sábado, junho 07, 2008


O PORTUGAL PORTUGUÊS


Começaram as festas, aqui, no Pinhal Novo. Mas, não é das festas que quero falar.
Com as ruas apinhadas de gente, ontem, passou o chamado cortejo etnográfico.
Os Ranchos Folclóricos da região – que, felizmente, são muitos e de boa saúde - desfilaram com os carros alegóricos. Desfilaram e dançaram nas ruas. È bonita esta etnografia da região do Pinhal Novo na medida em que mistura as tradições alentejanas com as ribatejanas.
È uma amalgama de culturas que deram origem a esta região e que tem por alcunha a região Caramela.
Aqui, somos todos caramelos e em caramelos nos transformamos quando “aterramos” nestas paragens como passarinhos sem ninho. Foi o que aconteceu comigo já há mais de vinte anos. E, hoje, nesta vila já devemos ser mais de 25 mil.

Mas voltemos aos Ranchos.
È sempre impressionante quando vemos gente de todas as idades dançarem nas ruas a cultura do nosso Povo.
Sim: dançarem a cultura !
No rodopiar dos corpos residem todas as tradições populares. Tradições e sentimentos. A tradição não está só nas vestes, está também no sorriso das moças e dos moços e no contágio rítmico que abraça novos e velhos.
È na cultura e tradições do nosso Povo que reside o que nos pode unir: O sentimento Nacionalista.
E digo-vos isto porque, e como sabem, esta região é dominada politicamente pela força comunistas e com maiorias absolutas. E, é de salientar, comunistas da linha mais ortodoxa.
Ora, ontem, quando estava a ver – e a sentir – o vibrar do povo à passagem do cortejo etnográfico um dos dirigentes comunistas cá do burgo colocou-me o braço por cima e disse-me: - È o nosso Povo - Manuel Abrantes!
- È lindo não é Manel?
E ali ficamos. Um comunista e um nacionalista (ambos com fortes convicções politicas) a sentir as emoções das nossas tradições.
Do Portugal Português!

Depois? Bem, como ambos vivemos nesta região com bons vinhos fomos comemorar os sentimentos – sim! Os sentimentos também se comemoram – com uma garrafinha do nosso melhor vinho.
- Só uma garrafinha ?
Não tenho emenda nenhuma, continuo a ser um grande mentiroso.
Bem!
Esta “coligação” comunista/nacionalista ( fascista como ele me chama) deu, hoje, numa enorme dor de cabeça e com a boca a saber a “papeis de música”.
Conclusão da história:
- Só o Portugal Português conseguiria unir, na paz e na concórdia, dois políticos com ideias tão distintas.
Distintas? Talvez não tanto como possa parecer…
Manuel Abrantes


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