domingo, outubro 18, 2009



A QUESTÃO DO VOTO ÙTIL

É uma polémica que se levanta em todos os actos eleitorais, especialmente vinda dos chamados pequenos partido.
Contudo, este efeito não se repercute apenas nos pequenos partidos. No último acto eleitoral para as Legislativas ficou bem patente pelos resultados que o eleitorado não quis dar a maioria absoluta ao PS, reforçando a votação quer no partido mais à esquerda (BE) quer no mais à direita (CDS/PP).
E, isto, não foi por acaso. O leitorado entendeu que o reforço nos partidos mais acutilantes nas suas posições políticas era a solução para o equilíbrio no Parlamento.
E teve razão. Hoje, o Parlamento está mais equilibrado e nenhum partido se pode arrogar do absolutismo político.

Hoje, para se governar é necessário ter capacidade de diálogo. O Governo socialista só não conseguirá governar se não tiver capacidade para dialogar, respeitando – o que não fez na anterior legislatura – as opiniões e propostas da oposição.
E isto ficou bem patente em muitas propostas do CDS/PP, e até do PCP, as quais Sócrates as acusou de “demagogia politica “ e de “irrealistas” tendo, mais tarde, vindo a coloca-las em prática reivindicando-as como sendo suas.
São as manobras politicas que, agora, com a distribuição no Parlamento, ficam impossibilitadas de aplicação prática.
O eleitorado percebeu isso.

Quanto aos chamados pequenos partidos. Muito se queixam do eleitorado os colocar à margem por aplicação do voto útil.
O “problema” não está nos eleitores. O “problema” está nesses mesmos pequenos partidos que não conseguem incutir no eleitorado que se identifica com os seus princípios a credibilidade necessário para que cada voto se traduza em voz activa na politica Nacional.
O eleitorado quando vota fá-lo para que a sua voz chegue às instâncias do poder.
Então, o “problema” não reside – nem podia… - nos eleitores. O “problema”reside na incapacidade politica desses mesmos partidos.
Cabe a cada um desses pequenos partidos sair dessa situação e impor-se na politica Nacional. São eles que têm de encontrar as soluções estratégicas para se imporem e fazer ouvir a suas opiniões e soluções.
O problema é que, esses mesmos partidos, normalmente, têm opiniões mas não apresentam soluções. Criticam muito mas não apresentam alternativas. Apenas se limitam a criticar .
E o que está mal – isso – toda a gente sabe. O que nem todos sabem é apresentar alternativas e soluções para a resolução dos problemas.
È esta a diferença.
Manuel Abrantes

Comentários:
Quem olha aos reasulatados das eleicoes recentes pelo lado do negativo fica mais uma vez com a impressao de que o bom senso ainda nao entrou nas cabecas dos viotantes portugueses que continuam a actuar como um rebanho.

Outros apontam o votar mais uma vez no P.S. como prova irrefutavel da anestesia ou sonolencia politica em que vive a mauioria dos portugueses, parecendo nao ter uma centelha de energia que os leve a exigir mudancas e assim prefere nao votar ou votar comodamente em quem ja esta no poder.

Pode-se tambem olhar aos resultados pelo lado positivo e concluir que afinal muitos votantes portugueses actuaram com inteligencia e votaram no CDS e no BE para desestabilizar o P.S. e reduzir ou alterar a sua habitual conducta autoritaria e arrogante.

Agora sim que Socrates sera forcado -- para poder governar -- a cooperar com outros e talvez que essa tenha suido afinal a maior victoria que resultou do recente sufragio.

Quanto aos partidos pequenos nao tem de se queixar de mais nada que nao seja de eles proprios e dos seus dirigentes.
Sao um bando de perdedores que na verdade nem deviam ser autorizados a participar no acto eleitoral porque nada de bom ou de novo trazem e so criam confusao.

Porque nao impor a eliminacao de qualquer partido que num periodo de 10 anos nao consiga exceder uma media de, digamos, 2% do total dos votos ?

Os seus adeptos podem sempre integrar-se num dos 5 ou 6 partidos ja metidos no sistema. Aquele que mais se aproximam das suas conviccoes politicas !
Tanta diversidade partidaria em nada garante qualidade de resultados.
 
UM DEPUTADO PARA CADA PEQUENO PARTIDO
COM MAIS DE 10.000 VOTOS!

E por que não? 10.000 votos é mais ou menos 50% da quantidade de votos que é precisa para eleger um deputado por Lisboa. Por que não criar um Círculo Único nacional para esse efeito? Se quiserem até pode ser apenas à segunda eleição a que um desses partidos concorra.
Até quando o monopólio dos partidos do sistema?

Pela Oposição Nacional!
Por Portugal - e mais nada.

Cidadão Nacional
 
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