domingo, fevereiro 15, 2009


CONVERSA EM FAMÍLIA

A legalização do Partido da Liberdade e a peça da sua 1ª signatária, Drª Susana Barbosa, publicada no “Diário de Aveiro”, foram deixadas aqui propositadamente, durante uma semana, para poder retirar ilações aos comentários publicados.
E, a primeira, e única ilação que retirei reside que a “família Nacionalista” não existe como tal. Somos uma espécie de família completamente, desavinda.
Continuamos agarrados a “pintelhices” sem sentido e temos como única politica o combate entre nós mesmos.
Assim, e como Nacionalistas, duvido que vamos a algum lado.
È que a História nunca nos irá condenar. Salve-nos isso. E sabem porquê ?
-Porque, a continuar assim, nunca iremos fazer parte dela.
Não se pode condenar o que não existe.
Percebem ?

Bem! Retiremo-nos este tema
O meu objectivo nesta peça é um grito de alerta para todos os dirigentes Nacionalista.
E, o meu primeiro grito de alerta reside em que nenhuma organização política tem o direito de reservar, para si, o verdadeiro sentido do pensamento nacionalista. Ninguém é detentor da verdade absoluta.
Há dez milhões de portugueses. Ninguém tem o direito de afirmar que é mais português do que o outro.
È certo que entre nós – Nacionalistas – há diversas correntes de opinião. Contudo, o que diverge também converge. Depende do ângulo que estivermos a observar.
Vamos ter um ano de eleições. E, todos, necessitamos de todos.
Não existe, actualmente, nenhuma organização Nacionalista que, para ter sucesso eleitoral, não necessite do apoio de todos os que se identificam com estes princípios e, muito especialmente, dos que não estão muito longe deles. Refiro-me, neste último caso, aos eleitores da chamada Direita.
Com capelinhas politicas nunca passamos disso mesmo: de meras capelinhas e grupinhos de amigos e conhecidos.

É certo que muita coisa nos separa. Contudo, o dever para com a Nação – se é que somos, verdadeiramente, Nacionalistas - obriga-nos a encontrar os nossos pontos convergentes e, nessa base, estabelecermos alianças pontuais e discussão aberta.

Não advoguemos que, para ser Nacionalista, tem de se defender filosofias políticas do passado. Temos de respeitar o passado –isso sim! – concordemos ou não com ele.
Eu sou republicano mas nutro respeito pelos monárquicos e tenho muito orgulho na historia monárquica portuguesa.
Eu sou um admirador de Salazar mas não advogo, nos dias de hoje, nenhum regime de partido único para Portugal. O que não quer dizer que não reconheça pertinência no regime que criou em 1933 (Constituição Politica da Republica).
Eu sou Nacionalista e luto por uma Democracia onde os valores da Nação sejam colocados em primeiro plano.
Não deixo de ser (nem mais nem menos) Nacionalista, por isso.
Manuel Abrantes

Comentários:
Abrantes, o que é que a democracia deu a Portugal? Quer a Primeira quer a Terceira Repúblicas mostraram A QUEM TEM OLHOS PARA VER a verdadeira face do parlamentarismo. Corrupção generalizada, tráfico de influências epidémico, proliferação de pequenas oligarquias criminosas e desonra nacional. A democracia representa o MODELO RAPOSA, no qual o Estado é constituído por meros funcionários (burocratas) e onde o poder está na matreirice dos políticos de carreira. Não adianta dizer que "esta" democracia está mal ou que é insuficiente. Portugal vive uma democracia plena e José Sócrates é, sem dúvida, um grande democrata. A democracia é assim mesmo. Tentar melhorá-la faz tanto sentido como deitar perfume num monte de estrume.
Quem realmente ama a Verdade prefere o MODELO LEÃO, um Estado Solar, com uma oligarquia que assume as suas responsabilidades, que assume o poder sem complexos de culpa e que combate o Inimigo Público sem máscaras.

Dux Bellorum
 
E obvio que existe desuniao entre os Nacionalistas tal como existe desuniao entre as Esquerdas.

Nao vejo nisso grande problema desde que os partidos Nacionalistas nao hesitem em colaborar no sentido de proteger e alcancar os seus objectivos principais que na minha opiniao seria o dar um cunho mais Nacionalista e menos Internacionalista a politica seguida por Portugal desde que pela mao dos Socialistas entrou na U.E..

Desde ebtao e seguindo sem discutir as ordens emanadas de Bruxelas os Governos em Portugal tem adoptado Agendas politicas e sociais que conduzem claramente a desnacionalizacao do povo e desprezantes de tudo o que e genuinamente portugues.
Nenhuns beneficios vieram da adopcao de tais Agendas mas os Socialistas continuam a insistir nelas.
A optica deles e esta...
se e portugues nao presta !
Tudo o que vem de fora e melhor !

O Nacionalismo e um movimento que na verdade nao tem de adoptar uma ideologia. Pode ser um movimento que tenta salvar valores morais, eticos e historicos sem ser demasiado ideologico.

O Nacionalsimo tende por natureza a ser um movimento conservador tal como o povo portugues, que por natureza e tradicao, sao conservadores e como tal tendem a inclinar-se para a direita, mas nem todos.
Ha Nacionalistas que se inclinam claramente para ideologias de esquerda, especialmente aqueles que escolheram seguir ideologias importadas, como o Nacional-Socialismo, um esquerdismo talhado a foice para servir certo tipo de nacionalismo duro, barbarico, talvez proprio para Teutonico que tendem a seguir cegamente o Chefe . Tal nunca poderia bem servir Portugal e ainda esta bem claro na mente da amioria das pessoas qual foi o resultado que tal Nacionalsimo trouxe para a Alemanha!.

Todavia nada impede -- ate e bom que o facam -- que os lideres dos diferentes movimentos Nacionalistas de Portugal se encontrem periodicamente e acordem numa estrategia de implicque o COLABORAR no suporte a dar a candidatos Nacionalistas a posicoes na A.R. ou em Estrasburgo.
Fora disso podem continuar com as suas rivalidades e a competir entre eles. E saudavel e ajuda a conter possiveis excessos ideologicos.

E obvio que Portugal nao ira jamais deixar de ser uma Democracia -- nem sair da U.E. -- e mesmo aquelas ideologias que tendem para o anti-tudo e para o absolutismo Governativo terao de aprender a viver nela.
Creio que o Povo portugues embora tenha uma apetencia para governos liderados por Homens Fortes -- veem neles mais honestidade e disciplina -- nao quer voltar a ditaduras, nem de esquerda, nem de direita.
 
Dux.
Meu amigo ( e nem sequer o conheço pessoalmente).

Assente os pés na terra.
Sejamos realistas.
MA
 
Dux.
Meu amigo ( e nem sequer o conheço pessoalmente).

Assente os pés na terra.
Sejamos realistas.
MA
 
O QUE ACRESCENTAR AQUI, ALÉM DO QUE JÁ DISSE MANUEL ABRANTES?

ELE DISSE EM POUCAS PALAVRAS O QUE SE PASSA ENTRE OS NACIONALISTAS EM PORTUGAL. RIVALIDADES, DIFAMAÇÕES, O "DISSE QUE DISSE"......

NESTAS LEGISLATIVAS OS NACIONALISTAS MAIS UMA VEZ NÃO IRÃO A LADO NENHUM. MAS NAS PRÓXIMAS HÁ UMA GRANDE ESPECTATIVA, PENA É QUE SÃO QUATRO ANOS, MAS VAI AJUDAR MUITO OS NOVOS PARTIDOS MACIONALISTAS GENUINAMENTE INTERESSADOS POR PORTUGAL, A SE FIRMAREM E JUNTO DAS POPULAÇÕES MOSTRAREM QUEM REALMENTE SÃO.......

É JUNTO DAS POPULAÇÕES............É AÍ QUE ESTÁ A RESPOSTA. GENTE DO POVO QUE QUEREM SABER O QUE VÃO DAR DE COMER AOS SEUS FILHOS AMANHÃ.
GENTE QUE, COMO EM AVEIRO EM QUE 30 % DA POPULAÇÃO ESTÁ DESEMPREGADA, QUEREM SABER COMO VAI SER...........

AS RIVALIDADES E OS BLOGUES PARA ELES NÃO LHES DIZEM NADA, MAS SIM O FUTURO DELS,E DOS SEUS FILHOS.

DE MOMENTO NÃO SE V~E UM ÚNICO PARTIDO QUE APRESENTE UM PROGRAMA VIÁVEL PARA PELO MENOS IVITAR A FOME QUE POR AÍ VEM.

FALAM-SE EM INJECTAR MILHÕES DE EUROS POR TODO O LADO, QUANDO HÁ POUCO TEMPO FECHAVAM CENTROS DE SAÚDE POR NÃO TEREM DINHEIRO, SENDO ESTE APENAS UM EXEMPLO...........OS MILHÕES ACABARÃO A CE PARARA´E DEPOIS?


PNP
 
Abrantes
O meu amigo (que não conheço pessoalmente) é que parece não ter os pés na terra. Primeiro, faz o 25 de Abril. Depois, já gosta do Salazar. E agora quer um nacionalismo democrático?
Tenho todo o respeito pela sua opinião, como pela dos demais visitantes deste blogue. Mas parece que os "nacionalistas democráticos" querem manter o Estado como está e ir moralizando a sociedade. Não há nada pior do que tentar moralizar a sociedade. É como procurar convencer um grupo de ovelhas a seguir no "bom caminho".
Acha que faz sentido perguntar a uma ovelha o que é melhor para ela? Um rebanho só sobrevive se for conduzido por um pastor sábio e com pulso forte.
 
Sr (a) anonimo
Por ter os pés bem assentes na terra é que me revoltei contra o sistema anterior.
sEmpre fui um admirador e critico de Salazar.
Sempre fui!
~
O meu amigo(a) tem a consciência do que é um regime de partido ùnico ?
Tem ?
Já sentiu na pele o que é um regime de partido ùnico ?
Já?
Deixe-se de tretas

Manuel Abrantes
 
Vão discutindo democracia, e Portugal afunda-se.

A manta já não aguenta mais.
Com a revolução de Abril pretendeu-se tecer uma manta legislativa que cobrisse e garantisse ao povo portugues um clima de justiça, com direitos, e oportunidades iguais para todos. foi por isso que o povo veio para a rua, crédulo, ingénuo como sempre, mas feliz, na esperança de que esse sonho fosse uma realidade. Passados trinta e quatro anos o que é que vemos? Uma manta coberta de remendos e buracos enormes por onde furam e se governam os "espertos" , especialemnte os políticos, e seus aliados.
Temos milhares de políticos, gestores administradores de empresas a ganharem vencimentos escandalosos, , alguns com 4 e 5 reformas chorudas, e outros dos nossos conterraneos a passar fome, e no entanto este senhor vem aqui discutir democracia e o "diz que não diz". é assim a nossa triste situação entre os nacionsltas e patriotas... todos falam mas não apresentam um projecto credível para Portugal, mas é que nem um sequer, já para não falar nos partidos políticos na Assembleia da Republica.Esses, há muito que perderam a esperança para este País, e o que t~em é retórica sem fundamentos...........

PNP
 
será tão dificil de entender,que podemos ser contra a globalização, contra os vários impérios ( económicos- culturais) amar a nossa Nação/Pátria/Municipio e defendermos ao mesmo tempo, valores de representação parlamentar, e de respeito pelo nosso semelhante?

E também posso estar redondamente enganada, mas quando se fala em "nacionalismo moderado" é só uma força de expressão para negar os totalitarismo do III Reich. .......para evitar confusões

Se querem continuar a brincar à guerra, alistem-se nas Forças Armadas e larguem a playstation e a "second life"
 
Carla:
Em poucas palavras, disse tudo.
MA
 
O autor deste blogue decidiu chamá-lo "Estado Novo". Ninguém o obrigou a usar o nome de um regime INERENTEMENTE ANTI-DEMOCRÁTICO.
Não sei se esse tal "nacionalismo moderado" permite que se brinque com as palavras, mas se aqui ainda há alguém com respeito por Salazar faça o favor de não o misturar com o discurso libertário do 25 de Abril.
"Contra os impérios"? "valores de representação parlamentar"?
Então o Manuel Abrantes queria ressuscitar a Constituição de 1933, fundindo-a com as ladainhas esquerdistas da Oposição? Não me diga que resolveu inventar o "salazarismo de esquerda".
Já agora, gostava de saber porque é que resolveu chamar "Estado Novo" a este blogue.

Dux Bellorum

P.S: Se o golpe de 1974, no qual participou, tivesse fracassado... O que lhe teria acontecido, Abrantes? (Eu sei, porque tenho amigos que foram da DGS)
 
A Carla merece um prémio.


PNP
 
Dux:
Eu sei que você adora “tocar” nessa do golpe do 25 de Abril.
Sou um dos militares que apoiou o 25 do Abril”. Sou sim senhor!
Só que apoiei o “25 de Abril” e não o “26 de Abril”. Por isso mesmo não tive outra alternativa que não fosse o ter de “despir a farda” e regressar à vida civil. Isto, depois da tomada do poder pelas forças extremistas revolucionárias. E, como eu, houve centenas de militares nas mesmas condições.
Se pudesse voltar atrás: - FARIA EXACTAMENTE O MESMO !!!

Deixe-me relembra-lo que a “Evolução na Continuidade” do Prof. Marcelo de Caetano apontava para uma abertura no regime à via Democrática.
A Constituição da República Portuguesa não teria de sofrer, por esse facto, grandes ou nenhumas alterações. Leia-a, estude-a e verifique que é mais liberal e Democrática que a que implantaram em 1975.
O que tínhamos de salvaguardar era a questão das Províncias Ultramarinas e, muito especialmente, as pessoas e os povos que lá viviam.
As Províncias Ultramarinas tinham o direito à autodeterminação e à consequente independência total.
A situação, conforme estava, era insustentável.
Mas os revolucionários do “26 de Abril” assim não o entenderam.

Outra questão:
-Respeitar Salazar não obriga a idolatra-lo nem a ter de concordar com todas as suas medidas e caminhos políticos por si escolhidos.
Respeitar Salazar é saber analisar o seu regime no espaço e no tempo.
Afinal, foi isso que ele nos ensinou.

A questão deste blogue ter como titulo “Estado Novo”.
Costumo dizer a brincar que só lhe chamei “Estado Novo” porque “Novo Estado” não me soava bem. Mas não foi assim!
Há três anos – quando ele foi publicado pela primeira vez – falar ou escrever sobre o anterior regime era um “crime” gravíssimo aos olhos dos donos e senhores deste sistema “democrático”. Era necessária coragem para lhes olhar, falar e escrever de frente sobre o tema.
Por esse facto não tive pejo nenhum em dar o nome de “Estado Novo” a um blogue. Isto sem nunca esconder a minha identidade, nem o meu rosto nem de esclarecer a quem quiser sobre quem sou, onde vivo e o que faço.

Espero que tenha ficado elucidado sobre as questões, por si, colocadas em comentário.
Manuel Abrantes
 
http://www.youtube.com/watch?v=kiheHNbUpmA



Comentário do PNP:

Esta cidade, era uma das mais belas cidades de Moçambique e do Império
Portugues, com lindas avenidas delineadas e limpas, explanadas por
todo o lado, prais de sonho, e 2marisco" em abundancia.

Os seus habitantes, de todas a s cores e etnias vivam em harmonia e
paz....até ao 25 de Abril...............
Rui Barandas
 
Rui Patrício, antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal no tempo de Caetano, ainda se refere hoje ao 25 de Abril como uma tragédia, e eu puz aqui um link sobre a antiga Lourenço Marques, para que muitos pudessem ver como era aquela cidade, quando se chamava Loureno Marques, como um exmplo do que foi o 25 de Abrile o ,mal que causaou a tanta gente.....................

.

Agora esperamos pelo 26 de Abril, será que virá?
 
Com o devido respeito sr. Abrantes, mesmo não querendo continua a falar do passado e de Salazar.
Repare que este país está atolado na merda e nas injustiças.
Queiram ou não o partido do "nacionalismo moderado" nem sequer existe e a gente bem sabe que mesmo estando aprovado a tempo pelo TC para ir a aleições, não tem meios para chegar ao povo que se está a cagar para a política e para os novos partidos.
Queiram ou não, só o PNR é que demonstrou que tem capacidade de resistir a todas as lutas externas e internas.
Não lhe parece que isso não é coisa pouca?
Eu gostaria de saber quantos nacionalistas aguentariam a critica constante, as dissidencias, os ataques de fora e de dentro. Pois o PNR já provou que é capaz de passar por todas as tempestades e se dermos o seu a seu dono é justo evocar o Pinto Coelho como um corredor de fundo que tem feito tudo pelo nacionalismo.
As capelinhas e os grupinhos que o Sr. Abrantes refere e que concordo, são coisa de sempre e não são exclusivas do nacionalismo.
Não acho é que se deva por em pé de igualdade as fantasias e os projectos com um partido que é real.
O nacionalismo terá futuro sim se as pessoas souberem perceber que têm que se unir em torno do PNR.
Quer se concorde com tudo ou não, sou da opinião que o PNR já merece um pouco mais do que criticas, pois já conquistou um capital de respeito e de longividade que o torna único na história de todos os projectos nacionalistas pós-25A.
Senhor Abrantes, eu concordo consigo no apoio dado ao PNR às futuras eleições, mas não concordo que ainda se preca energias à procura de consensos que não são realistas.
Vamos mas é todos apoiar o PNR e fazer um milagre.

Cumprimentos.
 
ainda está a tempo de mudar o nome a este blog

Um Forte Abraço
 
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