sexta-feira, março 28, 2008




QUANDO O FACILITISMO NO DIVÓRCIO
É A IMAGEM DE MARCA DO “HOMEM NOVO”

Os socialistas estão a preparar um projecto de lei que altera o actual quadro legislativo em matéria de divórcios.
As mudanças passam pela diminuição dos prazos de separação de facto como fundamento para a dissolução do casamento (actualmente são três anos) e a invocação de actos imputáveis ao outro cônjuge vai deixar de ser necessária.
Ou seja: um cônjuge não necessitará de ter de imputar a tal figura legal da "violação culposa" dos deveres conjugais como fundamento necessário para avançar com um divórcio litigioso.
Resumindo e concluindo: qualquer um pode-se divorciar sem ter de apresentar razões.
Na prática, o projecto de lei que o PS está agora a finalizar vem facilitar a separação litigiosa, não fazendo depender a dissolução de um casamento da atribuição e prova de culpa a um dos cônjuges. Ao mesmo tempo, diminui o período de separação de facto mediante o qual se pode pedir a separação legal.

Analisando friamente as “coisas”, e perante a forma como se encara actualmente o casamento, é uma medida que se enquadra, em plenitude, na destruição da família tradicional.

Hoje em dia, quando alguém se casa, a primeira coisa que se pensa é na frase: “se não nos dermos bem a gente separa-se”. Depois é o dinheirinho para a boda e para a Lua-de-mel. È como um dia bem passado seguindo-se umas férias de sonho. È o tal dia e as tais férias que nunca tivemos.

O casamento é uma festa e não um acto para a vida. Isto, porque a principal preocupação é a festa e não o tal acto “para a vida”.
Tudo isto não traria “mal nenhum ao Mundo” se não viessem depois (às vezes antes…) as tais “coisinhas” chamadas filhos. È aqui que reside o problema quando se dá a separação. Isto porque, normalmente, as separações ocorrem no período da educação dos filhos.
Aqui é que reside o problema.
Dou-vos um exemplo. O meu!
No tempo em que as minhas duas filhas andavam na escola os amigos e colegas achavam estranho que elas vivessem com o pai e com a mãe. Isto, porque eram quase todos – eu disse: quase – filhos de pais separados.
Eu sou casado há 26 anos e - como praticamente todos - não foi (nem é) um mar de rosas. Não foi fácil, muitas vezes (de ambas as partes), resistir a um “basta”.
E sabem qual tem sido o “segredo” ?
Evitar a discussão para evitar as “faltas de respeito” e as ofensas que emanam das discussões mais acaloradas.
O leitor(a) pode não concordar com a táctica. Eu percebo e compreendo. Mas que ela resiste há 26 anos, isso, é uma verdade no meu caso.

Como diz a “cantiga” do baladeiro comunista: “criamos um homem novo”.
A diferença entre o tal “homem ( ou mulher) novo” do baladeiro comunista e aquilo que eu penso é que eu não luto por esse “homem novo”.
Luto por um “novo homem” baseado na honra, no respeito e nas tradições familiares que foi incutida aos nossos pais e avós durante séculos.
Ou seja: a mudança na continuidade e não a mudança radical e revolucionária no pensamento do homem.
Acredito e defendo a evolução e não a revolução no pensamento e no carácter humano

Sou um grande retrógrado e um “bota de elástico”.
Pois sou!!!
Manuel Abrantes



Nota Final:
Afinal, concordo ou não com a nova proposta de lei do PS?
Como Nacionalista não defendo a força da lei – sejam ela qual for - como forma de formação do carácter humano.
O carácter humano forma-se na base da família e nas suas tradições mais elementares.
E ao Estado cabe-lhe defender a família na sua essência mais elementar e não em criar leis que possam alterar, radicalmente, o conceito família.
A Fé, a Pátria e a Família são montanhas onde não se deve tirar ou colocar uma simples pedra. A mãe Natureza e a evolução se encarregarão disso.
MA

Comentários:
simplesmente...
Genial!!!
Uma analise fria e sensata.
Talvez seja o peso dos anos
JJ
 
É o peso dos anos e a clarividência de um grande articulista nacionalista.
Muito Bem, senhor Manuel Abrantes.
 
Perdoe, o marido à mulher, tudo menos ofensas e a mulher ao marido, ofensas e tudo.

D. Francisco Manuel de Melo

Carta de Guia de Casados
 
Quando um dia houver um candidato Nacionalista à Presidência da República, seja homem ou mulher, que tenha o carizma de um homem com o cronista deste blogue.
Parabens senhor Abrantes.
Rui Godinho
 
Muito bem, Manuel Abrantes!

Vem aí a destruição sistemática da Família! Este bobo do Socretino copia tudo o que o bobo do "Sapateiro" (tenho o maior respeito pelos verdadeiros sapateiros) de Espanha faz...

Ele e mais a sua troupe diabólica de maçons aí estão a preparar-se para dar a machadada final nos princípios e valores que têm sustentado o nosso País!

Temos de unir-nos todos para não deixar nas mãos destes pérfidos velhacos, mas todos reles insensatos, o destino desta Nação!
 
Essa coisa do Nacionalismo é coisa ultrapassada.
 
Segundo os planos dos Senhores que dominam actualmente o mundo a família é para acabar.
A célula da sociedade é a família e não o indivíduo isolado com os revolucionários nos querem impingir. A destruição segue a sua marcha calma e serena sem grande oposição, e os mentecaptos batem alegres palmas.
 
Respeitosamente e sem ofensa, Você é um reaccionário típico da direita burguesa portuguesa. Mas tem razão, aqui, em quase tudo.
Cumprimentos.
 
Pinto Ribeiro
De Direita não me assumo. Nem de Direita nem de Esquerda.
E de burguês, nos ùltimos tempos, tenho andado mal alimentado.
 
Pessoas como voçês( beateiros ), estão em vias de extinção e ainda bem, pois o divórcio têm e vai ser banalizado , a sociedade actual assim o exige.
Mas voçês lá se vão distraindo comentando estas evoluções ,tipo "velhos do restelo".
No entanto o que interessa é que o conceito de familia vai ser alterado e adaptado á nova sociedade.
 
Senhor(?) José Leite Saraiva
Tive todo o "prazer" em publicar o seu comentários.
Mas que me deu vomitos. Lá isso deu.
 
A "adapatação á nova sociedade" é simplesmente a destruição da Civilização e Cultura Europeia.
Não sei se reparam mas os destinatários de tais "novidades libertadoras"são sempre os mesmos:Os Europeus (a América Latina e a Àfrica não contam para estas contas por estruturas sócio-culturais especificas e culturalmente diferentes).
E há sempre patetas amestrados a aplaudir...
Sardoal
 
Caro Abrantes ;
Não há dúvida nenhuma que se aproxima uma nova era e um novo conceito mundial de família.
Reparemos no caso aberrante do transsexual americano estar grávido ??!!
Enfim ,os valores tradicionais da familia vão sendo alterados por outros mais consumistas,ou seja, se não presta venha outro/outra.
A sociedade está numa evolução desenfreada e liberal ,no qual a família não escapa.
Eu na minha opinião não estou de acordo com muitas destas alterações ,pois a família é uma das bases da sociedade.
Mas realmente cada vez se sente mais que o já famoso "Novo Mundo",vai tentar descriminar quem não alinhe nas aberrações que querem propor para o futuro.
 
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