflexão: como é que estes governantes(?), com um país tão fantástico como nosso, com tantas possibilidades e com um Povo tão pouco reivindicativo, e relativamente ordeiro, conseguiram a proeza de o tansformar nesta tristeza, dá que pensar, mas os culpados somos nós todos, que fomos atrás das suas conversas da treta!Um abraço
LUSITANO

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