domingo, novembro 30, 2008


AS AGRESSÕES A PROFESSORES



Uma professora da Escola EB 2,3 de Jovim, Gondomar, foi, na semana passada, agredida a murro, estalada e pontapé por um aluno de 16 anos, tendo recebido tratamento hospitalar, disse à Lusa fonte da GNR.A agressão terá ocorrido em retaliação por a professora o ter levado à presença do Conselho Executivo, por alegado comportamento incorrecto. A docente foi assistida no Hospital de São João, no Porto, com lesões numa perna e num olho.Em declarações à televisão regional Porto Canal, a docente, que exerce há 28 anos, contou que chamou a atenção do aluno quando este se encontrava no perímetro escolar a proferir palavrões. "Chamei-o à atenção e ele insultou-me. A partir daí, disse que teria que ir comigo ao Conselho Executivo (CE). Ele resistiu e acabou por ir, enquanto eu fui dar a minha aula", afirmou. "Finda a aula, e ao passar junto à porta de acesso à sala do CE, ele viu-me, começou a correr para mim desenfreado e agrediu-me com murros, estalos e pontapés, além de me partir os óculos", acrescentou.

Histórias como esta repetem-se dia após dia. O problema não reside apenas nos alunos. O problema reside no sistema de educação que, desde há mais de trinta anos, está implantado no nosso sistema de Ensino.
Os alunos não têm respeito pelos professores nem pela Escola que frequentam. Os professores não sabem – ou não podem – impor esse mesmo respeito.
As “amplas liberdades” incutiram no ensino uma panóplia de direitos aos alunos, “esquecendo-se” de impor, simultaneamente, uma outra panóplia de deveres.

Direitos, direitos e mais direitos. Deveres, não existem. Para os jovens de hoje só existem direitos. Os deveres de respeito passaram para as calendas gregas.
Temos uma juventude de irresponsabilidade.

Mas, os pais não estão longe de culpas. Assistimos, quase diariamente, a manifestações dos pais contra o funcionamento das escolas.
Não os vemos protestar contra os métodos de ensino. Assistimos, sim, a protestos pela falta de funcionários ou pelas más instalações.
Para a maioria dos pais de hoje as escolas não passam de locais onde se deixa os filhos para que não andem ao abandono durante o dia.

E, para a classe dos professores, o mais importante é o famigerado sistema de avaliações. A metodologia de ensino e a formação moral do aluno não interessa.
O incutir do respeito, da moral, da disciplina e o ministrar dos princípios da honradez são coisas do passado. E quem defenda este princípios não passa de um “fascista”.

Para os governos não interessa que a nossa juventude tenha formação moral, de respeito e se preparem para a vida. O que interessa são as estatísticas para mostrar aos patrões de Bruxelas que temos uma juventude com o 9º ou 12º ano de ensino.
Isto, mesmo que não saibam nada de nada. O que interessa é ter o canudo e contar para as estatísticas.
Pronto!
È o ensino que temos. E viva o “homem novo”
Manuel Abrantes

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