segunda-feira, agosto 04, 2008


URGE O GRITO DA MUDANÇA

Susana Barbosa, 1ª subcritora do Partido da Liberdade, escreveu um artigo no “Diário de Aveiro” que merece a nossa reflexão.



Após uma breve pausa, o regresso à escrita de opinião poderia visar inúmeros acontecimentos, mas de tudo o que foi girando por este Portugal, e diga-se que infelizmente muito pouco de bom, para além da nossa própria privilegiada natureza de sol e mar, o que mais nos deixou perplexos e em profunda reflexão, foram sem dúvida os graves incidentes ocorridos entre ciganos e africanos na zona da Quinta da Fonte, em Loures.


Na verdade, face a episódios como os que ali ocorreram, começa a já não haver lugar ao «politicamente correcto», e cremos que é tempo de agir em conformidade com a realidade, e não em função de políticas de facilitismo de suposta integração, que ao invés de evoluírem no nosso país com os erros constatados em outros países da União Europeia, mais não se limitam do que a copiar modelos gastos e ultrapassados de um «integracionismo» displicente, que apenas acumula mau estar e perigosidades tão inevitáveis, que jogam as vidas de milhares de cidadãos em autênticos «barris de pólvora» prestes a explodir a qualquer instante.


Importa agora desmontar para além da triste realidade em que as pessoas se encontram, os «interesses» que existem por detrás destas cortinas de miséria, e imputar responsabilidades a quem contribui para a formação desta marginalização, a fim de se encontrarem soluções sérias e controladoras destes fenómenos de degradação social.


Quem são então os culpados de todas estas marginalidades?


Não podemos de ânimo leve culpar apenas estas populações marginais, que declaradamente e de forma recorrente usufruem de rendimentos sociais de inserção, e pagam pelos seus T2 ou T3, quatro ou cinco euros mensais. Não nos podemos alhear da condição de que quem lhes atribuiu tais benefícios, tem em vista «milhares de votos» de norte a sul do país, e que os principais responsáveis pela atribuição destas «benesses» são os oportunistas e profissionais da política, que nas alturas certas bem sabem visitar estas desgraças humanas e sacar-lhes os votos necessários às suas reeleições, sem dó nem piedade para com todos os que ainda tentam pagar os seus impostos e os seus empréstimos a «preço de ouro», asfixiados num dia-a-dia sem perdões nem condescendências.



O «sistema» só poderá continuar a viver alheado dos problemas reais, se os portugueses continuarem a ser cúmplices desta falta de decência, determinando-se ao eterno e cómodo «silêncio».


Não é possível continuarmos a viver numa resignação tão grande aos poderes das «elites caviar», que permitamos que esses próprios poderes manipulem as misérias e as riquezas a seu modo convenientes, arrastando consigo um lamaçal de desintegrações, tráficos, crimes e prostituição, numa insegurança generalizada.


A negligência também pode ser crime, e pactuar com quem contribui para a nossa perda de dignidade e de identidade nacional, é contribuir para que mais do que assistir a um clima caótico de famílias endividadas e penhoradas, assistamos ainda pacificamente à penhora da nossa liberdade nacional.


Urge o grito da mudança exigível a cada português que ainda nutre amor por si próprio, e pela sua Pátria. Enquanto é tempo.

Comentários:
Só o Partido da Liberdade ( P.L.) pode mudar o rumo do nosso país.
 
Essa sra. tem de facto muita razão,mas trata-se de uma opinião pessoal(válida)como muitas outras (tambem válidas)de pessoas que se exprimem individualmente sobre toda uma serie de assuntos!INDIVIDUAL é aqui o termo,pois atribuir uma qualquer organização a essa pessoa é caricato senão ridiculo...conheço de perto o assunto e digo que menos de meia-duzia(3 é mais exacto) de pessoas está longe de constituir uma associação...muito menos um esboço de partido!!!Nem o actual PNR deveria ser considerado partido quanto mais um grupo que nem quorum tem para jogar á sueca...pfff
 
Sr anonimo
Eu também não concordo com muitas das posições do PNR (mais a a sua estrutura organica do que as suas posições )mas, daí, a não o considerar um partido vai um passo de gigante.
Discordo em absoluto de comunistas, socialistas e afins mas não deixo de os considerar como partidos.
Quem está a ser radical de extrema é o senhor(a).
MA
 
Bom o que a Sra. Susana Barbosa diz, toda a gente sabe, até aqueles que defendem o "politicamente correcto", o problema é como passar a mensagem dos blogues para o grande público, que não passa cartucho a estes "entretenimentos", e aqui é que a "porca torce o rabo", como quer Susana Barbosa passar essa mensagem, de porta-a-porta, de megafone nas praças públicas, como?
O Partido da Liberdade se já existe como tal, será conhecido quando muito de umas centenas e no melhor dos casos, por poucos mulhares de pessoas, quanto a militantes a sério também não deve ter muitos, pois este sector nacionalista ou próximo dele, está cada vez mais desprestigiado, assim, quem é que se vai "queimar" por estas causas???
O próprio PNR, muito mais antigo e com mais "pregaminhos", caiu práticamente no esquecimento, já pouco se fala nele, a não ser no caso dos skins, e nos blogues afectos ao nacionalismo, como quer a Sra. Barbosa levar a bom termo esta tarefa, ou fica-se pelos poucos que lêem os blogues?
Quando há uns tempos, eu escrevi nesta casa, que não deveria dizer publicamente, que ficava "contente" com determinada meta de votos (salvo erro 0,1%), caso fosse a eleições em 2009, ficou aborrecida por eu ter dito isso, mas como é que quer, que alguém alinhe no seu partido e passe a palavra, se, se contenta com tão pouco?
Esses valores não dão tachos, logo "não interessa" investir nesses partidos.
Isso revela alguma inexperiência política, apesar de revelar franqueza e até nobreza de carácter, mas quem disse que a franqueza e a nobrezas são uma "virtudes" políticas?
Pois pode a Sra. Susana Barbosa dizer carradas de verdades, se não a levarem a sério, nunca passará a "mensagem a Garcia".
Quem quer singrar na política, e ainda mais, quem queira denunciar a vileza em que este país está afogado, tem de utilizar a estratégia certa para ter êxito, e não estar a contestar quem lhe faz uma crítica construtiva e não tem interesse prejudicá-la.
Cumprimentos.

LUSITANO
 
Caro amigo,

Venho por este meio convidá-lo a conhecer o blog Feira de Antiguidades, onde encontrará certamente muitos artigos do seu interesse.

Obrigado
 
Ao cuidado do Sr. Anónimo

Peço-lhe um pouco de paciência, que, como sabe, é uma virtude. Espere um pouco, quiçá, mesmo muito pouco e, vai ver, ficará surpreendido com aquilo em que o grupo, que não conseguia começar uma partida de sueca, se transformou. Caricato? Ridículo? Quem disse?



Ao cuidado do Sr. Lusitano:

Aqui há tempos, em Abril deste ano, vim a terreiro, mais na defesa de uma ideia em que acredito, do que na da Dra. Susana Barbosa que, como então dizia, não precisa de quem a defenda.

Como o “tema” veio outra vez à baila, eis-me aqui, de novo.

Creia-me, Sr. Lusitano, que vale pouco o argumento, que esgrime, da exígua meta de votos. Não foi isso que a Dra. Susana Barbosa afirmou e, ela própria, já, muito claramente, aqui o disse. A Dra. Susana Barbosa não é pessoa que se aborreça com quem a critica construtivamente, mas não pode deixar que se deturpe o sentido daquilo que diz.

Não vou, pois, pegar no assunto, antes sim referir que não entendo muito bem – presumo que por incapacidade minha – a que estratégia se refere. Será o modo de passar a “mensagem”? A dificuldade em arranjar militantes a sério? Qual a estratégia certa para o êxito? O facto destes valores não darem tachos ser inexperiência política?

Queira ou não o Sr. Lusitano, é a prática que nos ensina. De teorias que falham está, penso eu, o mundo cheio. Vamos, portanto, tentando de uma e de outra maneira, errando e aprendendo com os erros, na certeza de que o trabalho e o esforço, mais tarde ou mais cedo, serão recompensados.

Se o PS e o PSD, na sequência do 25 de Abril, tiveram a vida facilitada no que, à militância, respeita, tal se deveu, não tenho dúvidas, à comezinha circunstância de que não faltava quem procurasse defender, o melhor possível, os seus interesses, tantas vezes mais do que mesquinhos. Valores, efectivos Valores, poucos os defendiam então, e menos, agora, os defendem. Porque, tal como diz – e muito bem - não dão “tachos”. E se, de vez em quando, alguém vai aparecendo – e ainda bem que vai aparecendo – que, também, os defende, quem assim procede só deve merecer louvores.

Mais não digo.

SUEVO
 
Caro SUEVO,

Não se iluda, hoje quem quer dar o pontapé de partida , a um Partido (passe a redundância), tem de apostar certo, não é por um sistema de tentativas que se vai lá, e quer queira ou não, e a não ser que a Sra. Susana Barbosa ,não tenha realmente falado nessa meta, e seja uma invenção dos orgãos de comunicação social ou de quem divulgou isso, ao contrário do que diz, isso teve e tem importância na concretização do êxito dum partido.
Durante muitos anos, estive de alguma frma ligado a o sector da publicidade, e uma vez um amigo disse-me uma frase (pela qual, peço desculpa antecipadamente), deste género "desde que bem publicitada, até merda se vende", percebe o que eu quero dizer, a política de hoje (e de sempre), não se compadece de amadorismos de pessoas que podem ser muito idealistas, muito honestas, muito sérias, mas também muito ingénuas, e essa frase é uma daquelas que é o contrário do que vem nos "livros" a respeito da tal publicidade enganosa, percebe o que eu quis dizer?
Tnho conhecido algumas pessoas, que também querem "criar" partidos, mas falta-lhes precisamente esse "traquejo", e a coisa não vai lá só com boas vontades e idealismos, ou pensa que os partidos do sistema andam a reboque de amadores?
Quanto aos projectos personalistas, isso já está fora de moda, antigamente foi possível erigir partidos à volta dum nome, como foi o caso de Álvaro Cunhal ou Mário Soares, hoje tal não é possível, pois o "marketing" político é feito da mesma maneira como se vende um sabonete, diz-se aquilo que os totós gostam de ouvir, claro que depois de alcançarem o poleiro estão-se nas tintas.
Quanto a estratégias, meu caro SUEVO, nunca como hoje, com os problemas do dia-a-dia que os pportugueses enfrentam, quem souber acertam na mouche, tem grandes possibilidades de alcançar alguma coisa, agora se não for à primeira, não só encontra mais "concorrência" que se quer iniciar, como dá tempo aos partidos do sistema, de eliminarem os caloiros, ou pensa que andam a brincar aos políticos?

LUSITANO
 
Meu Caro Lusitano:

Tomo a liberdade de responder ao seu último comentário, mas não pretendendo alimentar polémicas, não voltarei, de novo, a este assunto.

Traz-me aqui uma tentativa mais de desfazer o equívoco à volta da, sempre referida, frase da Dra. Susana Barbosa que tem sido interpretada como indicativa de objectivo eleitoral do Partido da Liberdade. Definitivamente, o que a Dra. Susana Barbosa disse, foi: “Começamos do zero, se tivermos 0,1% dos votos já é crescer” (blog “arestália” em 11/02/08). Não se objectivou coisa nenhuma. Ofenderia, com certeza, o meu Caro Lusitano se acreditasse que é isso que conclui daquela afirmação.

Posto isto, e quanto ao restante, na generalidade, concordo consigo. Sobretudo quando afirma que a política de hoje é tudo menos amadora. À vista desarmada se vê que os partidos não passam de empresas, com militantes profissionais, bem pagos, ansiosos pela ocupação dos muitos e periodicamente disponíveis lugares na Administração. E, então, as Autarquias? Não são elas, na prática, bem oleadas empresas, que todos nós sustentamos e que têm dois objectivos essenciais: fazerem-se pagar por aquilo que nos impõem e fazerem-se pagar, por aquilo que nos proíbem? Exactamente o oposto daquilo para que existem, isto é, gerir o que é comum no interesse de todos. Mas não! Autarca que se preze quer é mostrar obra que se veja, nem que seja inútil, inestética, pirosa... Geralmente com a interessada colaboração da construção civil, hábil em obter favores e a distribuir prendas.

Sucede, apenas, que eu acredito – santa ingenuidade – que há, ainda, neste País pessoas para quem a Honra, a Dignidade, a Honestidade, a Palavra, entre outros, são Valores que pairam muito acima de todas as torpezas que o vil metal sempre arrasta consigo. E porque acredito, colaboro com o Partido da Liberdade enquanto ele for bastião de Valores, mesmo à míngua de profissionalismo, de “marketing”, de consultadorias de imagem, de mediatismo. Em luta, quiçá inglória nos dias de hoje, mas vencedora, não tenho dúvidas, no futuro.

Respeitosos cumprimentos.

SUEVO
 
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