sexta-feira, junho 20, 2008


PORTUGAL A EUROPA E O MUNDO

No site oficial do Movimento Pró-Pátria está a peça que a seguir se reproduz escrita pelo seu presidente Carlos Branco.
È algo extensa mas que vale a pena ler. Até porque define posições sobre as quais devemos – nós Nacionalistas – meditar.
MA


No meio Nacionalista existem inúmeras pessoas, que agarradas a conceitos ultrapassados ainda mantém o espírito do Império, o espírito do Portugal voltado de costas para a Europa, o Portugal do “orgulhosamente sós”, a última potência colonial, que numa guerra desigual e contra todos os vaticínios se mantinha vitoriosa no teatro de guerra, vindo a sucumbir pelo jogo político.
Não está em questão a queda do regime ditatorial e a implantação da democracia. Ninguém no seu perfeito juízo pensará que na Europa dos nossos dias poderia prevalecer uma ditadura. O que nunca chegaremos a saber, é se a Primavera Marcelista iria evoluir tranquilamente para um regime democrático como sucedeu na vizinha Espanha
Aqueles que falam contra a integração de Portugal na União Europeia, que advogam a sua saída e o regresso ao Escudo, fazem-no sem critérios de ordem prática, fazem-no movidos por impulso emocional.
Na economia globalizada que se instalou há mais de uma vintena de anos, as pequenas economias de pequenos países à escala mundial como Portugal seriam marginalizadas e esmagadas pelo poder dos blocos económicos. Hoje o poder económico e geopolítico tem por base os blocos económicos e como factor de peso a demografia. É indiscutível que esses blocos ditam o que se passa no mundo e o seu futuro, e para já há dois blocos/nação, os Estados Unidos e a China, e um bloco continental, a União Europeia. Fora deste conceito apenas se conseguem manter como economias saudáveis o Japão e a Coreia do Sul, principalmente pela filosofia de vida dos seus povos, altamente conservadores e com políticas proteccionistas.
A outra questão, o euro, que muitos nacionalistas queriam ver desaparecer trazendo de volta o Escudo, é uma falácia sem base racional. As pessoas esquecem-se que o fortalecimento do euro face ao dólar nos tem protegido parcialmente do aumento da cotação do crude, que é cotado em dólares e pagamos em euros amortecendo o seu impacto a todos os níveis. Esquecem-se igualmente que os nossos governos desvalorizavam periodicamente o Escudo para apoiar as nossas exportações, o que fazia disparar a inflação. O Escudo como moeda forte do Estado Novo, que valia duas pesetas não sobreviveu ao 25 de Abril. Seria especulativo traçar o panorama nacional fora da zona euro. Se Portugal não tivesse aderido à zona euro, provavelmente haveria gente a afirmar que essa não adesão era a causa de todos os males da nossa economia. E esquecem-se ainda que os milhares de milhões de euros canalizados para Portugal pelos fundos de coesão teriam sido suficientes para retirar Portugal da situação difícil em que está, tivesse esse dinheiro sido empregue na modernização das empresas em vez de ser consumido na satisfação das vaidades pessoais de empresários, leia-se “carros de luxo, casas de praia e de montanha, viagens de sonho, jogo e outros vícios”.
Somos ainda levados a crer, que mesmo nos investimentos do Estado, que desempenhou um papel louvável na revitalização da rede rodoviária e outras infra-estruturas, houve situações em que o favorecimento e as “cunhas” trouxeram “benefícios” aos protegidos do Sistema para além do que seria normal. Mas pelo menos neste item ficou obra feita para benefício da Nação.
Quanto aos poucos países que ainda não aderiram à UE, como por exemplo a Noruega, a Islândia e a Suíça, a verdade é que pertencem já ao Espaço Schengen e possuem extensos protocolos de parceria com a União Europeia.
O que importa a Portugal neste momento, não é abandonar a zona euro ou a União Europeia. Portugal tem de ser parceiro de corpo inteiro e manter uma posição mais reivindicativa.
Os Portugueses vão ficando anestesiados com pequenos “bónus”, como o “presidente da comissão” (Durão Barroso), a “presidência da EU”, que nos calhou por rotatividade, o famoso “tratado de Lisboa”, o “Europeu de futebol”, tudo isto “mãos cheias de nada”.
Com esta aparente “influência” que satisfaz o ego de políticos e de eleitores pobres de espírito, vamos perdendo quotas na produção agrícola, na produção de leite e nas pescas. E vemos ainda os países mais poderosos, como a França, a Alemanha e até a Espanha, a beneficiarem de protocolos comerciais internacionais em prejuízo de economias menos fortes, como a portuguesa. As indústrias têxteis e de calçado foram sacrificadas em favor das indústrias aeronáutica e automóvel nas negociações com a China. Mais recentemente, foi escandalosa a diminuição da ZEE dos Açores de 200 milhas para 100 milhas, numa clara cedência ao lóbi das pescas espanhol, que passou a poder predar numa área extremamente rica em pescado em volta daquele arquipélago, precisamente numa zona em que dado o sub aproveitamento da frota pesqueira dos Açores havia uma enorme riqueza em espécies e quantidade.
Na verdade, no mundo de hoje Portugal é apenas uma pequena Nação, ignorada por muitos, respeitada por outros, mas de influência quase nula.
Na União Europeia, Portugal é um país de dimensão média, com peso demográfico igual ao da Grécia, da Bélgica, da Hungria ou da República Checa. E Portugal tem mais população que a Áustria, a Suécia, a Dinamarca, a Noruega, a Finlândia ou a Irlanda. Mesmo em termos territoriais Portugal tem dimensões superiores a muitos. Temos pois o “peso” para sermos uma Nação interventiva e temos que o ser.

Nota final. A foto aqui publicada é que neste espaço todos têm nome e rosto.
O meu amigo e camarada Carlos Branco não se deve importar com isso.

Comentários:
... Um dos problemas mais difíceis de resolver dá-se ao nível da redistribuição de riquezas em que a falta de solidariedade cívica é descomunal. Aumenta o fosso entre ricos e pobres. Mesmo assim, os eurofederalistas encorajam o projecto de uma Constituição europeia federalista, sabendo que as novas formas de identidade nacional possuem carácter artificial, pois transformam os cidadãos em grupos fragmentados de indivíduos desenraizados. O objectivo declarado dos eurofederalistas é a promoção de novas constelações de poder e para isso apresentam com orgulho o universalismo igualitário e individualista como uma das maiores conquistas da Europa moderna. A Carta Europeia dos Direitos Fundamentais determina o direito de cada pessoa à sua integridade física e mental. Tem realmente um fim nobre, todavia assistimos a um aumento da criminalidade de toda a espécie e a uma impunidade crescente. Alguma coisa está a falhar. Perante a aceitação de algum falhanço do projecto inicial de união, advogam agora que melhor do que um rompimento ou um desmoronamento, será sempre preferível uma Europa a duas ou três velocidades.

A subsidariedade tem sido o princípio funcional que tem mantido vivo o projecto da união, mas, será sustentável? e até quando!? Razões não faltam para um esclarecedor debate entre federalistas e nacionalistas.

http://nacional-cristianismo.blogspot.com/2008/05/aps-o-flagelo-da-segunda-guerra-mundial.html
 
Ouvi dizer que o MPP, já não apoia a Susana Barbosa e o Partido da Liberdade, isso é verdade ??
 
Apesar de nacionalistas bem intencionados, em relação a UE/C.E.E, estão equivocados. A U.E e a NATO são a mesma organização, ao serviço dos ingleses e americanos. Por alguma razão os americanos tem bases militares nos paises da ue, e total controlo economico, politico e cultural. A UE é o primeiro passo para a criação de um governo mundial, sendo que expansão para uma nova "união do mediterraneo " liderada pelo fantoche sarkozy ja começou. A ue não defende os legítimos interessantes da europa ou dos seus povos.
 
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