sábado, maio 17, 2008


OS ESPINHOS DA ROSA


Para Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal, não há margem para uma política de investimentos públicos.
Tudo isto porque o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, anunciou uma intensificação de investimento público através do QREN, após o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgar um retracção de 0,2% na economia durante os primeiros três meses do ano, em relação ao último trimestre do ano passado.

Contudo, o governador do Banco de Portugal em conferência de imprensa, foi claro: não aos investimentos públicos.
"É bom que não exista a tentação de fomentar despesa públicas", afirmou, avisando que uma "estratégia do tipo" de aumento do investimento público "não terá impacte significativo sobre a economia". E justifica: "- O investimento público pesa apenas 3,5% do PIB e qualquer aumento teria um impacte reduzido" mas, em contrapartida, complicará as contas do défice.
Depois de alertar que a economia europeia "pode piorar ainda mais", Constâncio deixou mais dois avisos, endereçados ao Executivo. O primeiro, diz, "seria bom que não haja demasiados entusiasmos com certas ideias de flexibilização de política orçamental" e alerta para a necessidade de não se criar "despesa pública demasiada rígida no futuro". Constâncio referia-se ao incremento de investimento público através de parcerias público-privadas ou de mecanismos de "utilização de créditos comerciais" por parte dos "executantes" de obras, bem como à tentação de uma baixa de impostos



Já nem os senhores da “maioria absoluta” conseguem esconder os tempos de crise que se avizinham.
Já não há mais buracos no cinto para se apertar. Mas – e como tudo leva a crer – os tempos vindouros serão muito piores do que os actuais.

Pois é…
Aqui está o exemplo da mundialização capitalistas, das politicas economicistas da União Europeia e de sistemas políticos que prometeram um “mar de rosas” para tudo e para todos.

Só se esqueceram (????) de dizer que as rosas têm espinhos.
Pois é…
Manuel Abrantes

Comentários:
Meu Caro
Abrantes,
Tudo isto não passa afinal daquilo que se está à espera há muito tempo.
Desde a 2ª G. M., que as emergência das "democracias" por "oposição" aos regimes totalitários, que então tinham sido derrotados (nem todos, Estaline continuava com a sua "democracia popular"), fez criar na maioria dos homens, a ilusão de que se iria abrir um Mundo de Felicidade, Prosperidade e de Esperança, "esqueceram-se" foi de dizer que o grande Capital que tinha estado por detrás dessas ditaduras tinha ficado incólume, que esse mesmo Capital tinha ligações ao Capital dos países vencedores, que durante a guerra sempre tiveram ligações mais ou menos secretas, ou seja quem realmente lucrou com a 2ª G. M., como aliás com todas as guerras, foram sempre os mesmos, os detentores do grande Capital, os "políticos" são apenas marionetas, que fazem mais ou menos o papel de espantalhos e de vendedores de banha-da-cobra, para intrujar os papalvos que ainda acreditam neles, e isto é válido para todas as cores e paladares, duma ponta à outra.
Claro que este grande Capital, precisa de guerras regulares para ainda se apoderar mais das riquezas do Mundo, e dessa forma consolidar cada vez mais o seu poder.
Ora o que estamos a assistir não é mais do que uma guerra, só que esta tomou o aspecto económico (por enquanto), pelo que assistimos na prática, aos mesmos efeitos que acontecem nas guerras reais, ou seja o Poder Económico a abocanhar cada vez mais até ás últimas migalhas, tudo o que puder.
Os resutados estão aí, um Dólar a caminhar em alta velocidade para o seu fim, o petróleo em consequência disso a aumentar para valores astronómicos e os resultados começam-s a ver, a Pobreza aumenta em todos os locais do Mundo, já não é só nos habituais nichos de pobreza, agora bate também aos "países ricos".
Claro que a Pobreza irá levar ao Desespero e este à Violência, lógicamente quem irá sofrer com isto???
Nós todos, quem havia de ser!!!??? Nós os gentios, nós os homens, mulheres e crianças que os poderosos tem a bondade de ainda irem deixando respirar, cada vez temos menos lugar neste Mundo, pois a tecnologia tem vindo a desenvolver métodos que nos substituem, logo nos estamos a tornar dispensáveis, e a maior Hipocrisia de todas, é esta "lenga-lenga" de nos impingem, dizendo que é preciso aumentar o nível demográfico dos Povos. É uma perfeita mentira, se voltarmos atrás 10, 20, 30 anos, verificamos que muitas das tarefas nessa altura feitas por homens, são hoje feitas por robôs, qual a necessidade então de aumentar a "produção" de seres humanos???
Esta pergunta para a qual só alguns terão a resposta, é deveras intrigante, claro que a treta que nos vem dizendo, que é necessário mais gente nova para assegurar a reforma dos mais velhos, é uma perfeita falácia, pois se cada dia que passa, vemos as fábricas e as empresas a substituirem pesssoas por máquinas, como será dentro de 20 ou 30 anos, certamente uma meia dúzia de pessoas chegarão para controlar uma fábrica que hoje ainda emprega muitas dezenas, quiçá, centenas de pessoas, que fazer às outras, tornar-nos-emos completamente descartáveis, "usa-se e deita-se fora"?
Continua no entanto a pergunta; mas para e porquê esta contínua conversa, da necessidade e mais crianças?
Depende da liberdade de imaginação de cada um, mas será que andarei muito longe, se disser, que esse "material" humano será necessário, para além de manter a continuidade da espécie, para ajudar a reparar possíveis "avarias" nos "eleitos"., naqueles que receberam a "dávida" de viverem?
Parece ficção científica, não parece? Mas muita da "ficção científica" de há umas décadas atrás, hoje são perfeitas realidades.
Será este, o futuro " Admirável Mundo Novo"?
Um abraço.

LUSITANO
 
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