sábado, abril 25, 2009


O 25 DE ABRIL E A INFLUÊNCIA COMUNISTA



Claro que vou escrever sobre o 25 de Abril!
Até porque para muitos dos que se intitula como Nacionalistas, o 25 de Abril foi um golpe comunista e o responsável por tudo o que, hoje, nos aflige.
Encontramos um responsável para todos os males.
Mas não é assim, amigos(as), .

Como sabem apoiei o golpe militar em 1974 e fiz parte, enquanto militar, das suas estruturas.
Todas as reuniões preparatórias (Cascais e Alcáçovas) apontavam o golpe como uma reivindicação militar e não o inicio de qualquer revolução.
E não me venham com essa de que, o golpe militar, foi gerido pelo PCP.
O PCP foi tão apanhado de surpresa como a população em geral..
Dentro das estruturas do que se passou a intitular de MFA poderia – e havia ! - simpatizantes dos comunistas. Isto antes do golpe militar. Mas que o PCP estivesse metido nisto. Não! Não estava!!!
Até porque as estruturas dirigentes do PCP – segundo eles próprios – até ao meio-dia do 25 estiveram com dúvidas se o golpe não passaria de mais uma posição de força das linhas mais conservadoras do regime.

O PCP tomou as rédeas – sim! – depois da consolidação do golpe militar. Aí, sim!
Aliás, tomou as rédeas dos sectores fundamentais no MFA e na linha politica em geral.
Bastou comunizar o COPCON para ter o poder sobre grande parte do Movimento.
Impôs a politica do medo através desse organismo militar e conquistou as ruas para impor a arruaça politica .
Foi com a arruaça politica que os comunistas impuseram o PREC (Período Revolucionário em Curso). Isto, já para não falar sobre a paralisação no Ensino que, com as diárias RGAs (Reunião Geral de Alunos) , mobilizou a juventude para impor a gritaria nas ruas e as ocupações de todos os organismos associativos e autárquicos. A UEC (União dos Estudantes Comunistas) foi a grande mentora de tudo isto.

Conseguiu faze-lo, em pleno, a sul do vale do Tejo e nalgumas zonas a norte da capital. Contudo, a partir do centro Norte do País, com excepção da cidade do Porto, o PCP não conseguiu este tipo de mobilização.
Para isso fez criar os movimentos cívicos de estudantes (Serviço Cívico) que se deslocavam a norte para, através duma encapotada alfabetização, impor as suas ideias revolucionária marxistas.
Consegui, também, que o MFA mobilizasse jovens milicianos (todos marxistas) para percorrerem o norte do País para sessões de esclarecimento com as populações.
Foi quando apareceu aquele cartaz da Aliança Povo/MFA.

Na ânsia da descolonização a toda a força, e a mando da URSS (Império Soviético), onde o socialista Mário Soares esteve metido até ao pescoço – aliás, era ministro dos Negócios Estrangeiros -, o PCP não contou com a influência dos milhares e milhares de refugiados das Províncias Ultramarinas que regressaram aos seus locais de origem, ou de familiares, acabando por ajudar a separar politicamente o norte do sul do País e a por termo às infiltrações marxistas nas zonas mais esquecidas do País.
Foi o princípio do fim do poder comunista, mesmo, dentro do MFA.
Tudo isto teve a reviravolta final com o 25 de Novembro acabando com o PREC.

Como o leitor(a) pode constatar o golpe do 25 de Abril foi uma coisa e o período que se seguiu foi outra.

A “Evolução na Continuidade” de Marcello de Caetano não estava a surtir efeitos na prática. A guerra era interminável e a Democracia era a única forma de regime que permitiria a estabilização politica.
Já alguém imaginou Portugal de partido único nos dias de hoje?
Claro que não !
O sistema Democrático iria aparecer com golpe ou sem golpe. Aliás, como apareceu na Grécia e em Espanha.
Marcello de Caetano com as suas ambiguidades politicas, e as posições cada vez mais despropositadas dos “velhinhos do Restelo”, levaram à formação de um golpe militar.
Era inevitável!!!
Os marcelistas e os sectores mais conservadores apodreceram o regime.
O regime estava podre e a cair de maduro. Aliás: - Estava velho e caduco!
O “Estado Novo” não se manteve como o seu nome indica. Deixaram-no envelhecer.
E, Salazar, não deixou de ter, também, alguma culpa nisto. Agarrou-se demais à cadeira do poder. Isto, por muito que custe a escrever esta linha de pensamento, até porque sou seu admirador.
Vamos lá deixar de sermos líricos. O 25 de Abril não é o responsável por todos os males que nos afligem.
Manuel Abrantes


Comentários:
Caro
Abrantes,
Hoje comemoram-se os 35 anos dum golpe militar que foi "baptizado" com a palavra "Revolução", mas, pergunto eu: terá mesmo sido uma verdadeira revolução, terá havido uma unanimidade ideológica que fosse em si a base duma verdadeira estrutura política credível e consistente, que revolucionasse o regime deposto???
Penso que não, toda a gente sabe - ou pelo menos muita gente o sabe - que, a base desse movimento "revolucionário", nada teve a ver com a imposição dum regime verdadeiramente democrático e recuperador da Nação que se estava a esboroar, mas sim com uma reivindicação profissional dos militares do QP (Quadro permanente), os verdadeiros militares profissionais, que, perante a "ameaça" dos seus colegas milicianos poderem alcançar um posto mais elevado do que capitão, que era então, o posto máximo a que os "militares à força" podiam almejar, que, de acordo com o célebre D.L. 353/73, permitia-lhes com a frequência de dois semestres na AM, poderem ascender ao posto de Major, essa é que foi a real mola dessa dita "revolução", como aliás se pode ler aqui:

..."Publicação do Decreto-Lei 353/73
Texto: Vasco Lourenço

13 de Julho de 1973

Decreto-lei aprovado por Sá Viana Rebelo, ministro do Exército, que procurava fazer face à escassez de capitães dos quadros permanentes.
Funcionou como autêntico detonador para a contestação que, após rápida e profunda evolução, levaria ao 25 de Abril de 1974."...
que podem ler na íntegra aqui:

http://www.25abril.org/index.php?content=1&c1=14&c2=13&glossario=Decreto-Lei%20353/73

Talvez assim, alguns percebam melhor o desastre em que se converteu essa malograda "revolução" que, apesar de tudo, poderia ter dado alma nova a Portugal e não ter levado a uma quase guerra civil, e posteriormente à quase destruição desta velha Nação.
Foi a essa falta de homogeneidade de ideias, indo da extrema-direita à extrema-esquerda que fez falhar um projecto que, caso fosse aproveitada a ocasião com inteligência e patriotismo, hoje não nos teria levado à posição de "mendigos oficiais da Europa", que, é aquilo que somos na realidade, de grande país respeitado, passámos a um quase país pária, a não ser para alguns, que se encheram grande e à francesa, muito à custa de corrupções e roubos descarados.
Daí o desalento que percorre o país de lés-a-lés, reflectindo a miséria, o desemprego, a falta de horizontes, quer dos mais velhos, quer dos mais novos, assim, quem é que ainda estará de coração aberto a esta pseudo-democracia, muito mais injusta para os seus cidadãos do que o antigo regime???
Só hipócritas e mentirosos refinados - muitos dos quais se tem enchido à custa deste sistema iníquo - juntamente com alguns jovens ingénuos, que não viveram o regime antigo, é que podem acreditar numa balela destas.
Claro, que eu como tu, ambos militares na época, acreditámos que o 25 de Abril, poderia relançar novas luzes de esperança no nosso povo, mas, rapidamente perdemos essas esperanças, tal foi o descalabro, que a seguir a essa data se deu, e até hoje, podemos acrescentar.
Hoje, Portugal é um país sem futuro, um país falhado, com uma assimetria económica das suas gentes, sem paralelo na História desta própria República, nunca como hoje, a corrupção, a falta de uma Justiça igual para todos, independentemente do seu poder económico, o enriquecimento rápido sem motivos sérios e honestos para tal, foram tão à frente.
O desprestígio dos políticos, dos próprios agentes da Justiça, base inequívoca da verdadeira democracia, chegou a tal ponto - basta para isso, ver como estes são tratados nos blogues, os únicos meios de expressão, por excelência, dos mais impotentes, dos que pouco ou nada tem - para ver, que o regime não está nada bem, que desceu tão baixo, que já nem com discursos pomposos ou paninhos quentes isto lá vai.
Pessoalmente, há muito que não acredito neste regime, hoje, maldigo os riscos a que me expus, juntamente com outros jovens, que antes de 74, acreditavam no surgimento duma verdadeira democracia, que acreditavam num dealbar de Justiça e esperanças, não só para si como para todos os seus concidadãos, mas que viram frustrados todos os seus sonhos. Com a inversão dos valores que então Abril dizia defender,
também, muitos dos que estavam com essa data, hoje estão desiludidos, sentem-se frustrados, não compreendendo que este regime tenha dado uma cambalhota tão grande, afinal, os que aquela data "justificaram" essa "revolução", são exactamente os que mandam no país, grandes banqueiros, muitos dos grandes empresários, a que se juntaram alguns novos, entretanto tornados novos-ricos, são esses mesmo que comandam esta República, infelizmente a caminho duma República bananeira centro-africana, sem prestígio, abandalhada aos interesses políticos mais mesquinhos, aos interesses de meia dúzia de grandes Senhores, que, fazendo o que querem, utilizando em proveito próprio os poucos recursos, de que ainda dispomos, em detrimento de grande massa da população, cada vez mais indigente, vivendo de subsídios ou da caridade alheia, estando muito pior que à data "histórica" de Abril/74.
Hoje, já meio-velhote, já não acalento qualquer esperança nesta 3ª República, tanto mais, que a mais leve exteriorização de portuguesismo, de amor à Pátria, é levada pelo actual regime, ou pelos que o dizem defender, como uma manifestação racista ou xenófoba, como se o patriotismo, e o amor maior à sua família - por extensão, à sua Nação - se tivessem transformado duma atitude de dignidade e de valor patriótico, numa atitude contra quem quer que fosse.
Com esta forma de ideologia, com esta cartilha do "politicamente correcto", não tenham dúvidas, Portugal nunca mais se irá levantar do pântano em que nos afundaram.
Justificar-se-à ainda, a comemoração desta data?
Deixo-vos a pergunta.
Um abraço especial para ti, velho companheiro.
Cumprimentos.

LUSITANO
 
Lusitano
Não posso deixar de saudar-te por esta excelente peça.
A verdade doi!
Se doi...
Manuel Abrantes
 
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
 
Caro
Manuel Abrantes,
"A verdade dói", mas por enquanto, só a poucos, os restantes, andam anestesiados por esta lenga-lenga pseudo democrática, na realidade, a maioria do povo português e mesmo a população do chamado Mundo Ocidental, à força de ser tão estupidificada e manipulada pela chamada "comunicação social", comunicação essa, ao serviço dos grandes Senhores donos da grande Finança e Economia, não perceberam que não há saída nestes regimes ditos falsamente democráticos, que não passam na realidade de regimes plutocratas, não perceberam que estes regimes os tem conduzido um beco sem saída, daí, esta "pseudo-crise", que não é mais do que uma tentativa dos grandes banqueiros e interesses económicos, se verem livres de concorrentes mais pequenos, adquirindo dessa maneira, uma hegemonia sobre os povos e Economia dessas nações.
Claro, que na sua maioria, são gente sem escrúpulos e no fim umas verdadeiras bestas, não perceberam eles, que, os futuros Senhores do Mundo não vão ser eles, mas os chineses e os indianos, estas vão ser as duas principais potências do século XXI, os americanos e a Europa vão ir pelo cano abaixo, pode não ser amanhã nem depois de amanhã, mas não vai demorar muito tempo a concretizar-se essa situação, tanto mais, que, estúpidos e egoístas como são esses tais cabecilhas, não perceberam, que os chineses e também os próprios indianos, são povos com uma cultura de milhares de anos, e não são os "americanezitos", um país que nem sequer é uma nação, pois é um país sem cultura própria, com língua emprestada, com hábitos e tradições de todos os países de que são originários os seus habitantes, sem uma filosofia ou até religião comum, que não passam duma amálgama de gentes e culturas, muitas vezes, vivendo em comunidades separadas, por isso, não perceberem, que quando uma cultura atinge uma vasta idade, já adquiriu uma experiência e uma "diplomacia" que os ajuda a projectar no Mundo, tanto mais, que cada vez se derrubam mais as fronteiras, permitindo a essas culturas antiquíssimas a sua expansão, quiçá, domínio dos restantes povos.
Ora desta forma, principalmente estes dois países, aproveitando as portas abertas que as ditas "democracias" lhes abriram, estão a colonizar economicamente - e até populacionalmente - quase pela surra, esses países, apossando-se cada vez mais das suas fontes de produção, destruindo a produção própria desses países através do seu comércio, que vende tudo e mais alguma coisa a preços imbatíveis, prognosticando-se sem dificuldade um tempo em que esses povos orientais tomarão definitivamente conta dos países ocidentais.
Uma das características do povo chinês, e de uma maneira geral, dos povos orientais, é a sua paciência, a célebre "paciência de chinês", a sua capacidade de visão a longo termo, ao contrários dos idiotas dos ocidentais, que, devido à sua cultura egoísta e individualista, exigem sempre resultados imediatos.
Devo dizer-te, que sou um admirador da cultura e do povo chinês, considero-os a formiguinha que amealha no Verão para comer no Inverno, comparando por outro lado, os ocidentais à cigarra, cantam muito, mas um dia destes, vão morrer esganados de fome.
Como prova do que digo, basta ver a abertura de Institutos Confúcio por todo o Mundo, destinados à divulgação da cultura e língua chinesa, língua essa, que, principalmente em África, mas não só, talvez venha a substituir o inglês dentro de umas poucas dezenas de anos, acabando ou reduzindo dessa maneira, a influência ocidental/americana nesse Continente.
Isto, qualquer cego vê, à excepção dos idiotas que "governam" os países ocidentais, que, armados em "espertos", confiam cegamente nos seus "cérebros" económicos e estratégicos, que não passam afinal, de cérebros de galinha, vejam-se os resultados, duns e doutros.
Os EUA por exemplo, tem um dos seus maiores credores na China, caso este país exigisse o pagamento da dívida americana que tem nas mãos, os americanos implodiam, por aqui se vê, que não passam afinal, dum gigante de pés de barro.
Ora perante esta situação, perante a derrocada do sistema económico ocidental que está à beira da ruptura, tudo por culpa de políticos idiotas e políticas desastrosas, só resta um caminho, a direcção do Nacionalismo- não propriamente racista ou xenófobo - esperneiem, gritem, barafustem, façam ou digam o que quiserem, mas, não lhes resta outro caminho, pode ser de uma forma mitigada, mas a abertura dos seus mercados de qualquer maneira, vai levá-los à falência total, é apenas uma questão de tempo.
Esta crise, por exemplo, que se vive em Portugal, ainda não atingiu o seu clímax, ainda não fomos atingidos em cheio pela "crise internacional", é consequência duma irresponsável política ultra-liberal seguida nas últimas três dezenas de anos, é impossível - dêem as voltas que derem - continuar com esta política, podem remendar um furo aqui ou ali, mas o balão vai rebentar na mesma.
Tudo isso, se deve ao facto da maioria dos nossos "governantes", não terem qualquer ideia do país real, de não terem percebido, que, com o desfazer do "Império", perderam-se as nossas principais fontes de matérias- primas e de exportação dos nossos produtos, que herdaram uma máquina produtiva ultrapassada e muito pouco competitiva, que se destruiu o ensino técnico-profissional, base da construção duma Economia moderna e eficiente, que com as nacionalizações e consequentes privatizações - ambas selvagens - o país perdeu o controlo da sua estrutura financeira e económica, como os próprios bancos, a energias (electricidade e combustíveis), as telecomunicações, os transportes, principalmente o ferroviário, que, para além da fantochada do TGV, foi destruído em muitas regiões, ao ponto incrível de uma província como Trás-os- Montes, já não possuir transportes ferroviários, coisa, que até o Salazar ajudou a construir, como forma de ajudar a desenvolver aquela região.
Portugal não passa de um morto-vivo, todos os dias para comermos temos de pedir dinheiro emprestado ao estrangeiro, valores que este - e os anteriores governos - nunca divulgaram, mantendo os portugueses numa criminosa ignorância, que terá a curto termo, de ser invertida sob pena do país entrar em bancarrota.
Nós, por habitante, temos uma dívida maior que qualquer americano, agora querer comparar a capacidade produtiva duns e doutros é comparar m.... a "banha de cheiro", não tem nada a ver uma coisa com outra.
Como sair desta alhada, perguntam os leitores???
Não vejo outra alternativa senão do que uma governação musculada, uma governação comparável, ou talvez pior, do que a que Salazar exerceu no tempo da ditadura, entre 1928 e 1933,início do Estado Novo.
Não tendo vivido esse tempo, mas desde sempre, tendo falado com gente que o viveu, e através de livros e documentos da época, percebi, que para se endireitar as Finanças dum país quase falido, vai ter de se ser muito exigente, os portugueses, principalmente os da novas gerações pós 25 Abril, vão passar por situações que não imaginavam, tanto mais que, ao contrário desse tempo, em que, em Portugal eram os portugueses que mandavam, agora, estamos subordinados aos estrangeiros e não pensem que eles nos vão continuar a sustentar apenas pelos nosso "bonitos olhos".
Deixem passar as eleições, deixem vir 2010, e vão ver se não tenho razão, vamos voltar ao tempo - que eu e tu vivemos - das calças velhas do pai, servirem para fazer calças ou calções "novos" para o filho, um chocolate ou uma simples fatia de fiambre, serem autênticos "tesouros" quase inatingíveis, e motivo de festa só para quando "O Rei faz anos", estas novas gerações não conheceram isso, culpa também, de muitos de nós, os mais velhos, não termos tido o cuidado de lhes explicar.
Infelizmente, este é o panorama que vislumbro, mais negro que o carvão, e não é como o "nosso 1º" diz, que "os pessimistas não criam postos de emprego", não, esta é a realidade e se houver alguém que consiga dar-me melhor explicação, ou saída, faça o favor, que eu agradeço.
Caro Abrantes, este comentário já vai muito longo, fico-me por aqui, envio-te um abraço.
Cumprimentos.

LUSITANO
 
Na minha opnião, não existe nada para comemorar, o 25 de Abril independentemente de ter sido feito por comunistas ou não foi uma traição a patria, e a guerra no ultramar, mesmo que não ocorrece o 25/04 viveriamos hoje em democracia, pois o marcelo caetano ja vinha fazendo reformas democraticas...
 
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