domingo, abril 27, 2008


OS JOVENS E A DEMOCRACIA



Segundo o “Diário de Notícias” os jovens tendem a alinhar-se ideologicamente mais à Direita que a generalidade da população, são os maiores apoiantes do referendo, votam com menos regularidade e tendem a ver outras formas de participação política como "mais eficazes" que o voto.
Estas são algumas das conclusões do estudo sobre "Os jovens e a política" realizado pela Universidade Católica e a que Cavaco Silva aludiu durante as comemorações do 25 de Abril.
Disponível no sítio da Presidência da República, o estudo revela que apenas 8,8% dos inquiridos se interessa muito pela política.
Com uma nuance por sexos, é superior o número de homens que responde ter "muito" ou "bastante" interesse. Do total de entrevistados, 61% mostra-se favorável a uma alteração do sistema eleitoral que permita votar mais pelos candidatos e menos pelos partidos

Este estudo só mostra uma coisa: não foram os jovens que se afastaram da política. Foi esta que se afastou deles.
Deles – dos jovens - e não só. A população em geral retribui pela mesma via: um desacreditar completo.

Este sistema baseado na partidarite e no compadrio político arrastou a Democracia para o beco do obscurantismo político.

Participar na politica apenas pelo voto de 4 em 4 anos ou ter de militar num partido para ir bater palmas nos comícios ou numas jantaradas é algo que a população, em geral, já rejeitou.
A ganância do tacho político levou este sistema a impor os partidos como a única via para a participação activa na política.

São estudos como o de cima que provam que a Democracia baseada na ditadura dos partidos está à beira do abismo político.
Hoje, política é sinónimo de tacho e de grupos de interesses.
Hoje, ninguém milita na política partidária pela defesa de causas. Hoje, já não existem causas.
Por isso:
- Hoje, já não existe Democracia na essência da palavra.
Não existe hoje nem nunca existiu durante os 34 anos da sua existência em Portugal.
Os políticos do poder nunca entenderam a Democracia como forma participativa popular. Entenderam-na, apenas, como um meio para atingirem os seus fins.
E aqui têm o resultado.
Manuel Abrantes


Nota Final.
Leia o leitor(a) o que diz o cabeçalho deste blogue. E já lá está desde o seu início há mais de dois anos.
MA

Comentários:
Análise certeira, meu caro Manuel Abrantes!
Partilho inteiramente o texto que assina.

Quando será que chega a Democracia a este regime pseudo-"democrático", que nos permita, finalmente, escolher livremente os mais capazes, e não sermos obrigados a votar em "packs" que nos são impostos...?!

Continuemos a luta por um Portugal verdadeiramente livre, dirigido por homens bons, sensatos, sábios - em vez dos oportunistas medíocres, néscios, trapalhões, ignorantes e anti-patriotas que se alcandoraram ao Poder!

Um abraço!
tiago menor
 
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