terça-feira, julho 01, 2008


O BLÁ-BLÁ DESTA DEMOCRACIA

PALAVRAS E ACUSAÇÕES DE PAULO PORTAS MUITO OPORTUNAS E ACERTADAS.
MAS SÓ “PALAVRAS” NADA RESOLVE

O líder do CDS/PP, Paulo Portas, disse à Agência Lusa que o Governo "deve fazer um discurso de verdade e não o de fazer de conta que a crise não é o que é".
Para o líder centrista "o Governo insiste em não perceber a dimensão social deste período económico de incerteza e continua a tentar esconder os efeitos que a alta dos preços das matérias primas e dos combustíveis está a ter na vida das pessoas e das empresas",
Para Paulo Portas “é estranho que no preciso dia em que o barril de petróleo chega aos 142 dólares, o Governo se comprometa na Assembleia da República e discuta as Grandes Opções do Plano com uma previsão de que o preço do barril de petróleo se situe, em 2008, nos 115 dólares".

Portas relembra ainda que "a subida dos preços das matérias-primas e dos factores de produção, a falta de competitividade fiscal e o facto de as pessoas não conseguirem cobrar dívidas mas terem de pagar o IVA ao Estado, quando muitos ainda não o conseguiram receber do cliente, têm efeitos devastadores".

Em nota conclusiva o líder do CDS afirmou que "se as companhias petrolíferas mantêm a sua margem de lucro e o Estado arrecada mais impostos derivados do IVA sobre os combustíveis, significa que tudo cai em cima do consumidor e das PME's".

Estou de acordo com as afirmações e acusações do líder centrista. Na teoria estamos completamente de acordo.
Contudo, não nos esqueçamos que este líder e o seu partido já tiveram responsabilidades governativas e têm voz na Assembleia da República.
As politicas das oposições não se devem limitar ao blá-blá do mediatismo e, como único intuito, o período eleitoral que se avizinha.
Já chega de blá-blá político.
Manuel Abrantes

Comentários:
Percebo o seu desapontamento...e dai sua exclamacao de que ja chega de bla-bla-bla. Pois e Sr. Abrantes!?
Mas que mais pode o lider de um Partido com apenas 7% dos lugares na A.R. fazer que nao seja criticar o Governo?
Que fariam um PNR, um Partido da Liberdade ou qualquer outro partido pequeno com 3 % ou 4% dos lugares na A.R.
em situacao identica?
Creio que so bla-bla-bla !!!
Ficar silencioso dando a impressao de concordancia com a politica do Governo e que nhao se deve fazer? Olhe que quem cala consente, Sr. Abrantes !
Nem sequer com o suporte dos outros partidos em minoria (BE e PCP )Paulo Portas teria forca suficiente para alterar fosse o que fosse no programa do Governo.
E como nao pode contar com o suporte do PSD...nada feito, so bla-bla-bla, o que ja e alguma coisa pois pelo menos exprime discordancia em publico.
Do PSD, desse nada ha a esperar!
Formou com o PS uma especie de monopolio politico decalcado da moda U.S.A. em que apenas dois partidos, muito semelhantes mas que tentam apresentar-se como rivais -- nao sao, so durante o periodo eleitoral e para iludir o Povo e dar-lhes a impressao de que tem uma escolha a sua frente -- e tudo fazem para abafar e excluir opinioes contrarias ou ameacas a sua hegemonia quase ditatorial.
NUNCA o PSD iria contra o PS em assuntos "vitais" pois com o PS partilha das mesmas opinioes e solucoes. Se o PSD estivesse no poder faria exactamente o mesmo que o PS esta fazendo !
So partidos que nao tem nada a perder e que poem os interesses do Povo e da Patria em primeiro lugar podem ter a coragem e a liberdade -- porque geralmenbte nao estao amarrados a interesses e influencias globalistas --de tomar as MEDIDAS RADICAIS --revolucionarias mesmo -- que se impoem para resolver este bicudo problema da Enernergia, pela qual nao culpo as petroliferas mas sim a incompetencia dos Governos.
Infelizmente na pratica o CDS nao tem meios de alterar seja o que for no que respeita a Politca Energetica de Portugal ( se e que existe uma?). Aplaudamos Paulo Portas por ao menos vir a publico discordar do Governo e apontar solucoes, se bem que timidas.
So nao percebo porque nao advogou a SUSPENCAO DE TODAS AS TAXAS que o Governo impoe sobre a venda a Publico da gasolina e do gasoleo. Seria algo como que um "Feriado Temporario" ate que a situacao de crise se esvaisse um pouco mais.
O efeito imediato --embora fosse apenas um paliativo que nao resolveria a prazo os problemas energeticos de Portugal -- seria como que um balao de oxigenio para os orcamentos familiares e de milhares de pequenas empresas que podem vir a falir e desempregar milhares de pessoas se nao forem ajudadas.
Teimosamente seguir com restricoes orcamentais e taxando o consumo, sacrificando o Povo e empresas pequenas para cumprir com mandatos de Bruxelas e do FMI so demonstra o grau de servilismo do Governo de Portugal em relacao aqueles orgaos que nao querem saber para nada das dificuldades que o nosso Povo atravessa. Preocupam-se sim apenas com numeros, e nao passam de uns burocratas que nao veem nem caras nem coracoes !Mas a eles a crise nao os afecta pois ganham bem e recebem bonuses por vezes de montantes verdadeiramente obscenos.
Cumprimentos
Renato Nunes
Carolina do Sul, EUA
 
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