domingo, dezembro 14, 2008

PARA REFLEXÃO….

Após um curto interregno por motivos estritamente profissionais, gostaria de vos apresentar algo para reflectir.

Muito se fala na crise financeira e no endividamento das famílias. Contudo, também os há que acusam essas mesmas famílias de despesismo e, até, da falta de poupanças.

Bem! Vou dar um exemplo de uma família que pelos rótulos sociais até ganha razoavelmente e que deveria viver sem problemas financeiros. Uma família da intitulada classe média

Um casal com um filho. Ele com um vencimento de 800 euros e ela outros 800.
O casal recebe 1600 euros mensais. Depois dos descontos trazem para casa 1.200 euros.
Pagam 500 euros mensais pela compra da casa. Um valor médio aos preços actuais.
Então, ficam com 700 euros para o mês.
Considerando que este casal é um sortudo, o carrito foi-lhe oferecido e, por isso, não têm essa despensa.

Dos 700 euros que tem para o mês gastam 100 com a creche do filho. Ficam 600 euros. Como são poupadinhos gastam 200 euros com àgua, luz, gás e condomínio. Resta-lhe 400 euros.
Mas para trabalharem terão de se deslocar e de almoçarem nos locais de trabalho. Vamos dar apenas 100 euros mensais para cada um. Ou seja: 200 euros.

Bem! Restam-lhes, na melhor das hipóteses, 200 euros para o mês. È com este dinheiro que têm de se alimentar, calçar e vestir. O casal e o filho.

Então este casal da classe média portuguesa vive no limiar da pobreza. Não atinge os 10 dólares dia (valor estipulado internacionalmente para este facto).

Este casal/exemplo para se alimentar condignamente ou tem que os ajude ou não lhe resta outra saída que não seja recorrer ao Banco Alimentar Contra a Fome.
E estamos a “falar” de um casal, ambos empregados, apenas com um filho e, ambos, com vencimentos acima da média Nacional.
Pensem nisto …

Ah! Esqueci-me de uma coisita: - O carrito nunca avaria nem necessita de manutenção e trabalha a àgua da torneira.

Manuel Abrantes


Comentários:
Abrantes, esses são os "novos pobres". Os pobres já não são apenas os indigentes, desempregados, drogados, etc. Agora também são as famílias "normais".

Reflectindo, e visto que muito dificilmente ganharei mais do que esses 800 euros por mês, resta-me resignar-me a não sair de casa dos paizinhos, a não casar, e muito menos a ter filhos, ou então a tentar a sorte fora deste Portugal (o que também não é fácil).
 
SOLUCAO PARA ESSE CASAL:
1. Tentar arranjar emprego no sector privado onde paguem mais que 1600 por mes.
2. Um deles ou os dois imigrar para pais onde possam encontar trabalho e ganhar mais. Dentro da U.E. deve ser facil.
3. Filiar-se num partido politico que tenha peso na Governacao do pais e puxando pelos habituais cordelinhos tentar conseguir emprego publico.
Se nada resultar ir pedir esmola nas horas vagas.
Que mais se podera sugerir sabendo de antemao que existem poucas solucoes para o problema ?
Nem os Sabios que governam Portugal conseguem arranja-las ?!
Renato Nunes
Carolina do Sul, EUA
 
Renato Nunes
1600 euros no privado???
Olhe meu amigo,no Portugal de hoje e nas privadas é o seguinte:
500/600/700 euros na produção e mais de 3000/4000/5000 mna gestão.
È assim...
MA
 
temos que contar que não são trabalhadores a recibo verde e não receberam uma coima de 248 euros cada.

Eu estou em choque. Eu e minha mulher temos 496 euros para pagar. O PS é FASCISTA! BANDIDOS!

in PUBLICO
A Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) está a exigir a cerca de 200 mil contribuintes a recibos verdes que paguem multas e custas processuais pela não entrega em 2006 e 2007 de uma declaração a que estavam obrigados. Por cada ano, o fisco está a aplicar coimas de 100 euros a que acrescem 24 euros de custas processuais.

No total, são exigidos 248 euros a cada contribuinte que, caso venham a ser pagos dentro do prazo estabelecido pelas Finanças, permitirão uma receita de 49,6 milhões de euros para o Estado. Se os contribuintes pretenderem contestar, e não lhes for dada razão, ainda poderão ter de pagar uma coima mais elevada.

A declaração em falta é um anexo da informação contabilística e fiscal cuja obrigação de entrega à DGCI existe desde o ano 2000, mas que, desde 2006, está integrado na Informação Empresarial Simplificada (IES). A criação das IES em 2007, com efeitos a partir de 2006, foi apresentada como uma medida de simplificação para as empresas que, até então, tinham de entregar documentação a quatro entidades públicas diferentes: o depósito das contas anuais e correspondente registo, em papel, junto das conservatórias do registo comercial; a declaração anual de informação contabilística e fiscal à DGCI; a informação anual de natureza contabilística ao INE; e a entrega de informação relativa a dados contabilísticos anuais para fins estatísticos ao Banco de Portugal.

Simplificar e cruzar

Em 2007, estas obrigações desapareceram e apenas passou a ser necessário entregar a IES à DGCI e por via electrónica na página www.e-financas.gov.pt até ao final do mês de Junho de cada ano. Acontece que esta simplificação também veio permitir à administração fiscal cruzar a informação de quem passa recibos verdes e, segundo o Código do IVA, está obrigado a "entregar uma declaração de informação contabilística e fiscal". E foi isso que, este ano, aconteceu.

Perante as coimas que estão a ser aplicadas, o Ministério das Finanças esclarece que a obrigação declarativa que originou as presentes coimas "consta dos Códigos de IRS, IRC e do IVA não existindo qualquer necessidade de notificação para efeitos do seu cumprimento, dado resultar directamente da lei, pelo que, de um modo geral, todos os contribuintes que exercem diversas actividades empresariais ou de prestação de serviços, para além das entrega das declarações de rendimentos e da declaração periódica de IVA, têm de entregar até ao final do mês de Junho a referida declaração anual com informação contabilística e fiscal, constituída por diversos anexos económicos, nomeadamente por estarem registados no regime normal de tributação (periodicidade mensal ou trimestral) ou em regimes especiais de IVA, incorrendo no pagamento de coima desde que não façam a entrega no período estabelecido".

Assim, detectados os casos em falta, foram "instaurados cerca de 200 mil processos de contra-ordenação relativos à falta de entrega da Declaração de IES dos anos de 2006 e 2007". No âmbito deste procedimento, prosseguem as Finanças, "os contribuintes estão a ser notificados para, no prazo de 10 dias, efectuarem o pagamento antecipado da coima ou apresentarem defesa; se pagarem dentro do prazo de 10 dias após a consumação da notificação (data de entrega), os contribuintes beneficiam da redução da coima para um valor igual ao mínimo legal da coima (100 euros) e da redução a metade das custas processuais (24 euros); caso decidam apresentar defesa, esta será apreciada pelo chefe de Finanças competente, e se esta for indeferida será aplicada a coima sem reduções".

Assim, quem não pagar dentro do prazo estabelecido, em vez dos 124 euros por cada ano, poderá ter de pagar, só de coima, um montante que pode chegar aos 2500 euros uma vez que o Regime Geral de Infracções Tributárias (RGIT) prevê no seu artigo 116º que "a falta de declarações que para efeitos fiscais (...) é punível com coima de 100 a 2500 euros".
 
Amigo e Senhor Abrantes:

E verdade que estou distante e a ultima vez que estive em Portugal foi ha 5 anos atras.
Mas leio e vejo diariamente noticiarios, entrevistas e informacoes em Blogs, Websites e em directo -por satelite - a RTPi, SIC e SIC Noticias.
Portanto nao estou desfasado da realidade portuguesa embora, felizmente, nao a sinta na pele.
Mas tudo me leva a crer que ha uma enorme passividade no povo portugues que e dificil explicar.
Como e possivel que com as coisas no estado que estao ainda se acredite tanto no Partido Socialista e na sua propaganda ?
Sera que eles conseguiram hipnotizar as massas ou sera que estas sao acefalas ?
Ha uns tempos atras vi um comicio em Guimaraes onde o Socrates apareceu...eram milhares a aplaudir e a dar Vivas !
Fiquei pasmado !

Por isso eu creio que em 2009 e apesar de todos os males por que Portugal esta passando o nosso povo vai de novo dar-lhes maioria!
Estupidez? Carneirice ?
E qual e a alternativa ?
Um P.S.D. que nao passa de ser um P.S. 'light'e que o suporta ?
No campo Nacionalista tinhamos um P.N.R. que nos deu alguma esperanca mas cujas redeas foram tomadas por um grupelho Neo-Nazi que estragou o futuro do P.N.R. com a sua postura e modo de actuar.
Temos agora um P.N.P. a dar os primeiros passos e a tentar prencher o vacuo que ha decadas existe a direita do centro.
Espero que sejam bem sucedidos e nao percam o rumo pelo caminho degenerando em mais um agrupamento xenofobo e racista em vez de verdadeiramente Nacionalista Lusitano.
Tenho fe que o P.N.P. nao seguira por tal caminho e ira atingir seus golos. Conheco alguns dos seus fundadores e sao boa gente. Gente honesta que quer o bem para Portugal.
Aproveito para lhe enviar votos de umas BOAS FESTAS extensivos a sua familia.
Renato Nunes
Carolina do Sul, EUA
Felizmente que parece
 
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